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Archive for junho, 2010

Fenômeno Incomum do Eco de Luz

quarta-feira, junho 30, 2010 posted by sacani

Essa é a mais recente imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble sobre um fenômeno incomum que ocorre no espaço chamado de eco de luz. A luz de uma estrela que explodiu a aproximadamente 5 anos atrás continua a se propagar para o espaço através de uma nuvem de poeira que envolve a estrela. A luz reflete ou reverbera na poeira e então viaja até a Terra.

Fonte:

http://spacefellowship.com/news/art21171/picture-of-the-day-unusual-phenomenon-in-space-called-a-light-echo.html

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Mapa da Força da Gravidade Terrestre em Alta Definição

terça-feira, junho 29, 2010 posted by sacani

Esse mapa colorido e novo traça a sutil mas persistente influência da força da gravidade através do planeta Terra.

Conhecido como geóide, ele essencialmente define onde está a superfície no nosso planeta e nos diz o que está levantando e abaixando.

Esse mapa foi construído por meio das delicadas medidas feitas pelo satélite europeu Goce, que sobrevoa a Terra em uma órbita tão baixa que quase colide com a atmosfera.

Os cientistas dizem que os dados coletados pelo satélite possuem inúmeras aplicações.

Um campo que com certeza terá benefícios será o de estudos climáticos pois o geóide pode ajudar os pesquisadores a entenderem melhor como a grande massa de água dos oceanos está se movendo ao redor da Terra. O novo mapa foi apresentado na Noruega durante o Simpósio Especial de Observação da Terra dedicado ao estudo e análise dos dados que estão sendo adquiridos pelo satélite Goce e outro satélite da Agência Espacial Européia.

A Europa atualmente é responsável pelo maior desenvolvimento do programa de observação especial da Terra com a previsão do lançamento de aproximadamente 20 missões com um custo de oito bilhões de euros antes do fim da década.

O satélite Gravity Field and Steady State Ocean Circulation Explorer, ou Goce, está à frente dessa armada de sondas científicas que possuem como maior objetivo o monitoramento ambiental.

Lançado em 2009, o satélite percorre uma órbita de pólo a pólo a uma altitude de apenas 254.9 km, a menor órbita de um satélite em operação hoje em dia.

A sonda carrega três pares de blocos de platino de precisão dentro de gradiômetro que é sensível a acelerações menores que 1 parte em 10000000000000 da gravidade sentida na Terra.

Isso permite mapear as imprescindíveis diferenças na força exercida pela massa do planeta de um lugar para o outro, desde as mais altas cadeias de montanha até às mais profundas trincheiras oceânicas.

Dois meses de observações têm agora sido integradas no que os cientistas chamam de geóide. “Eu acho que todo mundo sabe o que um fio de prumo representa para o trabalho de construção, dessa forma um geóide  é nada mais, nada menos que um fio de prumo que se estende por toda a Terra”, explica o Professor Reiner Rummel, o principal investigador do consórcio científico que administra o Goce.

“Então com o geóide, eu posso ter dois pontos arbitrários no globo e decidir qual deles está subindo e qual deles está abaixando”, disse o pesquisador. Em outras palavras, o mapa aqui apresentado define a horizontal, ou seja, uma superfície na qual em qualquer ponto a força da gravidade é perpendicular a ele.

Se colocarmos uma bola nessa superfície hipotética ela não irá rolar, mesmo que a superfície aparente ter subidas e descidas. Essas depressões podem ser vistas em cores e indicam como o nível global difere da forma generalizada da Terra.

No Atlântico Norte, perto da Islândia, o nível se situa a aproximadamente 80m acima da superfície do elipsóide, já no Oceano Índico, essa diferença é de 100m para baixo.

 Fonte:

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8767763.stm

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Stephen Hawking Lançará novo Livro em Setembro

segunda-feira, junho 28, 2010 posted by sacani

Stephen Hawking irá lançar um novo livro em Setembro de 2010. Esse será o seu primeiro livro científico depois de The Universe in a Nutshell, que foi publicado em 2001. O novo livro se chama The Grand Design e foi co-escrito com o físico Leonard Mlodinow do California Institue of Technology. O livro examina a idéia da chamada teoria unificada, que pode explicar todas as forças que agem na natureza.

