Archive for the ‘Editoriais’ Category
Paisagem Marciana com Gosto e Cheiro Diferente
Pode parecer com Marte, mas com certeza não cheira e nem tem gosto semelhante ao planeta vermelho. Essa paisagem de Marte é esculpida com temperos, maçã, pó de pimenta, além de outros produtos normalmente encontrados na nossa cozinha. Matthew Albanese usa essa variedade de produtos para construir de forma meticulosa e detalhada, paisagens fantásticas. Usando técnicas fotográficas como a profundidade de campo, balanceamento branco, luz e escala, ele é capaz de alterar drasticamente a aparência dos materiais. “Um dia eu bati em um tubo de páprica”, conta ele. “À medida que eu limpava a bagunça que fiz comecei a perceber que estava mais brincando com o tempero do que realmente limpando, quando eu esparramei ele pela mesa me deparei com uma paisagem toda avermelhada então me lembrei de Marte”.
Mais detalhes sobre o trabalho desse artista podem ser encontrados aqui: http://www.behance.net/MatthewAlbanese/frame
Tabela Periódica de Blogs de Ciência – David Bradley – Sciencebase
Para quem gosta de ciência e principalmente de divulgação científica essa aqui é um prato cheio, ou melhor, uma tabela cheia. David Bradley do site Sciencebase, resolveu montar uma tabela periódica da química um pouco diferente. Cada símbolo que originalmente representa um elemento químico, aqui representa um sita, um blog, uma revista de divulgação científica. É realmente muito interessante e ele está sempre atualizando a sua tabela periódica. A versão interativa dessa tabela pode ser encontrada nesse endereço: http://www.sciencebase.com/periodic-table-of-david-bradley.html, muito interessante e inovadora a idéia do David. Parabéns. E divirtam-se.
Fonte:
http://www.sciencebase.com/science-blog/the-periodic-table-of-david-bradley.html
Seriam os Títulos Responsáveis pela Formação dos Cientistas?
A revista Nature na sua edição de 4 de Março de 2010, trouxe um belo editorial que indaga a necessidade dos cientistas precisarem de um PhD para serem considerados realmente cientistas. Nesse editorial a revista exemplifica o caso da China, aonde estudantes com formação de pós- graduação conduzem excelentes pesquisas sobre o genoma. Será que o título então é realmente importante?
Essa com certeza é uma discussão profunda em termos mundiais onde os critérios de avaliação, a rigidez do ensino e os pré-requisitos são bem diferentes de país para país. Se essa análise for realizada somente no Brasil também terá que ser feita com cuidado. Começando do começo, no mestrado, quantas pessoas que fazem mestrado atualmente e que pretendem seguir uma linha acadêmica em suas vidas? Quantas estão fazendo mestrado pelo simples fato de não ter conseguido um emprego e se garantir numa universidade por mais dois anos com uma bolsa? Sabe-se que muitos se enquadram na segunda questão. Porém uma seleção natural existe, e aí acho que está o ponto crucial de toda essa discussão. Aqueles que estão no mestrado simplesmente para esperar uma melhor oportunidade, dificilmente irão se adaptar ao rigor acadêmico, ao pensamento científico, e com isso irão de uma forma ou de outra ou irão abandonar a rotina dos estudos ou serão absorvidos pela sociedade em outras atividades. Como no caso do futebol, onde muitos tentam ser um Pelé, um Zico, um Cristiano Ronaldo, mas poucos conseguem, na academia acontece a mesma coisa. O dom faz parte do processo, existem pessoas que possuem que são predestinadas ao pensamento científico, que desde crianças, estudam por conta própria temas diferenciados, que se interessam por outras atividades, ou seja, toda a metodologia científica já está de certo modo amadurecida. Enquanto isso, os demais terão que durante o processo de um mestrado amadurecer muito rapidamente para então pensar em uma vida acadêmica.
