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Archive for julho 13th, 2010

Nuvens Mesosféricas Polares Capturadas pela ISS

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

Nuvens mesosféricas polares podem ser observadas tanto a partir da Terra como em órbita pelos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. Essas nuvens são também chamadas de noctilucent ou “noite brilhante”, pois são normalmente observadas no crepúsculo. Quando o Sol se põe abaixo do horizonte e a superfície da Terra fica negra, essas nuvens são ainda levemente iluminadas pelos raios solares. Ocasionalmente a alta altitude orbital da Estação Espacial Internacional faz com que a estação fique quase que paralela ao limite entre a noite e o dia na Terra, por um instante, permitindo assim que as nuvens mesosféricas polares se tornem visíveis para a tripulação.

Essa incomum imagem de um astronauta mostra as nuvens mesosféricas polares iluminadas pelos raios do Sol se pondo. Nuvens baixas no horizonte aparecem amarelas e laranjas, enquanto que nuvens mais altas e aerossóis (partículas de poeira e poluição) são iluminadas como sendo brancas e brilhantes. As nuvens mesosféricas polares aparecem com a cor azul se estendendo por todo a parte superior da imagem. Essa nuvens ocorrem normalmente em altas latitudes tanto no hemisfério sul como no hemisfério norte e em altas altitudes também (entre 76 e 85 km, próximo da borda entre as camadas atmosféricas da  mesosfera e da termosfera).

A ISS estava localizada acima da ilha grega de Kos no Mar Egeu (próximo a costa sudoeste da Turquia), quando a imagem foi feita na hora local perto da meia-noite. A ISS estava viajando na direção nordeste, paralelamente ao limite entre a noite e o dia, fazendo com o que o nascer do Sol pudesse ser visto, mesmo que aparentemente quase ao norte. No início de 2010 outro alinhamento incomum entre a ISS e a posição do limite entre a noite e o dia, além da posição da Terra na sua órbita ao redor do Sol, permitiu aos astronautas capturarem nuvens mesosféricas polares no hemisfério sul.

Nuvens Mesosféricas Polares no Hemisfério Norte

Nuvens Mesosféricas Polares no Hemisfério Sul

Fonte:

http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=44488&src=eorss-iotd

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Estrela Morrendo Perde sua Pele

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

Essa imagem do Telescópio Espacial Hubble captura uma breve porém bela fase no estágio final de vida de uma estrela. A curiosa nuvem ao redor da estrela brilhante conhecida como IRAS 19475+3119. Ela está localizada na constelação de Cygnus (o Cisne) a aproximadamente 15000 anos-luz de distância da Terra no plana da via Láctea.

Estrelas da mesma idade que o Sol atingem o estágio de gigantes vermelhas e quando essa fase se encerra elas começam a perder sua atmosfera para o espaço. Os arredores tornam-se ricos em poeira e a estrela está ainda relativamente fria. Neste ponto a nuvem brilha pela reflexão  da luz emitida pela estrela central e o calor da poeira gera uma grande quantidade de radiação infravermelha. Foi essa radiação infravermelha que foi detectada pelo satélite IRAS em 1983 e trouxe a atenção dos astrônomos para esses objetos. Jatos oriundos da estrela podem criar estranhos lobos e no caso da IRAS 19475+3119 duas dessas feições aparecem em ângulos diferentes. Esse tipo de objeto é raro e possui uma vida curta.

A medida que a estrela continua a perder material o núcleo mais quente é gradualmente revelado. A intensa radiação ultravioleta faz com que o gás ao redor brilhe intensamente e uma nebulosa planetária ganha então vida. Os objetos que precedem uma nebulosa planetária como o IRAS 19475+3119, são conhecidos como nebulosas pré-planetárias, ou nebulosas proto-planetárias. Elas não tem nada a ver com planetas – o nome nebulosa planetária nasceu pelo fato delas se assemelharem a planetas externos como Urano e Netuno quando observadas através de pequenos telescópios.

Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas usando o High Resolution Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. A luz vermelha foi capturada através do filtro F606W que deixa passar a luz vermelha e amarela, a luz azul foi capturada através do filtro tradicional F435W. A camada verde da imagem foi criada a partir de uma combinação das imagens vermelhas e azuis. O tempo de exposição total foi de 24s e 245s para a luz vermelha e azul respectivamente. O campo de visão tem aproximadamente vinte arcos de segundo de comprimento.

Fonte:

http://spacefellowship.com/news/art21349/a-dying-star-starts-shedding-its-skin.html

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Buracos na Lua

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

A sonda da NASA Lunar Reconnaissance Orbiter ou LRO está enviando imagens de cavernas com centenas de metros de profundidade. “Elas podem ser entradas para um mundo geológico encantado”, diz Mark Robinson da Arizona State University, principal cientista para as imagens da LRO. “Nós acreditamos que esses buracos gigantes são janelas que se formaram quando o teto de tubos de lavas enterrados desabou”. Esse buraco nas Colinas Marius na Lua é grande o suficiente para caber a Casa Branca inteira dentro.

Fonte:

http://www.facebook.com/notes/lunar-reconnaissance-orbiter/the-pits/445982083125

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Quando uma estrela morre como uma supernova, ela brilha tão intensamente que pode ser vista a milhões de anos-luz de distância. Um tipo particular de supernovas – Tipo Ia – brilha e apaga de maneira tão preditiva que os astrônomos as usam para medir a taxa de expansão do universo. A resultante descoberta da energia escura e da aceleração do universo rescreveu nosso entendimento sobre o cosmos. Ainda assim a origem dessas supernovas que têm se provado tão úteis é um mistério.

“A questão do que causa uma supernova do Tipo Ia é um dos grandes mistérios sem solução na astronomia”, disse Rosanne Di Stefano do Harvard-smithsonian center for Astrophysics (CfA)

Os astrônomos possuem fortes evidências de que a supernova do Tipo Ia tem origem nos restos estelares de uma explosão de estrelas chamadas anãs brancas. Para que isso aconteça, a anã branca precisa ganhar massa até que alcance um ponto crítico onde não pode mais suportar o seu peso e então explode.

Existem atualmente duas teorias que dizem o que acontece na etapa intermediária entre um estado estável de anã branca e uma supernova, ambos necessitam da presença de uma estrela companheira para serem explicados. Na primeira possibilidade, uma anã branca engole gás soprado de uma estrela gigante vizinha. Na segunda possibilidade, duas anãs brancas colidem e se fundem. Para estabelecer quais das idéias está correta (ou no mínimo seja a mais comum), os astrônomos procuram por evidências desses sistemas binários.

Dada a taxa média de supernovas, os cientistas podem estimar quantas anãs brancas pré-supernovas devem existir em uma galáxia. Mas a busca por essas progenitoras tem se tornado cada vez mais complicada.

Para caçar essas anãs brancas, os astrônomos buscam por emissões de raios-X em uma determinada energia, produzida quando o gás atinge a superfície da estrela iniciando a fusão nuclear. Uma galáxia típica deve conter centenas dessas fontes de raios-X super leves. Porém só é possível observar algumas delas. Como resultado, um artigo recente sugere que a idéia alternativa sobre a fusão de estrelas foi a fonte de origem das supernovas Tipo Ia em muitas galáxias.

Essa conclusão se baseia na premissa de que as anãs brancas irão aparecer como fontes de raios-X super leves quando a matéria que as encontra entra em processo de fissão nuclear. Di Stefano e seus colegas argumentam que os dados não suportam essa hipótese.

Em um novo artigo, Di Stefano, leva o trabalho a um passo mais adiante. Ela aponta que uma supernova induzida por fusão de estrelas também seria precedida por uma época durante a qual a anã branca adiciona matéria. Anãs brancas são produzidas quando estrelas atingem uma determinada idade, e diferentes estrelas atingem essa idade em diferentes taxas. Qualquer sistema binário de anãs brancas próximos irão passar por uma fase onde a anã branca formada em primeiro lugar ganha e queima matéria da sua companheira. Se essas anãs brancas produzem raios-X, então nós devemos encontrá-las cem vezes mais do que normalmente encontrarmos.

