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Archive for julho 9th, 2010

A Cratera Jackson

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

Raios brilhantes se espalham por centenas de quilômetros através da superfície lunar, com a sua origem na grande cratera de impacto (70 km de diâmetro) na parte mais distante do hemisfério norte. Os raios da cratera de Jackson são facilmente visíveis em imagens, pois eles são constituídos de materiais mais brilhantes do que o material negro que forma o seu entorno. Por serem muito finos não parecem nessa imagem da sonda LOLA que mede dados topográficos. O que se pode observar nesse tipo de dado é a morfologia, ou forma da cratera de Jackson. As partes vermelhas brilhantes ao longo da parte sudeste do anel mostram as seções com maior elevação, a metade oeste da cratera é mais afundada. A porção mais alta da cratera atinge 3.3 km, 2.8 km acima da porção mais baixa da cratera. Terraços podem ser vistos a medida que se dirigem em direção ao interior da cratera. Um lugar que se destaca na imagem está a oeste, uma série de montanhas que delimitam o anel da cratera. As seções a noroeste e a leste são incomuns, por serem relativamente retas. A cratera de Jackson, tem esse nome em homenagem ao astrônomo escocês John Jackson que viveu de 11 de Fevereiro de 1887 até 9 de Dezembro de 1958.

Fonte:

http://www.facebook.com/notes/lunar-reconnaissance-orbiter/lola-image-of-the-week-jackson-crater/444532378125

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Centauro A

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

A Centauro A, também conhecida como NGC 5128 é uma galáxia lenticular localizada a aproximadamente 11 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Centauro. Ela é uma das rádio galáxias mais próximas da Terra, dessa maneira seu núcleo galáctico ativo tem sido extensamente estudado pelos astrônomos. A galáxia é também a quinta mais brilhante no céu, fazendo dela um alvo perfeito para astrônomos amadores, embora só seja visível a partir de baixas latitudes do norte e no hemisfério sul.

Um jato relativístico que extrai energia das vizinhanças do que acredita-se ser um buraco negro supermassivo no centro da galáxia é responsável pelas emissões em comprimentos de onda de raios-X e de rádio. Fazendo observações de rádio dos jatos separadas por uma década faz com que os astrônomos possam determinar que as partes internas do jato estejam se movendo a uma velocidade igual a metade da velocidade da luz. Os raios-X são produzidos nas regiões mais externas onde os jatos colidem com gases que estão ao redor resultando assim na criação de partículas de alta energias.

Como observado em outras galáxias de explosão de estrelas, uma colisão é o fator responsável pela intensa explosão de formação de estrelas. Usando o Telescópio Espacial Spitzer os cientistas podem confirmar que a Centauro A está no processo de colisão, devorando uma galáxia espiral.

Fonte:

http://spacefellowship.com/news/art21317/picture-of-the-day-centaurus-a.html

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Nebulosa do Véu

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

Formas negras voadoras destaques coloridos fazem parte dessa visão em detalhe da Nebulosa do Véu, localizada a 1400 anos-luz de distância da Terra. A nebulosa por si só é uma remanescente de supernova, a nuvem de detritos em expansão gerada a partir da morte explosiva de uma estrela massiva. Nesta imagem composta foram combinados dados registrados através de filtros de banda estreita, as emissões de hidrogênio são mostradas em vermelho com forte emissão de átomos de oxigênio mostradas em verde. Na parte oeste do véu localiza-se a formação da Vassoura da Bruxa.

Fonte:

http://www.stumbleupon.com/su/1cLpkG/www.dailygalaxy.com/my_weblog/2010/07/image-of-the-day-fire-ninjas-of-the-veil-nebula-.html/r:t

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Local de Pouso da Apollo 16 pela LRO

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

O módulo lunar Orion pousou no Planalto de Descartes na Lua em 21 de Abril de 1972. A missão Apollo 16 tinha como alvo uma região de planalto. Originalmente pensava-se que esse era um local formado por rochas vulcânicas, porém as amostras que retornaram com a Apollo 16 mostraram que os planaltos lunares são constituídos primariamente de rochas de impacto, brechas, isso mostrou ser um dos espetaculares resultados científicos das missões Apollo até a Lua.