Já no doutorado, a questão se torna mais delicada. Mesmo dentro daqueles sobreviventes do mestrado e que ingressam em um doutorado nem todos pretendem seguir uma vida acadêmica. É comum nesse processo se depararem com propostas até certo ponto irrecusáveis que o fazem abandonar a vida acadêmica. E daqueles que permanecem o que se pode esperar? Desses verdadeiros sobreviventes existe uma grande duvida também. Serão eles bons professores, bons pesquisadores, ou ambos, será que o doutorado os prepara para ministrar uma boa aula, ou os prepara para serem excelentes pesquisadores e desenvolverem pesquisas de ponta? Isso até hoje, nas grandes universidades brasileiras é muito discutido, a diferença entre professor e pesquisador. Já está mais que comprovado que dificilmente a pessoa será um bom professor e um bom pesquisador ao mesmo tempo, mesmo porque são funções que possuem exigências diferentes. Sabe-se que as grandes universidades exigem certos números de publicações e que isso pode se tornar uma cobrança muito maior até do que aquela que ocorre nas grandes empresas. Com um tempo destinado para aumentar os números de publicação, fica difícil para uma pessoa conseguir preparar uma aula de alto nível e ministrá-la tranquilamente. O contrário também é válido. Existem pouquíssimos exemplos, como nos esportes de alto desempenho que uma pessoa consegue administrar de maneira eficaz essas duas atividades, que de um certo ponto de vista poderiam ser complementares. Encontrar bons pesquisadores é algo que de certo modo independe de um doutorado. Existem no meio pessoas no meio acadêmico com uma experiência elevadíssima em fazer pesquisa de alto nível e que não passaram por esse crivo de ter um título de doutorado, pode ser que venha a se aperfeiçoar ao fazer um doutorado, como pode ser também que venham a se desmotivar com toda a burocracia acadêmica. O doutorado é sim importante pois pode guiar as pessoas, pode dar um norte para as pesquisas e auxiliar no desenvolvimento das mesmas, mas com toda a certeza não é um fator mandatório para formar bons pesquisadores. Se assim fosse, quantos excelentes pesquisadores existiriam atualmente, só pelo fato de terem terminado um doutorado. A formação acadêmica, e o amadurecimento não ocorrem só nas arcadas centenárias das grandes instituições de ensino, muitas vezes no simples lar, embaixo de uma árvore, em um escritório de patentes, pode-se encontrar mentes realmente brilhantes e que sem sombra de dúvidas podem sim serem chamados de verdadeiros cientistas.
2009 Foi o Ano mais Quente já Registrado no Hemisfério Sul
As temperaturas no hemisfério sul podem servir como um indicador do aquecimento global, diz o matemático da NASA Reto Ruedy do Instituto Goddard para Estudos Espaciais em Nova Iorque, já que nesta parte do globo a água que é maioria do hemisfério esquenta mais lentamente e com menor variabilidade do que a terra. Ruedy disse que as temperaturas em 2009 no hemisfério sul foram 0.49˚C do que o período entre 1951 e 1980, com um erro de +/- 0.05˚C.
Isso faz com que 2009 seja considerado o ano mais quente com registro neste hemisfério. Isso é significante pois o segundo ano mais quente, 1998, apresentou os registros mais severos no século 20 do El Niño, um evento de aquecimento cíclico do Oceano Pacífico. Durante o El Niño, o calor é redistribuído desde as águas profundas até a superfície, aumentando assim a temperatura do oceano e causando efeitos climáticos. Mas o último ano foi um ano de El Niño de intensidade média, o qual Ruedy diz que significa que temperaturas mais quentes também mostram um termo de grande escala global além de tendências regionais.
Os dados apareceram um mês depois do anuncio feito pelo NOAA e pelo WMO de que a década de 200 foi mais quente que a década de 1990. O NOAA estima que a década foi 0.54˚C mais quente que a média do século 20. Os anos 1990, por comparação foi 0.36˚C mais quente que essa média.
Na sexta-feira (15 de Janeiro de 2010) o NOAA irá apresentar oficialmente os dados de 2009. “Esse é um dos invernos mais frios que estamos experimentando no hemisfério norte, mas o calor continua subindo nos trópicos”, diz um cientista do NOAA.
Fonte: http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2010/113/2
Sonda WISE faz sua Primeira Imagem do Céu
A sonda WISE, sigla para Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA capturou sua primeira imagem do céu estrelado e irá em breve iniciar sua pesquisa sobre a luz infravermelha.
Lançada em 14 de Dezembro de 2009, a WISE irá pesquisar todo céu procurando por milhões de objetos escondidos, incluindo asteróides, estrelas e galáxias. Os dados da WISE irão servir como cartas de navegação para outras missões da NASA como o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Spitzer, guiando esses instrumentos para os alvos mais interessantes.
A imagem feita pela sonda WISE, foi registrada pouco depois de sua cobertura ter sido removida, expondo os detectores do instrumento pela primeira vez para a luz das estrelas. A imagem mostra aproximadamente 3000 estrelas na constelação de Carina.
