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Archive for the ‘Geologia’ Category

Rochas Estranhas Podem Preservar Antigos Animais

quarta-feira, agosto 18, 2010 posted by sacani

Algumas rochas muito antigas e uma engenhosa técnica de imagem têm mostrado o que poderia ser o mais antigo fóssil animal conhecido – organismos como esponja que viveram em corais oceânicos no que hoje é o sul da Austrália.

O geólogo da Universidade de Princeton Adam Maloof não procurava por fósseis. Ele estava admirando as montanhas do sul da Austrália com a estudante de graduação Catherine Rose, procurando por rochas que estavam ali um pouco antes da última grande glaciação há aproximadamente 635 milhões de anos atrás, que pode ter coberto a maior parte do planeta Terra com gelo. Enquanto caminhavam eles observaram rochas sempre com a mesma forma – bigornas, anéis e ossos de galinha – enfiados entre os fósseis de estromatólitos de corais, que são formados por bactéria. “Eles pareciam fósseis, mas nós não estávamos esperando por fósseis então ignoramos”, disse Mallof. “Eventualmente, eles se tornaram muito comuns e repetitivos para serem ignorados”.

Mallof e Rose pensaram que tinham encontrado espécimes de Namacalathus, um organismo com corpo duro com um longo caule que viveu aproximadamente há 550 milhões de anos atrás, mas eles precisavam dar uma olhada melhor. De volta ao laboratório, os pesquisadores separaram os primeiros centímetros da estranha rocha em fatias de 50 mícrons, fazendo uma imagem de cada uma das novas superfícies. A equipe então usou computadores para juntar todas as fatias e montar uma imagem 3D do animal. “Rapidamente viemos que ele não se parecia em nada com o Namacalathus”, disse ele. A menos do longo caule os pesquisadores encontraram manchas elípticas e assimétricas. Eles eram então capazes de modelar dois fósseis completos e fragmentos de outros.

Cada fóssil tinha em torno de um centímetro de comprimento e era atravessado por túneis com 1 mm de diâmetro. Após eliminar algumas possibilidades, a dupla concluiu que o organismos lembrava mais esponjas, que possuem sistemas de canais internos. Isso faria desses fósseis muito mais velhos do o mais velho fóssil animal conhecido que tem 555 milhões de anos e é da estranha criatura chamada Kimberella.

Existem razões para pensar que esponjas viviam por aí. Os cientistas têm usado essas evidências na taxa de evolução – conhecido como relógio molecular – para datar a origem das esponjas em algo entre 600 ou 700 milhões de anos. Eles também encontraram um tipo de gordura que imaginam ter tornado possível as espojas aparecerem em rochas dessa idade. Maloof diz que o grande entusiasmo com a descoberta é pelo fato que ela significa que animais podem ter vivido antes da glaciação e provavelmente sobrevivido a ela.

Ainda assim alguns especialistas são cépticos quanto a imaginar se esses fósseis são mesmo de antigos animais. “Ele estão apenas atualmente tentados a encontrar bons argumentos”, diz o geólogo Whitey Hagadron do Denver Museum of Nature and Science no colorado. “Eu espero que tenhamos algum DNA nessas criaturas para que possamos ter uma resposta conclusiva”. A boa notícia é que muitos outros cientistas tomaram conhecimento da pesquisa e começaram a buscar por fósseis animais em rochas da mesma idade. “Eu não posso esperar para que alguém encontre um depósito melhor preservado em algum lugar”.

O artigo publicado na Nature Geoscience encontra-se aqui para download: http://tecnoscience.squarespace.com/arquivo/antigos-animais-em-rochas/

Fonte:

http://news.sciencemag.org/sciencenow/2010/08/strange-rocks-may-preserve-some-.html?etoc

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Vulcão Sabancaya no Peru

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

O vulcão Sabancaya de 5697 metros chamado na linguagem local de Nevado Sabancaya está localizado no sul do Peru a aproximadamente 70 km a noroeste da cidade de Arequipa. O nome Sabancaya significa língua de fogo na língua indígena Quchua, local.

O vulcão Sabancaya é parte do complexo vulcânico que inclui dois outros vulcões mais antigos, sendo que nenhum desses dois tenha tido uma atividade historicamente registrada. Nessa imagem detalhada aqui reproduzida o Nevado Ampato é visível a esquerda da imagem e os flancos mais inferiores do Nevado Hualca Hualca são visíveis no canto superior direito. Os picos nevados dos três vulcões fornecem um grande contraste com a paisagem desértica do Platô Puna.

