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Archive for julho 8th, 2010

Mundo Apagado e Nebulosa Escura

quinta-feira, julho 8, 2010 posted by sacani

O apagado e distante planeta anão Plutão é difícil de ser observado, especialmente nos meses que ele atravessa o campo estelar de Sagitário que é repleto de estrelas e a parte central da Via Láctea. Porém para a sorte daqueles que caçam o planeta na escuridão, no mês de Julho ele atravessa uma nebulosa negra. Nessa imagem aqui reproduzida, o planeta é marcado com duas linhas e está localizado próximo ao centro da imagem feita no Novo México em 5 de Julho. Plutão só se torna visível pois a nebulosa negra conhecida como Barnard 92 (B92) bloqueia as estrelas da Via Láctea. Uma outra nuvem negra também catalogada pelo astrônomo E.E. Barnard, conhecida como B93 é facilmente observada a esquerda da B92. Em destaque no canto inferior esquerdo da imagem está o aglomerado estelar aberto NGC 6603. De fato, Plutão, as nebulosas escuras, e os aglomerados estelares estão todos dentro de uma porção de uma estrutura ainda maior conhecida como M24, ou Nuvem Estelar de Sagitário, que cobre quase que a totalidade da imagem.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap100708.html

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Pouso Suave

quinta-feira, julho 8, 2010 posted by sacani

Uma sonda tentando pousar em um terreno desconhecido precisa realizar uma manobra chamada de “deep throttling” uma etapa que permite que o veículo seja precisamente desacelerado para então realizar um pouso suave e controlado. A NASA e seus parceiros industriais vem demonstrando a capacidade desse tipo de motor de controle para ajudar a desenvolver um motor mais confiável e robusto que poderia ser usado para pousos de veículos de exploração espacial na Lua, em asteróides ou em outros planetas.

O Common Extensible Cryogenic Engine, também conhecido como CECE, recentemente completou a quarta e final série de teste fogo em um motor de foguete de 15000 libras de peso e conseguiu aumentar a capacidade de aceleração em 35% se comparada com os testes anteriores. Essa série de testes demonstra que esse motor poderia  ser confiável em um intervalo de 104% até 5.9%. Isso eqüivale a marca nunca antes alcançada de 17.6:1 de capacidade de “deep-throttling” tanto para aceleração como para desaceleração.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_1709.html

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A Misteriosa Erupção de Uma Estrela

quinta-feira, julho 8, 2010 posted by sacani

O famoso quadro de Vincent van Gogh, chamado Noite Estrelada foi feito em homenagem a esses gigantescos novelos de luz que iluminam todo o céu. Embora essa visão romântica só exista mesmo na imaginação dos artistas, uma imagem do Telescópio Espacial Hubble possui similaridades interessantes com o trabalho de van Gogh, mostrando espirais de poeira nunca antes vistos se movendo em redemoinho a trilhões de quilômetros de distância no espaço interestelar.

Essa imagem aqui reproduzida, foi obtida com o instrumento Advanced Camera for Surveys em 8 de Fevereiro de 2004 e é a última visão do Hubble de um halo de expansão de luz ao redor de uma distante estrela, chamada de V838 Monocerotis ou V838 Mon. A iluminação da poeira interestelar vem da estrela super gigante vermelha localizada no centro da imagem que teve um pulso de luz registrado a dois anos atrás. A V838 Mon está localizada a uma distância de 20000 anos-luz da Terra na direção da constelação do Monoceros (Unicórnio) na borda externa da Via Láctea.

Fonte:

http://spacefellowship.com/news/art21299/picture-of-the-day-a-mysterious-erupting-star.html

Outras informações:

http://cienctec.com.br/wordpress/?p=1854

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Radar da NASA Indica Gelo no Pólo Lunar

quinta-feira, julho 8, 2010 posted by sacani

O Mini-RF, um radar de abertura sintética a bordo da sonda da NASA Lunar Reconnaissance Orbiter, recentemente fez imagens de uma cratera potencialmente rica em gelo próximo do pólo norte da Lua. Localizada nas coordenadas 84 graus norte e 157 graus oeste, essa cratera que fica permanentemente na área de sombra, tem aproximadamente 8 km de diâmetro e está localizada na base de uma cratera ainda maior chamada de Rozhdestvensky que tem 177 km de diâmetro. Sem a luz do Sol para iluminar e esquentar o fundo da cratera e suas paredes, o gelo trazido para a Lua por meio de cometas ou mesmo a partir da interação com o vento solar poderia estar ali armazenado e ser então recolhido.

A cratera foi primeiramente identificada como uma região de interesse durante a missão indiana Chandrayaan-1, quando pôde-se ver que a cratera exibia propriedades incomuns ao radar sendo consistentes com a presença de gelo. Com uma resolução 10 vezes melhor do que o radar a bordo da Chandrayaan-1, o Mini-RF nos permite ver detalhes do interior da cratera até então escondidos. Em particular é possível notar uma razão de polarização circular (CPR) que mede as características de polarização das reflexões do radar, e com isso fornecem pistas sobre a natureza do material que forma a superfície. A imagem em detalhe mostra em um mesmo senso a  imagem de radar da cratera (esquerda) e a imagem de CPR colorida da cratera. Os pixels vermelhos na imagem CPEr correspondem a valores maiores que 1.2. Os valores de CPR dentro da cratera são quase todos maiores que 1, enquanto que os valores de CPR fora da cratera são menores. Regiões com CPR maior que 1 são raras na natureza, mas podem ser encontradas em regiões com espesso depósito de gelo (como as calotas polares marcianas ou gelados satélites Galileanos). Eles são também vistos em blocos grosseiros ejetados ao redor de crateras jovens e frescas, mas neste caso valores altos de CPR também são observados no anel da cratera. Essa feição identificada na Lua possui valores altos no interior da cratera e valores baixos fora dela. A equipe do Mini-RF planeja examinar os dados de outros instrumentos a bordo da LRO, particularmente aqueles que medem valores de temperatura e topografia, assim será possível caracterizar da melhor forma o ambiente e entender o que são essas feições localizadas próximas do pólo lunar.

Fonte:

http://lunarscience.arc.nasa.gov/articles/nasa-radar-returns-first-high-resolution-view-of-an-unusual-crater-near-moons-north-pole

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