A imagem cobre um pedaço do céu equivalente a três vezes o tamanho da lua cheia, e foi apresentada no encontro da Sociedade Astronômica Americana. Esse pedaço foi selecionado pelo fato de não conter nenhum objeto com brilho desconhecido que pudesse de certa forma danificar os detectores da sonda se observado por muito tempo. A imagem foi feita enquanto a sonda era levada para o seu ponto fixo no céu e está sendo utilizada também para calibrar os sistemas da sonda.
Quando a pesquisa da WISE começar, a sonda irá pesquisar o céu de forma continua enquanto realiza sua órbita ao redor da Terra, com um espelho interno realizando um movimento contrário compensatório. Isso permite a sonda WISE fazer fotos a cada 11 segundos, resultando assim em milhões de imagem de todo o céu.
“Até o momento, nós estamos ocupados, calibrando o movimento do espelho interno da sonda para que possa capturar as imagens mais claras do céu”, disse William Irace, gerente de projeto da NASA.
Para realizar o senso infravermelho de estrelas e galáxias a sonda WISE não pode ser contaminada por nenhuma luz própria. Essa condição especial de operação foi conseguida deixando os instrumentos da sonda numa temperatura muito baixa. Os detectores da sonda WISE em temperaturas mais baixas irão operar a menos de 8 Kelvin, ou 445 graus Fahrenheit negativos.
A primeira pesquisa do céu estará completa em seis meses, seguindo por uma segunda pesquisa de metade do céu de três meses. A missão será encerrada quando o hidrogênio congelado que mantém a sonda em temperaturas baixíssimas evaporar por completo, o que se espera ocorrer em Outubro de 2010.
Imagens preliminares da pesquisa são esperadas para seis meses após o término da missão em Abril de 2011, com um atlas final e um catalogo definitivo, 11 meses depois em Março de 2012. Determinadas imagens selecionadas começarão a ser disponibilizadas ao público em Fevereiro de 2010.

Essa imagem infravermelha da região da constelação de Carina foi feita pela sonda WISE da NASA logo depois de ter sua cobertura retirada.
Fonte:
Fato Científico do Ano (01) – Cientistas Encontram Fósseis da Maior Cobra que já Habitou o planeta Terra
Chegou o fim do ano, e com ele as tradicionais, 10 mais daquilo, 10 mais disso, os melhores, os piores, os mais bonitos, as mais lindas, os eventos marcantes. Como não poderia ser diferente na ciência também existem as listas e são muitas. Praticamente toda importante revista científica (Nature, Science, Discover, Scientific American, Cosmos, etc..) fazem a lista dos eventos científicos mais marcantes do ano.
Esse blog então resolveu que vai mostrar um item de cada lista, tentando completar os 10 eventos científicos mais marcantes de 2009, mas não em ordem, nem de importância, de acontecimento. Um evento que com certeza marcou o ano foi o achado de fósseis da maior cobra que já habitou a Terra. A importância desse fato tem muito haver com um dos temas mais discutidos e cogitados durante 2009, o aquecimento global e suas conseqüências. O achado desses fósseis pode dar uma nova luz sobre as mudanças climáticas, principalmente as que ocorreram próximo dos trópicos do planeta.
Os fósseis encontrados dão conta de uma cobra gigante com 13 metros de comprimentos que vivia na porção nordeste da Colômbia e que em comparação as gigantescas Pítons e Anacondas encontradas atualmente com seus 6.5 metros de comprimento podem ser consideradas cobras anãs. Os fósseis datam de 58 a 60 milhões de anos.
As cobras são seres interessantes que diferentemente dos seres humanos precisam muito da temperatura para poder alimentar o seu metabolismo, quanto maior a cobra mais quente deve ser o ambiente para que ela sobreviva. Com isso os pesquisadores estimaram que a região devesse possuir uma temperatura entre 30 e 34 graus centígrados em média, durante o ano. Atualmente essa teoria de ligar as cobras grandes à temperatura também é verdadeira visto que as maiores cobras do mundo vivem nas regiões tropicais da América do Sul e do sudeste asiático.