O primeiro registro histórico de atividade de erupção do Sabancaya aconteceu em 1750. A erupção mais recente desse vulcão aconteceu em Julho de 2003 e com isso depositou poeira no topo do vulcão e no seu flanco nordeste. O vulcanismo no Sanbacaya é abastecido pelo magma gerado na zona de subducção entre as placas tectônicas de Nazca e da América do Sul.

O magma pode surgir na superfície e formar fluxos de lava do topo do vulcão, mas pode também surgir a partir de cavidades nos flancos do vulcão. No caso do Sabancaya a lava tem agido de todas essas formas, formando numerosos lobos cinzas e negros que se estendem em todas as direções exceto para o sul, centro da imagem.

Fonte:

http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=44713

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Cratera Kamil no Egito

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

Pesquisadores estudando imagens disponíveis no Google Earth descobriram uma cratera de impacto dom 45 metros de largura no sudoeste do Egito que parece ter sido criada por um meteorito ferroso a não mais de mil anos atrás.

Embora a descoberta da cratera tenha sido anunciada pela primeira vez no outono de 2008, os pesquisadores já haviam identificado o impacto em imagens de satélites feitas em 1972, diz Luigi Folco, um cosmologista químicoda Universidade de Siena na Itália. A descrição detalhada da descoberta pode ser encontrada aqui: http://tecnoscience.squarespace.com/arquivo/cratera-kamil-no-egito/

O anel da cratera egípcia localiza-se aproximadamente a 3 metros acima do assoalho central da cratera, o qual é parcialmente coberto por material distinto que foi expulso da cratera pelo impacto e se apresenta na forma de raios. Esses raios que emanam a partir do local de impacto chamaram a atenção dos cientistas. Enquanto crateras raiadas são comuns na Lua e em outros corpos celestes do sistema solar, elas são raras na Terra pois a erosão e outros processos geológicos rapidamente apagam essa evidência.

Durante expedições ao local no começo de 2009 e novamente em 2010, os cientistas encontraram mais de 5000 meteoritos ferrosos que juntos pesam mais de 1.7 toneladas. A equipe estima que o pedaço de ferro original pesava algo em torno de 5 a 10 toneladas quando despencou do céu a uma velocidade de 3.5 km/s, sendo que a maior parte do seu material se vaporizou durante a colisão.

Análises preliminares da zona de impacto sugerem que ele aconteceu em algum período entre os últimos 10000 anos, provavelmente não mais do 5000 anos atrás, diz Folco.


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Arenitos de Alberta – A Mineração do Petróleo

terça-feira, abril 20, 2010 posted by sacani

Muito bom o vídeo da NatGeo sobre como o petróleo é “minerado”  nos arenitos de Alberta no Canadá.

blah

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Essa imagem foi feita de uma vila local da Islândia e mostra a pluma gerada pela erupção do vulcão Eyjafjallajökull, que vem causando uma catástrofe sem precedentes no tráfego aéreo da Europa, essa nova fase de erupção do vulcão teve início em 14 de Abril de 2010. Ela é na verdade a continuação da atividade de erupção iniciada em 20 de Março de 2010.

Durante a fase inicial de erupções, entre 20 de Março de 2010 e 12 de Abril de 2010 a lava fluiu pelas laterais do vulcão , por fora da cobertura de neve. Após um curto período de silêncio um novo conjunto de crateras se abril na manhã de 14 de Abril de 2010 abaixo do gelo que cobria o cume central do vulcão. Essa fase de erupções foi precedida por terremotos e erupções menores. A água derretida começou a emanar da capa de gelo e a pluma de erupção foi observada no início do dia. Com isso as observações visuais estão limitadas pela nuvem sobre o vulcão, mas por meio de um radar a bordo de um avião islandês, foi possível fazer imagens dessas crateras. As cinzas da erupção subiram a mais de 8 km de altura e começaram a ser defletidas devido a ventos que sopram do oeste para o leste causando assim todo o transtorno aéreo.

Fonte:

http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2010/04/image-of-the-day-icelands-eyjafjallajökull-volcano-up-close-weekend-feature.html

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A BBC acaba de relatar (12 de Abril de 2010) que uma expedição científica britânica descobriu a erupção vulcânica mais profunda do mundo no caribe. A erupção está localizada a 5000 metros de profundidade no Vale Cayman.

O biólogo marinho Dr. Jon Copley disse: “Observar a erupção de fumaça negra mais profunda do mundo surgindo na escuridão do oceano foi algo maravilhoso”.

Ele adicionou: “Água super quente estava brotando de duas fontes minerais a mais de 5000 metros abaixo das ondas”.

