Archive for julho 6th, 2010
Explicando os Detalhes do Mosaico da Via Láctea
Segue a explicação dos detalhes destacados no mosaico da via Láctea:
1 – Nebulosa Eta Carina (NGC 3372) é uma nuvem de gás com aproximadamente um ano-luz de comprimento se expandindo a uma velocidade de 2.3 milhões de km/h. Dentro da nuvem existe uma das regiões que possui algumas das estrelas mais massivas irradiando 5 milhões de vezes mais energia que o Sol.
2 – Grande Nuvem de Magalhães localiza-se na constelação de Dourado ela mede 10.8 graus por 9.2 graus. A luz observada dessa galáxia é similar a de uma estrela com magnitude 0.4.
3 – Pequena Nuvem de Magalhães localiza-se em tucano. Ela é a segunda maior galáxia no céu em tamanho aparente. Ela mede 5.3 graus por 3.1 graus. Suas estrelas combinadas emitem uma luminosidade de magnitude 2.7.
4 – Rigil Centaurus é uma estrela tripla também conhecida como Alpha de Centauro. Essa estrela é a terceira mais brilhante do céu e é o sistema mais próximo da Terra. sua componente mais próxima se localiza a 4.2 anos-luz de distância.
5 – O centro galáctico do ponto de vista da Terra se localiza na constelação de Sagitário.
6 – O céu na região de Antares, possui aglomerados globulares, nebulosidade negra e a espetacular região da estrela Rho Ophiuchi.
7 – Omega Centauri (NGC 5139) é o maior aglomerado globular da nossa galáxia. Ele aparece com um tamanho um pouco maior que a Lua cheia, brilha com uma magnitude de 3.5 e possui aproximadamente 10 milhões de estrelas.
8 – O saco de carvão é uma nebulosa negra localizada na constelação do Cruzeiro do Sul. Nebulosas negras são nuvens de gás e poeira interestelar frios.
Cientistas Encontram Poeira na Capsula Hayabusa
A Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa anunciou que encontraram partículas dentro da capsula da missão Hayabusa que supostamente recolheu amostras da superfície do asteróide Itokawa em 2005.
Os oficiais dizem que eles não sabem ainda se as partículas são poeiras do asteróide ou se o material tem origem terrestre e estava no espaço interplanetário.
O retorno da capsula do Hayabusa voltou a Terra em 13 de Junho de 2010 caindo de para-quedas no deserto de Outback na Austrália, encerrando a missão de 7 anos e de quatro bilhões de milhas através do sistema solar. A missão cumpriu o primeiro sobrevôo em um asteróide.
A capsula que tem 16 polegadas de largura retornou intacta e foi devolvida ao Japão onde chegou no dia 18 de Junho de 2010 para análises em Sagamihara, próximo a Tóquio.
Uma análise rápida de raios-X mostrou que dentro do recipiente não existiam sinais de partículas maiores que 1 mm ou aproximadamente 1/25 polegadas. Os técnicos também mediram emissões de gás provenientes da capsula.
A agência japonesa JAXA confirmou a presença de partículas de poeira, anúncio esse que só veio após os técnicos terem aberto o recipiente.
A poeira pode ter vindo mesmo do asteróide Itokawa, do espaço interplanetário, ou poderia até ser uma poeira terrestre que contaminou o recipiente antes do lançamento ou após o pouso.
Somente uma análise detalhada do material poderá determinar de forma clara sua origem, disseram os oficiais da JAXA.
Os oficiais ainda dizem que essa confirmação pode ser feita antes dos cientistas provarem se as amostras foram mesmo coletadas na superfície do Itokawa uma rocha em forma de batata um pouco maior que um quarteirão de uma cidade.
Os pesquisadores planejam usar microscópio e espectrômetro para calcular o tamanho, identificar a origem e a química das amostras.
O Hayabusa foi desenvolvido para coletar amostras usando para isso um projétil que é disparado na rocha ou seja, na superfície do asteróide, e então coleta o material enquanto que a sonda faz o seu rápido pouso para coletar o recipiente cheio de amostras.
Porém problemas sempre acontecem e nesse caso o sistema todo apresentou um mal funcionamento durante duas tentativas em Novembro de 2005. Assim o Hayabusa fez um pouso inesperado no asteróide 30 minutos depois da primeira tentativa.
Uma segunda corrida de amostragem foi mais suave, mas os engenheiros da missão falaram que o projétil nunca foi disparado, colocando em dúvida o objetivo principal da missão.
Apesar dos problemas, os gerentes de missão cultivam a esperança de que algumas partículas do asteróide tenham entrado na câmara da sonda, durante o processo de pouso e decolagem no asteróide.