Os pesquisadores acharam fósseis relacionados com as vértebras de 28 cobras individuais, numa mina de carvão em Cerrejón. As estruturas vertebrais encontradas sugerem que a cobra poderia ser atualmente relacionada com cobras da família da Jiboia e Anaconda, numa família conhecida como “Boidae”, ou em inglês Boa, por esse motivo os pesquisadores decidiram nomear a cobra de Titanoboa Cerrejonensis, ou “a cobra Boidae de Cerrejón”. Comparando as formas e os tamanhos das vértebras com cobras que vivem atualmente os pesquisadores estimaram seu comprimento em 12.8 metros pesando 1135 Kg.
Com o tamanho definido para as cobras e com modelos matemáticos capazes de simular as condições ambientais da época, os pesquisadores puderam calcular a temperatura existente há 58 e 60 milhões de anos atrás num período denominado de Paleoceno. Com isso chegaram a uma temperatura média anual entre 30 e 34 graus Celsius, temperatura essa capaz de manter o metabolismo dessas cobras gigantescas. Essa temperatura se ajusta as estimativas anteriores para as temperaturas do Paleoceno que assumiam alta concentração de dióxido de carbono na atmosfera.
Esses modelos mostram que a diferença de temperatura entre os trópicos e as regiões de alta latitude durante o Paleoceno eram maiores do que hoje, mesmo sendo as altas latitudes mais quentes neste período. Esse modelo é conhecido como modelo de termostato que defende que as temperaturas tropicais vêm se mantendo estáveis e as demais partes do mundo vem esquentando.
O estudo das cobras gigantes marcou 2009 por vários motivos, primeiro por ter se encontrado uma cobra gigantesca que habitou a Terra a 60 milhões de anos atrás e em segundo lugar, mas não menos importante, pelo fato de ter contribuído para o entendimento do clima nessa época do planeta o que conseqüentemente ajuda os cientistas a entenderem as alterações climáticas de grande escala conhecendo sua causa e principalmente o seu efeito.
O Geólogo Darwin
O bicentenário de Charles Darwin, celebra o homem que anunciou a seleção natural e mudou a visão do mundo sobre a evolução das espécies. Porém, suas contribuições para a geologia não podem ser esquecidas.
O dia 12 de fevereiro marcou o aniversário de 200 anos de nascimento de Charles Darwin. Há poucos dias atrás, dia esse lembrado nesse blog, se comemorou o dia de Darwin, o dia que marcou os 150 de publicação do livro A Origem das Espécies. Com isso, de maneira óbvia, toda a atenção está voltada para as contribuições que o cientista deu para o entendimento da evolução da vida no planeta Terra. Contudo, Charles Darwin, possui contribuições também importantes em outras áreas da ciência.
Darwin, como muitos dos intelectuais de sua época possuía um grande conhecimento em diferentes áreas das ciências naturais, como medicina, teologia entre outras. Quando ele embarcou em sua primeira viagem a bordo do HMS Beagle ele levava além do seu instrumento de recolher espécies animais, uma edição do livro Princípio de Geologia, de Charles Lyell. A viagem do Beagle o levou a a observar paisagens que instigavam indagações geológicas. Uma vez, ele deparou com rochas no alto de uma montanha em Santiago, Cabo Verde, que estavam acima do nível do mar, porém estavam repletas de fósseis marinhos. A medida que a jornada continuava, Darwin acumulava observações que o levaram a concordar com a teoria de Lyell, de que a superfície da Terra foi moldada por mudanças graduais que eram observadas atualmente, esse princípio ficou conhecido mais tarde como Uniformitarialismo. Na época de Darwin, tal idéia ia de encontro com a teoria geológica que defendia a formação da paisagem terrestre por meio de eventos catastróficos.
As cartas de Darwin, escritas para o seu mentor John Stevens Henslow, um professor de botânica da Universidade de Cambridge, forma lidas posteriormente pela Sociedade de Filosofia de Cambridge e descreviam suas observações do levantamento dos Andes, bem como interpretações sobre as atividades ígneas e outras observações. Darwin fez notas extensas sobre a geologia ativa da América do Sul e publicou 3 livros sobre o assunto (todos eles anteriores a sua publicação sobre evolução). Esses trabalho geológicos de Darwin, já o mostravam como um pensador independente, não impressionado pela opinião da maioria, uma qualidade importante e que teve boas consequências para o seu trabalho posterior sobre a evolução das espécies.
A fauna exuberante e as formações de recifes de coral, chamaram uma atenção especial de Darwin. Uma das suas primeiras publicações foi entitulada: “A Estrutura e a Distribuição dos Recifes de Coral”, o manuscrito descreve os atóis encontrados por Darwin no Oceano Pacífico. Atóis eram lagoas rasas circundadas por grandes recifes de corais que pareciam emergir do oceano profundo.