O líder da expedição Doug Connelly disse: “Nós esperamos que a nossa descoberta traga novas idéias sobre os importantes elementos biogeoquímicos que existem no ambiente mais extremo que naturalmente possa ocorrer no nosso planeta”.

Antes dessa descoberta a erupção mais profunda conhecida estava localizada na dorsal meso Atlântica em um lugar chamado Ashdaze, com uma profundidade de 4040 metros.

blah

Fonte:

http://www.sciencenewsblog.com/blog/412101

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Descoberta a Maior Cratera de Impacto da América do Sul

segunda-feira, março 8, 2010 posted by sacani

Parte do entendimento sobre os NEO (Near Earth Objects) provém de se entender os impactos já ocorridos na Terra. Com esse intuito a The Planetary society tem suportado o argentino Max Rocca na sua busca em imagens de satélite e fotografias aéreas por estruturas de impacto previamente não identificadas.

Seu trabalho foi descrito na edição de Setembro/Outubro de 2009 do The Planetary Report, trabalho esse que envolve um campo com mais de cem crateras. Agora, geólogos colombianos  confirmaram e publicaram que a estrutura do Rio Vichada, descoberta por Max é realmente uma estrutura de impacto – a maior da América do Sul. Max, não somente descobriu a estrutura circular de 50 Km de diâmetro em fotos Landsat mas ele também colocou os pesquisadores colombianos envolvidos no estudo dessa estrutura. Eles usaram anomalias de gravidade para imagear as variações gravitacionais na área e então publicaram os resultados creditando a Max a descoberta. O artigo na Earth Sciences Research Journal é assinado pelos pesquisadores da Universidad Nacional de Colombia em Bogotá  e da Ohio State University: Orlando Hernandez, Ralph R.B. Von Frese e S Khurama. Esse último está fazendo um doutorado com esse tema.

A cratera de impacto tem um terço do tamanho da cratera Chicxulub, que dizimou os dinossauros. Uma densa floresta cobre a bacia central de 20 Km de diâmetro e essa bacia é circundada por dois anéis concêntricos de montanhas altamente erodidas com alguns metros de altura. O anel mais externo tem 50Km de diâmetro e o Rio Vichada contorna a sua borda, destacando assim uma feição em semi-círculo que chamou a atenção de Max.

Max escreveu, “Agora nós podemos dizer que nós descobrimos a maior cratera de impacto da América do Sul…obrigado The Planetary Society”!!!

Essa imagem do Landsat-5 mostra a feição circular da estrutura de impacto do rio Vichada - a maior na América do Sul - que foi descoberta por Max Rocca com o apoio da The Planetary Society.

Fonte:

The Planetary Report, Número 1, Janeiro/Fevereiro 2010, volume XXX, página 21

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Vulcão Submerso em Erupção

sábado, dezembro 19, 2009 posted by sacani

Oceanógrafos utilizando um veículo remotamente controlado descobriram e gravaram o primeiro vídeo do mais profundo vulcão submoerso em erupção. O veículo ROV JAson capturou o evento de erupção de lava derretida a aproximadamente 1.2 Km abaixo do nível do mar no Oceano Pacífico, na região do Anel de Fogo, próximo as ilhas Fiji, Tonga e Samoa. “Foi sensacional. Nós nunca vimos algo como isso no assoalho oceânico”, disse Bob Embley, um geólogo marinho do NOAA, que descreveu o evento como um dia da independência subaquático. “Quando começamos a ver os flashes de luz, todos se surpreenderam. Então focamos toda a atenção no trabalho para entender o que estávamos observando”.

Os cientistas apresentaram o vídeo na conferência de primavera da AGU que aconteceu em San Francisco. O vídeo foi feito em mio de 2009, e a equipe de cientistas disse que o vulcão submerso ainda está em erupção, que pode ter iniciado no fianl de 2008.

Embley disse que a erupção não pode ser vista acima da água, mas existia uma anomalia na coluna de água que indicava que a erupção estava acontecendo. Nós sabíamos mesmo a centenas de metros de distância onde a erupção estava acontecendo.

Existem atualmente 2 regiões de erupções, mas o vídeo mostra somente a mas espetacular delas. Pode-se ver no vídeo o magma explodindo em direção ao nível do mar, com fragmentos de rocha sendo propelidos e fluxo de magma escorrendo pelo vulcão. Plumas de enxofre quente também podem ser observadas. Além disse algumas labaredas que esquentam a água até 1371 graus Celsius.

O vulcão pode ser classificado como sendo do tipo Boninita, classe essa que só foi observada até agora em vulcões extintos com mais de 1 milhão de anos.