Fonte:
Aglomerado Estelar Mostra Fogos de Artifícios Celeste
Como se fossem fogos de artifícios, uma jovem coleção luminosa de estrelas aparece nessa explosão aérea. O aglomerado é envolto por nuvens de gás e poeira interestelar – o material original que forma novas estrelas. A nebulosa está localizada a 20000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Carina e possui um aglomerado central de estrelas quentes chamado de NGC 3603.
Esse ambiente não é tão tranqüilo como parece. Radiação ultravioleta e violentos ventos estelares criam uma enorme cavidade no envelope de gás e poeira que envolve o aglomerado fornecendo então essa visão clara do grupo de estrelas.
A maioria de estrelas no aglomerado nasceram aproximadamente no mesmo tempo mas se diferem em tamanho, massa, temperatura e cor. O destino da vida das estrelas é determinado pela sua massa, assim um aglomerado como esse possui estrelas em vários estágios de evolução dando a oportunidade de se realizar estudos detalhados sobre o ciclo de vidas das estrelas. O NGC 3603 também contém algumas das estrelas mais massivas conhecidas. Essas grandes estrelas vivem rapidamente e morrem jovens, queimando o seu combustível de hidrogênio rapidamente e finalizando o seu ciclo de vida como uma explosão de supernova.
Aglomerados de estrelas como o NGC 3603 fornece pistas importantes sobre o entendimento da origem da formação de estrelas massivas no universo distante. Os astrônomos também usam aglomerados massivos para estudar explosões distantes que ocorrem quando as galáxias colidem, dando início ao processo de formação de estrelas. A proximidade do NGC 3603 faz dele um excelente laboratório para estudar eventos distantes e momentâneos.
Essa imagem do Telescópio Espacial Hubble foi capturada em Agosto e Dezembro de 2009 com a Wide Field Camera 3 usando tanto a luz visível e a luz infravermelha, que consegue assim traçar o brilho do enxofre, hidrogênio e ferro.
Fonte:
Desastre no Golfo do México: Atualizando
O óleo que vaza de forma constante do poço onde estava a plataforma que afundou Deepwater Horizon, chegou ao Delta do Rio Mississipi em 4 de Julho de 2010. O instrumento chamado Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer ou MODIS a bordo do satélite Terra da NASA capturou essa imagem em cor natural no próprio dia 4 de Julho de 2010. O óleo aparece com uma coloração cinza e toma forma na direção leste-sudeste do delta.
O óleo foi visível pelo MODIS em 4 de Julho de 2010, graças a luz do Sol. O óleo suaviza a superfície da água, fazendo com que ela se torne um bom espelho refletindo assim a luz solar. Isso é visto especialmente entre o Delta do Mississipi e a localização da Deepwater Horizon. A leste da plataforma, contudo, a luz do Sol ilumina mais a água, tornando difícil a distinção entre o óleo e a água.
Para saber mais sobre esse desastre de proporções catastróficas acesse: http://www.deepwaterhorizonresponse.com/go/site/2931/
Fonte:
http://earthobservatory.nasa.gov/NaturalHazards/view.php?id=44527
HCG 87: Um Pequeno Grupo de Galáxias
Algumas vezes as galáxias formam grupos. Por exemplo, a nossa Via Láctea é parte do chamado Grupo Local de Galáxias. Grupos pequenos e compactos como o Grupo compacto Hickson 87 (HCG 87) mostrado na imagem aqui reproduzida, são interessantes pois eles vão vagarosamente se auto destruindo. As galáxias do HCG 87 estão gravitacionalmente lutando umas com as outras durante o período de 100 milhões de anos que gastam para orbitar um centro comum. Essa luta gravitacional gera colisões no gás que causam então explosões brilhantes de formação de estrelas e alimentam assim matéria para os núcleos ativos de galáxias. O HCG 87 é composto de uma grande galáxia espiral observada no canto inferior esquerdo, uma galáxia elíptica visível no canto inferior direito e uma galáxia espiral visível no topo da imagem. A pequena galáxia espiral observada próximo ao centro pode estar mais distante que as demais. Algumas estrelas da Via Láctea são também observadas no plano de fundo. A imagem aqui reproduzida foi obtida em Julho de 1999 pelo Telescópio Espacial Hubble usando a Wide Field Planetary Camera 2. O estudo de grupos de galáxias como o HCG 87 permite aos astrônomos terem idéias de como as galáxias se formam e como elas se desenvolvem com o passar do tempo.
Fonte:
