Stephen Hawking acredita que nós estamos muito perto de entendermos não apenas o funcionamento do nosso universo, mas o seu início. Com base em 40 anos de pesquisa de Hawking somada com as recentes extraordinárias observações astronômicas, Hawking e Mlodinow examinam a evidência para a existência da teoria unificada, ou seja, uma única teoria capaz de descrever e explicar todas as forças da natureza.

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Eclipse Lunar 26 de Junho de 2010

segunda-feira, junho 28, 2010 posted by sacani

O que aconteceu com a Lua no último sábado 26 de Junho de 2010? Mais uma vez nesse último fim de semana a Lua se moveu através da sombra da Terra projetada no espaço. Esse fenômeno acontece uma ou duas vezes por ano em média, mas não todo mês, pois a órbita da Lua ao redor da Terra é levemente inclinada. A imagem aqui reproduzida mostra a face da Lua parcialmente bloqueada pelas nuvens da Terra e pela sombra. Dependendo das condições climáticas em algumas partes do mundo o eclipse foi visto por metade do planeta, que incluiu todo o Oceano Pacífico. No dia 11 de Julho (Final da Copa do Mundo da África do Sul) um eclipse total do Sol irá ser visível na Terra, porém em uma pequena porção que irá cruzar a porção sul do Oceano Pacífico.

Além da imagem aqui apresentada, o site astrocamera.net, fez um pequeno vídeo com imagens obtidas do eclipse em intervalos regulares, que mostra a beleza desse fenômeno. Segue abaixo o vídeo.

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Fontes:

http://www.astrocamera.net/

http://apod.nasa.gov/apod/ap100628.html

 

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Colisões de Galáxias Geram Energia para Quasares

sexta-feira, junho 25, 2010 posted by sacani

Usando o Very Large Telescope (VLT) no Chile e o Gran Telescopio Canarias (GTC) em La Palma, uma equipe de astrônomos encontrou evidências de um quasar de alta luminosidade que é energizado pela colisão de duas galáxias.

Os quasares são os objetos mais luminosos conhecidos no universo, e residem no centro das chamadas galáxias ativas. Emitindo grande quantidade de energia a partir de suas regiões centrais, acredita-se que essas galáxias possuam também buracos negros supermassivos. A gravidade extremamente forte do buraco negro carrega material para o disco de acresção, deixando-o muito quente e emitindo a energia responsável pelo brilho do quasar. Ao redor desse motor central existe um espesso toros no qual a luz visível emitida pelo disco de acresção não pode ser vista. Contudo, do ponto de vista terrestre, se esse toros estivesse voltado para nós poderíamos ver a radiação, mas se estivermos observando esse toros por uma vista inclinada, essa radiação é obscurecida.

Os astrônomos chamam esses exemplos de objetos que estão de frente para a Terra de quasares do tipo 1 e aqueles que se apresentam de lado de tipo 2. “Os quasares do tipo 2 são ainda uma família desconhecida de galáxias, que ao longo do tempo têm sido investigados mais do ponto de vista estatístico”, explica o líder da equipe, Montserrat Villar-Martin. “O objetivo do nosso trabalho é estudar as características individuais desse tipo de quasar em detalhe. Nos nossos estudos já encontramos algumas surpresas. Por exemplo, observamos uma nebulosa gigantesca de gás ionizado associado com o quasar SDSS J0123+00, e sinais de uma interação com uma galáxia próxima”.