Amostras coletadas próximas ao vulcão mostram a água do ocenao altamente ácida, similar ao líquido estomacal ou a água de bateria, disseram os pesquisadores. Embora essas condições sejam altamente hostis,  os cientistas observaram uma espécie de camarão que aparentemente consegue viver próximo do vulcão.

“Ninguém havia previsto que alguma coisa pudesse sobreviver tempo suficiente numa água tão ácida. São condições extremamente hostis para o desenvolvimento da vida”, disse Joseph Resing, químico oceanógrafo da Universidade de Washington.

Os cientistas esperam retornar em alguns meses para o local e tentar observar quais outras criaturas poderiam sobreviver em tais condições.

(Fonte: http://www.noaa.gov/)

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Estruturas Profundas Imageadas Abaixo do Hawaii

quinta-feira, dezembro 3, 2009 posted by sacani
Os geólogos estão obtendo as melhores imagens de uma pluma de rocha quente que emerge das profundezas do manto terrestre e serve de combustível para os vulcões das ilhas do Hawaii.
O estudo, liderado pelo geofísico Cecily Wolfe da Universidade do Hawaii em Manoa, na ilha de Honolulu, revela a estrutura da pluma localizada a 1500 Km de profundidade. Os críticos têm questionado nos anos recentes se essas plumas realmente existem.
“Esse é um experimento espetacular que está coletando com sucesso dados para colocar a teoria sobre as plumas em teste”, diz Wolfe. Os resultados são publicados essa semana na revista Science.
A hipótese das plumas, foi proposta primeiramente pelo geofísico Jason Morgan em 1971, fornecendo uma explicação, para os pontos quentes do Hawaii, Yellowstone e outras regiões que estão localizadas nas porções centrais das placas tectônicas. Modelos teóricos e estudos da temperatura da Terra e da composição química suportam essa idéia, porém medidas diretas das profundezas do manto ainda não existiam.
Então, em 1999, Wolfe e seus colegas, começaram a planejar um experimento sísmico com um custo de US$ 4.5 milhões, chamado Experimento da Pluma na Litosfera Derretida Suboceânica, ou em inglês, PLUME, com o objetivo de medir a velocidade das ondas sísmicas geradas pelos terremotos, usando sensores acoplados no assoalho oceânico ao redor do Hawaii. Pelo fato das ondas viajarem com menor velocidade em materiais mais quentes, os pesquisadores podem usar os dados para visualizar a estrutura da pluma. Em 2005, a equipe, espalhou 36 sismômetros  para o primeiro ano de medidas. No ano seguinte a rede de sismômetros foi aumentada.
A equipe de Wolfe, encontrou que a medida que a pluma emerge ela toma uma forma amassada a 200 Km abaixo da crosta terrestre, onde ela é derretida e se expande para níveis superiores por meio de fraturas. A equipe também identificou estruturas previstas por modelos computacionais, incluindo uma cortina fria nas bordas da pluma amassada e uma inclinação na pluma que é consistente com o movimento em direção noroeste da placa tectônica.
“Tecnicamente, essa é a maior realização”, disse o geofísico Guust Nolet do Laboratório Géoazur no Observatório da Côte d’Azur na França.
Em 2004, Nolet publicou um artigo científico onde era possível visualizar no mínimo meia dúzia de plumas no manto por meio de uma tomografia global, que integra dados sísmicos de todo o mundo, mas não possui a alta resolução do estudo de Wolfe. “Se as pessoas são objetivas”, diz ele sobre os novos dados, “não existem mais motivos para o cetisismo”.
De fato, existe no mínimo um céptico restante. O crítico de longa data da teoria das plumas Gillian Foulger, um geofísico da Universidade de Durham, no Reino Unido, continua sem se convencer. “O artigo atual sofre da obrigação de encontrar uma pluma, quando na realidade ele não pode”, diz ele.
Foulger diz, entre outras coisas, que a equipe de Wolfe lançou somente um conjunto de dados – de ondas cisalhantes – e não dados sobre a pressão das ondas. Por eles mesmo, disse Foulger, os dados de ondas cisalhantes poderiam ser interpretados como significado da mudança do manto abaixo do Hawaii, refletindo não uma pluma, mas variações na composição química.
Wolfe defende o seu artigo e diz que os dados sobre a pressão das ondas irão colaborar com os dados atuais. Dados similares estão chegando para equipe a partir de um grupo que está desenvolvendo estudos de sismologia em Yellowstone.
Em fevereiro de 2010, os dados do projeto PLUME se tornarão públicos e os pesquisadores poderão decidir se as plumas realmente existem. A aceitação dos resultados pelas pessoas é um processo que deve levar um tempo, diz Wolfe. “Eu estou otimista, mas em ciência você nunca sabe o que pode acontecer”.