A teoria prevalecente na época assegurava que os atóis eram formados como os corais que tinham raízes e cresciam nas crateras submarinas. Em todas as suas viagens Darwin nunca encontrou nada que pudesse explicar a presença de crateras tão grandes e de forma tão estranhas nos oceanos. Ao invés de concordar com a teoria vigente, Darwin olhou para as ilhas rodeadas por recifes de coral, como as Ilhas Maldivas. Ele escutou histórias dos residentes que falavam de terremotos e de erosão. Com isso Darwin propôs uma nova teoria, que dizia que a medida que essas ilhas afundavam, os recifes de coral que as moldava cresciam e eventualmente surgiam na superfície. Após algum tempo a ilha poderia desaparecer, mas os recifes continuariam a compensar o nível médio dos mares com o seu crescimento. Muitas das teorias geológicas de Darwin, foram substituídas pela teoria das placas tectônicas. Contudo, seu trabalho sobre os recifes de coral ainda persiste.
Como viajou ao redor do mundo coletando fósseis e observando a fauna e a flora ao seu redor, Darwin nunca negligenciou buscar entender e observar a geologia dos lugares que visitou.
(Fonte: Nature Geoscience, 2, 81 (2009))
Apresentação
Durante muito tempo um blog era um meio para substituir as famosas agendas da minha época adolescente. Porém como tudo no mundo evolui, os blogs atualmente são muito mais do que apenas agendas onde se descreve a vida e o dia a dia das pessoas. Um blog hoje, pode ter muitos objetivos e entre eles falar sobre temas importantes e que são de gosto tanto pessoal como do público em geral. E esse pode ser considerado o principal objetivo deste blog, discutir temas ligados as áreas de ciência e tecnologia de maneira séria e correta.
São muitos os motivos que levam a escrever um blog sobre ciência e tecnologia. O primeiro e óbvio é a minha fascinação por esses temas. Outro motivo importante é um tipo de revolta e indignação com as incorretas informações que são passadas pela imprensa quando se trata do tema ciência e tecnologia. Como um exemplo, posso citar a total falta de conhecimento de um certo repórter sobre a vida e obra de Charles Darwin, que nesse ano de 2009 completaria 200 anos. Um dia na tranquilidade do meu lar, brincando com o meu filho e jantando com a minha família, fui obrigado a ouvir que o livro mais famoso e que resume as idéias de Charles Darwin se chama: A Teoria da Evolução. Pergunto: Onde foi parar a Origem das Espécies, esse sim sua obra prima? Esse é um retrato de como a mídia neste mundo atual cheio de informações, de fácil consulta, se vê perdida e sem a capacidade de absorver, interpretar e principalmente transmití-las de maneira correta. Aliado a esse motivo está a intenção de deixar para o meu filho um guia de consulta de assuntos científicos que podem auxiliá-lo no decorrer da sua vida que está apenas começando.
Ainda não sei quem irá ler esse blog, se ele será acessado, mas aqui encontrei um meio, livre e democrático de falar sobre assuntos que gosto da maneira certa, e tentando de certa forma passar informação e conhecimento para o público em geral. Espero que gostem dessa experiência. E o que era para ser no início dessa febre em que se tornou a internet, apenas um diário de adolescente pode se tornar um lugar onde assuntos sérios e pertinentes podem ser discutidos com autoridade e decência.
O objetivo é a partir desse blog apresentar assuntos, notícias, textos, que leio e acho interessante e que possuem algum valor para ser compartilhado com o público geral. Desse modo, nesse blog científico poderão ser encontradas discussões, notícias e artigos das mais variadas áreas: astronomia e ciência espacial, ciência natural, paleontologia, geologia, geofísica e ciências da Terra, além de editoriais discutindo temas relevantes. Vale ressaltar que os temas e as postagens aqui realizadas serão extraídas de fontes como Science, Nature, Astronomy, Astronomy Now, SapceFlight entre outras.
Desse modo a intenção deste blog é se tornar um clipping científico, onde as principais notícias do mundo das ciências, tecnologias e áreas a fim poderão ser encontradas e comentadas. Espero que aproveitem e qualquer sugestão, desde já é bem vinda.
Outras informações também poderão ser encontradas em: cienctec.com