A imagem feita pela sonda LRO da NASA mostra o local de pouso da Apollo 16. Essa imagem foi adquirida quando o Sol estava próximo da sua posição mais alta em relação ao local de pouso. Com o Sol bem alto é possível devido ao contraste causado entre os objetos metálicos e a sua volta constituída de material lunar observar claramente os artefatos humanos deixados pelos astronautas na Lua. Os astronautas da Apollo 16 perturbaram o solo lunar a medida que eles se movimentavam explorando as vizinhanças do local de pouso, esse material remexido criou linhas negras que podem ser identificadas nas imagens. Os astronautas gastaram uma grande quantidade do tempo que passaram na Lua ao redor do módulo lunar, durante os três passeios extra-veiculares que realizaram, devido a isso, é possível observar um halo negro ao redor do módulo lunar, o objeto mais brilhante na imagem. O mesmo halo negro aparece ao redor do local de estacionamento do veículo lunar. Essa localização foi identificada como sendo uma região de interesse devido as grandes questões cientificas que poderiam ser respondidas  estudando-a. Por exemplo, semelhante a outros locais de pouso da Apollo, os artefatos deixados pela Apollo 16 fornecem um registro do clima espacial desde 1972. Vários experimentos de longa duração já foram planejados, incluindo o Long Duration Exposure Facility que aconteceu na MIR, mas todos eles foram feitos em órbita baixo próximo da Terra, para estudar o efeito de uma longa exposição no espaço. Estudar o que décadas de exposição ao ambiente lunar causou nos artefatos ali deixados irá fornecer elementos chave para os engenheiros desenvolverem futuros sistemas que possam operar em longos períodos em um ambiente extra-terrestre, como a Lua, Marte, asteróides e outros.

O local de pouso da Apollo 16 também fornece acesso as rochas de planalto, essas rochas fazem parte de 70% do solo lunar e esse local de pouso seria um grande lugar para estudos de amostras adicionais que ajudariam a caracterizar os materiais que constituem a maior parte do nosso satélite.

Fonte:

http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/multimedia/lroimages/lroc-20100708-apollo16.html

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Pesquisa no Mar de Chukchi

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

Nessa imagem da NASA podemos ver os cientistas no mar gelado do Mar de Chukchi na costa norte do Alaska, despejando equipamentos no dia 4 de Julho de 2010, para se preparem para a coleta de dados abaixo do gelo. A pesquisa é parte da missão ICESCAPE da NASA a bordo do navio quebra-gelo Healy da Guarda Costeira Americana e tem como objetivo retirar amostras e estudar as propriedades físicas, químicas e biológicas do oceano e do mar congelado. A missão Impacts of Climate Change on the Eco-Systems and Chemistry of the Arctic PAcific Environment (ICESCAPE) é um projeto de vários anos da NASA. A principal parte da pesquisa acontecerá no Mar de Beaufort e no Mar de Chukchi no verão de 2010 e no outono de 2011.


Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_1710.html

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Iluminando a Hanny’s Voorwerp

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

A hipótese atual para explicar a física por trás da nebulosidade verde chamada de Hanny’s Voorwerp é que ela é parte de uma imensa nuvem de gás, iluminada e aquecida por um núcleo de galáxia ativo no centro da galáxia vizinha IC 2497.

A imagem aqui reproduzida mostra uma composição de uma imagem de rádio recentemente publicada do centro da IC 2497 juntamente com uma imagem óptica da galáxia que mostra a Hanny’s Voorwerp.

Usando o European Very Long Baseline Interferometry Network (EVN) foi possível confirmar a existência de uma fonte pontual central em adição a outra fonte recentemente identificada (visível como pontos roxos na imagem). Uma interpretação direta é que nós estamos olhando para um AGN com jatos direcionados para a Hanny’s Voorwerp que está interagindo com o material interestelar ao redor do núcleo da IC 2497.

Com o Multi-Element Radio Linked Interferometer Network (MERLIN) do Reino Unido nós também detectamos a extensão de uma emissão ao redor das duas fontes pontuais. A maioria das emissões de radio são provenientes de uma fonte estendida, essa morfologia juntamente com as medidas de infravermelho distante sugerem que essa região nuclear é um local de massiva formação de estrelas (produzindo 70 massas solares em estrelas por ano, quatro vezes mais do que a galáxia de formação de estrelas mais próxima, a M82).

Regiões de formação de estrelas nucleares podem possuir uma grande quantidade de gás e poeira. Então, as novas observações de rádio oferecem uma óbvia explicação por que o AGN no centro não foi detectado em outros comprimentos de onda, esse tipo de feição pode ficar muito bem escondida por trás de uma verdadeira cortina de gás e poeira.