Os geólogos estão obtendo as melhores imagens de uma pluma de rocha quente que emerge das profundezas do manto terrestre e serve de combustível para os vulcões das ilhas do Hawaii.

O estudo, liderado pelo geofísico Cecily Wolfe da Universidade do Hawaii em Manoa, na ilha de Honolulu, revela a estrutura da pluma localizada a 1500 Km de profundidade. Os críticos têm questionado nos anos recentes se essas plumas realmente existem.

“Esse é um experimento espetacular que está coletando com sucesso dados para colocar a teoria sobre as plumas em teste”, diz Wolfe. Os resultados são publicados essa semana na revista Science.

A hipótese das plumas, foi proposta primeiramente pelo geofísico Jason Morgan em 1971, fornecendo uma explicação, para os pontos quentes do Hawaii, Yellowstone e outras regiões que estão localizadas nas porções centrais das placas tectônicas. Modelos teóricos e estudos da temperatura da Terra e da composição química suportam essa idéia, porém medidas diretas das profundezas do manto ainda não existiam.

Então, em 1999, Wolfe e seus colegas, começaram a planejar um experimento sísmico com um custo de US$ 4.5 milhões, chamado Experimento da Pluma na Litosfera Derretida Suboceânica, ou em inglês, PLUME, com o objetivo de medir a velocidade das ondas sísmicas geradas pelos terremotos, usando sensores acoplados no assoalho oceânico ao redor do Hawaii. Pelo fato das ondas viajarem com menor velocidade em materiais mais quentes, os pesquisadores podem usar os dados para visualizar a estrutura da pluma. Em 2005, a equipe, espalhou 36 sismômetros  para o primeiro ano de medidas. No ano seguinte a rede de sismômetros foi aumentada.

A equipe de Wolfe, encontrou que a medida que a pluma emerge ela toma uma forma amassada a 200 Km abaixo da crosta terrestre, onde ela é derretida e se expande para níveis superiores por meio de fraturas. A equipe também identificou estruturas previstas por modelos computacionais, incluindo uma cortina fria nas bordas da pluma amassada e uma inclinação na pluma que é consistente com o movimento em direção noroeste da placa tectônica.

“Tecnicamente, essa é a maior realização”, disse o geofísico Guust Nolet do Laboratório Géoazur no Observatório da Côte d’Azur na França.

Em 2004, Nolet publicou um artigo científico onde era possível visualizar no mínimo meia dúzia de plumas no manto por meio de uma tomografia global, que integra dados sísmicos de todo o mundo, mas não possui a alta resolução do estudo de Wolfe. “Se as pessoas são objetivas”, diz ele sobre os novos dados, “não existem mais motivos para o cepticismo”.

De fato, existe no mínimo um céptico restante. O crítico de longa data da teoria das plumas Gillian Foulger, um geofísico da Universidade de Durham, no Reino Unido, continua sem se convencer. “O artigo atual sofre da obrigação de encontrar uma pluma, quando na realidade ele não pode”, diz ele.

Foulger diz, entre outras coisas, que a equipe de Wolfe lançou somente um conjunto de dados – de ondas cisalhantes – e não dados sobre a pressão das ondas. Por eles mesmo, disse Foulger, os dados de ondas cisalhantes poderiam ser interpretados como significado da mudança do manto abaixo do Hawaii, refletindo não uma pluma, mas variações na composição química.

Wolfe defende o seu artigo e diz que os dados sobre a pressão das ondas irão colaborar com os dados atuais. Dados similares estão chegando para equipe a partir de um grupo que está desenvolvendo estudos de sismologia em Yellowstone.

Em fevereiro de 2010, os dados do projeto PLUME se tornarão públicos e os pesquisadores poderão decidir se as plumas realmente existem. A aceitação dos resultados pelas pessoas é um processo que deve levar um tempo, diz Wolfe. “Eu estou otimista, mas em ciência você nunca sabe o que pode acontecer”.

Um ponto quente no manto profundo abastece o crescimento das cadeias de ilha no Hawaii.

Um ponto quente no manto profundo abastece o crescimento das cadeias de ilha no Hawaii.

O projeto PLUME utiliza sismômetros de assoalho oceânico como este na imagem.

O projeto PLUME utiliza sismômetros de assoalho oceânico como este na imagem.

(Fonte: http://www.nature.com/news/2009/091203/full/news.2009.1121.html?s=news_rss)

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