Mesmo que os quasares do tipo 2 sejam mais difíceis de serem identificados, a pouca radiação central emitida pelo toros de energia permite que o ambiente ao redor do quasar seja estudado em detalhe, sem a interferência dessa radiação. No caso do SDSS J0123+00, a descoberta de uma nebulosa apagada de gás ionizado ao redor da galáxia, que cobre uma área seis vezes maior que a nossa galáxia, a Via Láctea, e a localização de um buraco na ponte que o liga a uma galáxia vizinha, fortalece a idéia de que as atividades que acontecem nas galáxias são parcialmente responsáveis pela troca de material entre as galáxias ativas. A acumulação de gás na ponte de interação poderia fornecer material suficiente para alimentar o buraco negro enquanto talvez fosse responsável também por disparar a formação de novas estrelas.

O estudo é o primeiro baseado nas imagens derivadas com o filtro ajustável do Optical System for Imaging and Low Resolution Integrated Spectroscopy (OSIRIS) acoplado ao GTC, e os resultados serão publicados na revista técnica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte:

http://www.astronomynow.com/news/n1006/25quasar/

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Desastre no Golfo do México – Imagens da NASA

sexta-feira, junho 25, 2010 posted by sacani

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Estrelas Mais Frias Conhecidas Saem da Escuridão

sexta-feira, junho 25, 2010 posted by sacani

Os astrônomos descobriram o que pode ser as 14 estrelas mais frias conhecidas no nosso universo. Essas estrelas, chamadas de anãs marrons são tão frias e apagadas que são impossíveis de serem observadas com telescópios tradicionais que capturam a luz visível emitida pelos astros. A visão infravermelha do Telescópio Spitzer foi capaz de capturar o brilho extremamente fraco dessas estrelas.

As anãs marrons juntam-se somente a uma quantidade de astros que podem ser contados com os dedos de uma mão. Os novos objetos possuem temperaturas entre 450 e 600 Kelvin.

Esses objetos frios ficaram escondidos por anos, mas irão aos poucos começar a sair da escuridão em pequenas porções. A missão da NASA designada de Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE, que está vasculhando todo o céu no comprimento de ondas do infravermelho, espera encontrar centenas de objetos similares a esses, e até mesmo objetos mais frios. A missão WISE está pesquisando um volume do espaço 40 vezes maior do que a região vasculhada pelo Spitzer, que concentra sua busca em uma região da constelação de Boieiro. O Spitzer foi desenvolvido para pesquisar porções do céu em detalhe, enquanto que o WISE está fazendo esse trabalho numa escala muito maior de todo o céu.

“A missão WISE está olhando para todos os lados, então as anãs marrons mais frias irão começar a aparecer ao nosso redor em breve”, disse Peter Eisenhardt, cientista de projeto da missão WISE e o principal autor de um artigo recente publicado o Astronomical Journal que relata as descobertas do Spitzer. “É possível, com esse tipo de pesquisa encontrar uma anã marrom fria mais próxima da Terra do que a estrela Proxima Centauri, a estrela mais próxima da Terra conhecida até hoje”.

As anãs marrons se formam como as estrelas, ou seja, do colapso de bolas de gás e poeira, mas em comparação com as estrelas tradicionais elas são bem menores, e por isso não conseguem coletar massa suficiente para iniciar o processo de fusão nuclear gerando o brilho. As menores anãs marrons conhecidas possuem massa entre 5 e 10 vezes maiores do que o planeta Júpiter. Como a massa desse tipo de estrela é restrita, elas não possuem calor suficiente para se manterem e então esfriam. A primeira confirmação de uma anã marrom aconteceu em 1995.

“As anãs marrons se parecem com planetas vários aspectos, mas elas estão isoladas”, disse o astrônomo Daniel Stern, co-autor do artigo sobre o Spitzer. “Por esse motivo esse tipo de objeto desperta tanto o interesse dos pesquisadores, por serem consideradas pequenos laboratórios para se realizar estudos de corpos com massas planetárias”.

A maioria das novas anãs marrons encontradas pelo Spitzer pertencem a classe mais fria de anãs marrons, conhecidas como anãs T, que são definidas como tendo temperatura inferior a 1500 Kelvin. Um dos objetos observados parece ser ainda mais frio pertencendo ao grupo de anãs Y, uma classe proposta para as estrelas mais frias conhecidas. As classes T e Y são parte do maior sistema de classificação de estrelas, por exemplo, nessa classificação as estrelas mais quentes são do tipo O, e o nosso Sol pertence ao grupo G.