Fonte:

http://www.astron.nl/dailyimage/index.html?main.php?date=20100709

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Hélices Em Saturno Refletem Origem do Sistema Solar

sexta-feira, julho 9, 2010 posted by sacani

Cientistas usando a sonda Cassini da NASA em Saturno têm caçado uma nova classe de luas nos anéis do planeta, luas essas que criam buracos identificáveis em forma de hélice no material do anel. Isso marca a primeira vez que os cientistas conseguem perseguir a órbita de objetos individuais inseridos no disco de detritos que são os anéis de Saturno. Essa pesquisa dá aos cientistas uma oportunidade para viajar no tempo na história do nosso Sistema Solar para revelar pistas sobre os discos ao redor de outras estrelas no universo que são muito mais distantes que Saturno para serem estudados com precisão.

“Observar o movimento desses objetos nos discos nos fornece uma rara oportunidade de entender como os planetas se formaram e como eles interagiram com o disco de material ao redor do Sol, quando ele era jovem”, diz Carolyn Porco, chefe da equipe de imagens da Cassini com base no Space Science Institute em Boulder no colorado e co-autora do artigo. “Isso nos permite um breve olhar em como o sistema solar se tornou no que ele é hoje”.

Os cientistas da Cassini descobriram as feições em forma de hélice pela primeira vez em 2006 numa área agora conhecida como “cinturão de hélices”, localizada no meio do anel denso e mais externo de Saturno, conhecido como anel A. Os espaços identificados nos anéis foram criados por uma nova de pequenas luas, que são definidas como sendo menores que as luas tradicionais do planeta e maiores que as partículas que constituem os anéis, essas pequenas luas limpam os espaços imediatamente ao redor delas. Essas pequenas luas, estimadas em milhões não são grandes o suficiente para limpar sua passagem inteira ao redor de Saturno, como as luas Pan e Dafne.

O novo artigo, que tem como principal autor Matthew Tiscareno, um membro associado da equipe de imagens da Cassini baseado na Universidade de Cornell em Ithaca, N.Y., relata um novo grupo de luas maiores e mais raras em outra parte do anel A, mais distante ainda de Saturno. Com as feições em forma de hélice sendo centenas de vezes maiores do que as anteriormente descritas, esses novos objetos têm sido procurados por mais de quatro anos.

As feições em forma de hélice possuem milhares de quilômetros de comprimento e alguns quilômetros de largura. As luas que estão no meio dos anéis aparentemente levantam o material dos anéis aproximadamente a 0.5 km além do seu plano, para cima e para baixo, os anéis normalmente possuem uma espessura de 10 metros. A Cassini está muito longe para ver se as luas estão perturbando o material do anel ao seu redor, mas os cientistas estimam que essa perturbação seja de aproximadamente 1 km em diâmetro, devido ao tamanho das feições em forma de hélices que foram identificadas.

Tiscareno e seus colegas estimam que existam dezenas dessas hélices gigantes, e 11 delas já foram fotografadas mais de uma vez entre 2005 e 2009. Uma delas chamada de Bleriot, em homenagem ao famoso aviador Louis Bleriot, apareceu em mais de 100 imagens da Cassini e em uma imagem em ultravioleta.

“Os cientistas nunca perseguiram objetos em discos antes disso, no universo”. disse Tiscareno. “Todas as luas e planetas que conhecemos estão em uma órbita no espaço aberto. No cinturão de hélices, vimos algo que não tínhamos idéia se o que estávamos observando eram objetos individuais ou não. Com essa nova descoberta nós podemos agora continuar buscando esse tipo de satélite que se localiza dentro de discos por anos”.

Por mais de quatro anos, as hélices gigantes têm desviado suas órbitas, mas os cientistas ainda não sabem ao certo o que causou esse distúrbio em suas jornadas ao redor de Saturno. Sua passagem pode ser perturbada por pequenas partículas presentes nos anéis, ou responder a sua gravidade, além da força gravitacional das luas maiores localizadas fora dos anéis. Os cientistas continuarão monitorando as luas para ver se os discos governam essas mudanças, similar as interações que ocorrem em sistemas planetários jovens. Se isso acontecer, Tiscareno diz, que essas seriam as primeiras medidas diretas de tal fenômeno.

“As hélices nos dão uma inesperada idéia sobre os maiores objetos nos anéis”, disse Linda Spilker, cientista da missão Cassini. “Pelos próximos sete anos, a Cassini terá a oportunidade de observar a evolução desses objetos e entender porque suas órbitas sofrem alterações”.

Fonte:

http://www.nasa.gov/mission_pages/cassini/whycassini/cassini20100708.html

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