“Modelos indicam que possa existir uma nova classe inteira de estrelas, as anãs Y, que ainda não foram encontradas”, disse o co-autor do trabalho Davy Kirkpatrick. “Se esses objetos existem mesmo a missão WISE irá encontrá-los”. Kirkpatrick é um especialista em anãs marrons, ele que foi o responsável por criar as classes L, T e Y para os tipos de estrelas mais frias existentes.

Kirkpatrick disse que é possível para a missão WISE encontrar um objeto do tamanho de Netuno coberto de gelo nos cantos mais remotos do sistema solar, milhares de vezes mais distante que a distância entre o Sol e a Terra. Existe uma especulação entre os cientistas que um corpo frio, se ele existir, poderia ser uma anã marrom, companheira do Sol. Esse hipotético objeto já tem até nome e se chamaria Nemesis.

“Nós estamos chamando agora essa hipotética anã marrom de Tyche, o benevolente companheiro de Nemesis”, disse Kirkpatrick. “Embora o que existam sejam somente evidências limitadas para sugerir a presença de um corpo desses em uma órbita estável ao redor do Sol, a missão WISE deve ser capaz de encontrá-lo ou definitivamente negar essa hipótese”.

Os 14 objetos encontrados pelo Spitzer estão a centenas de anos-luz de distância, muito longe e apagados para serem detectados por telescópios baseados na Terra utilizando a tradicional técnica da espectroscopia. Mas a presença desses corpos implica que devem existir centenas deles em uma distância de até 25 anos-luz do Sol. Pelo fato da missão WISE estar vasculhando todas as direções do céu ela encontrará esses objetos perdidos, os quais devem estar localizados a distâncias menores, capazes de serem então comprovados via espectroscopia. É possível que a missão WISE encontre mas anãs marrons em uma distância de 25 anos-luz do Sol do que o número de estrelas conhecidas hoje no universo.

“A WISE está aí para transformar nossa visão sobre a vizinhança do sistema solar”, disse Eisenhardt. “Nós vamos estudar esses vizinhos em detalhe e em algum deles podemos encontrar um sistema planetário mais próximo do nosso”.

Fonte:

http://www.spitzer.caltech.edu/news/1137-feature10-08-The-Coolest-Stars-Come-Out-of-the-Dark

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A Terra Vista da Lua, Fluxo em Forma de Forquilha – LRO

quinta-feira, junho 24, 2010 posted by sacani

Aqui algumas imagens da sonda LRO. A Terra como vista da Lua, durante o processo de calibração dos instrumentos da sonda. Imagem feita em 12 de Junho de 2010.


Nessa outra imagem o fluxo de material derretido por um impacto se divide em dois segmentos. A cratera que gerou esse fluxo está localizada a 2.5 km ao sul na região de planaltos conhecida como Mare Moscoviense. A largura da imagem cobre uma distância de 1.3 km, sendo que cada pixel representa 1.25 m.

Fonte:

http://lroc.sese.asu.edu/news/?archives/240-Forked-Impact-Melt-Flows-at-Farside-Crater.html

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Lado Escuro da Lua Revelado pela Primeira Vez

quinta-feira, junho 24, 2010 posted by sacani

Pela primeira vez, o lado escuro da Lua foi capturado pelo instrumento LOLA da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. As cores na imagem correspondem às elevações do terreno indo desde 20000 pés (vermelho) até -20000 pés (azul). A beleza  única das cores reveladas pela imagem mostram também algumas das maiores crateras de impacto do sistema solar. A imagem faz parte de um artigo que destaca as dez coisas mais legais descobertas no primeiro ano da sonda LNO, que inclui os locais de pouso das missões Apollo além de outras imagens detalhadas da superfície lunar.

Fonte:

http://www.stumbleupon.com/su/1ujmRA/www.dailygalaxy.com/my_weblog/2010/06/image-of-the-day-the-hidden-side-of-the-moon.html/r:t

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Minerais observados nas crateras ao norte de Marte pelas sondas que orbitam o planeta sugerem que uma fase na história recente de Marte teve condições favoráveis para que a vida pudesse existir de forma global no planeta e não somente no hemisfério sul, como se acreditava anteriormente.

Os hemisférios norte e sul de Marte se diferem de várias maneiras, assim o fato deles terem ambientes antigos compartilhados ainda é uma questão em aberto.

Nos anos recentes, a sonda Mars Express da Agência Espacial Européia e a sonda Mars Reconnaissance da NASA encontraram minerais de argila que guardam registros de um ambiente úmido em milhares de locais dos planaltos do hemisfério sul de Marte onde as rochas da superfície ou próximas a superfície possuem idades de aproximadamente quatro bilhões de anos. Até então, nenhum local com esses minerais eram conhecidos nas planícies do hemisfério norte marciano, onde as atividades vulcânicas recentes enterraram as superfícies mais antigas profundamente.

Porém, pesquisadores franceses e americanos relatam essa semana na revista Science que algumas grandes crateras penetrando outras mais jovens, expuseram rochas nas planícies do hemisfério norte que possuem minerais que indicam a existência de antigas condições úmidas, similares àquelas encontradas no hemisfério sul.

“Nós agora podemos dizer que o planeta sofreu uma alteração de escala global causada pela água, a aproximadamente quatro bilhões de anos atrás”, disse John Carter da Universidade de Paris o principal autor do artigo na Science.

Outros tipos de evidências sobre a água em estado líquido em antigas épocas de Marte tendem a apontar para períodos úmidos de curta duração ou para a existência de água mais ácida e mais salgada.

Os pesquisadores usaram um instrumento chamado Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars (CRISM), instrumento esse a bordo da sonda Mars Reconnaissance. Com isso eles pesquisaram 91 crateras nas planícies do hemisfério norte. Em ao menos nove, eles encontraram argila e minerais de argila chamados de pilosiilicatos, ou outras silicas hidratadas que se formam em ambientes úmidos na superfície e na subsuperfície.

Observações anteriores feitas com o espectrômetro OMEGA a bordo da sonda Mars Express tinha detectado pilosilicatos em algumas crateras das planícies do norte, mas os depósitos eram pequenos, com o CRISM, os pesquisadores investigaram áreas ainda menores que o OMEGA.

“Nós precisamos de uma resolução espacial melhor para confirmarmos as identificações”, disse Carter. “Os dois instrumentos possuem vantagens distintas, então é excelente podermos utilizar ambos”.

O principal investigador do CRISM, Scott Murchie do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins e o co-autor do artigo, disse que os novos achados auxiliam na interpretação de quando os ambientes úmidos no Marte antigo existiram relativos a algumas outras etapas importantes da história recente do planeta.

A teoria em vigor atualmente que explica porque a porção norte do planeta possui elevações menores que os planaltos do sul, diz que um objeto gigante se chocou de forma obliqua com o hemisfério norte de Marte, transformando metade da superfície do planeta na maior cratera de impacto do sistema solar. As novas descobertas sugerem que formação  de minerais relacionados com água e que no mínimo uma parte do período úmido que pode ter sido favorável a vida, ocorreram entre o impacto gigante que aconteceu em Marte e um tempo posterior quando os sedimentos mais jovens formaram um manto de cobertura.

“O grande impacto teria eliminado qualquer evidência do ambiente que existia na superfície marciana na porção norte do planeta antes do impacto”, disse Murchise. “O impacto então deve ter ocorrido muito antes desse período úmido que experimentou o planeta”.

Fonte:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2010-209&cid=release_2010-209&msource=m20100624&tr=y&auid=6539205

http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/328/5986/1682?sa_campaign=Email/toc/25-June-2010/10.1126/science.1189013

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