A partir do momento que ambos os cenários – a explosão por acréscimo de matéria e a explosão por fusão – envolvem o acréscimo e a fusão em um mesmo ponto, a falta de fontes de raios-X super leves seria vista com a mesma importância para ambos os tipos de progenitoras. A proposta alternativa de Di Stefano é que as anãs brancas não são luminosas no comprimento de raios-X por um longo período de tempo. Talvez o material ao redor de uma anã branca possa absorver os raios-X, ou as anãs brancas podem emitir a maior parte de sua energia em outros comprimentos de onda.

Se essa é uma explicação correta, diz Di Stefano, “nós precisamos desenvolver uma nova metodologia para buscar essas progenitoras do Tipo Ia de supernovas”.

O artigo de Di Stefano foi aceito para publicação no The Astrophysical Journal e está disponível on-line aqui.

Fonte:

http://www.cfa.harvard.edu/news/2010/pr201009.html

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Buraco Negro Infla Bolha Gigante Parte II

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

Essa composição de imagem mostra um poderoso micro quasar produzido por um buraco negro na região marginal da galáxia NGC 7793. A imagem maior contém dados obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra em vermelho, verde e azul, e dados ópticos do Very Large Telescope em azul e emissões ópticas de hidrogênio obtidas pelo telescópio CTIO de 1.5 m em dourado.

Em detalhe são apresentados detalhes da imagem de raio-X do micro quasar, que é um sistema contendo um buraco negro de massa estelar sendo alimentado pela estrela companheira. Gás em forma espiral em direção ao buraco negro forma um disco ao redor dele. Campos magnéticos trançados no disco geram fortes forças eletromagnéticas que impulsionam algum gás para fora do disco em alta velocidade na forma de dois jatos, criando assim uma bolha de gás quente com 1000 anos-luz de comprimento. A apagada fonte verde próxima ao centro da imagem em detalhe corresponde a posição do buraco negro, enquanto as fontes em vermelho (no canto superior direito) e amarelo (no canto inferior esquerdo) correspondem aos pontos onde os jatos avançam em direção  ao gás aquecendo-o. A nebulosa que está sendo iluminada pelos jatos é claramente vista na imagem em H-Alfa mostrada no detalhe inferior.

Os jatos no micro quasar da NGC 7793 são os mais poderosos já vistos em um buraco negro com massa estelar e os dados mostram que uma tremenda quantidade de energia do buraco negro está sendo lançada pelo jatos, mais do que a radiação do material que está sendo puxado para dentro. O poder dos jatos é estimado como sendo dez vezes maior do que os mais poderosos conhecidos até então no famoso micro quasar na nossa galáxia conhecido como SS 433. Esse sistema na NGC 7793 é uma versão em miniatura do poderosos quasares e rádio galáxias vistos nas mais distantes galáxias, que possuem buracos negros com massas de milhões e até bilhões de vezes a massa solar.

O artigo descrevendo esse trabalho está sendo publicado na edição de 8 de Julho de 2010 da revista Nature. Os autores são Manfred Pakull da Universidade de Strasbourg na França, Roberto Soria da University College de Londres e Christian Motch também da Universidade de Strasbourg.

Fonte:

http://www.nasa.gov/mission_pages/chandra/multimedia/photo10-085.html

Mais no blog:

http://cienctec.com.br/wordpress/?p=2554

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Hubble Faz Imagem de Mistura Cósmica

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

Uma região de formação de estrelas coloridas é apresentada nessa impressionante imagem do Telescópio Espacial Hubble feita da NGC 2467. Parecendo um caldeirão efervescente com algumas misturas cósmicas exóticas, enormes nuvens de gás e poeira são salpicadas com estrelas brilhantes azuis e jovens.

Nuvens de poeira com formas estranhas. lembrando formas que se assemelham a líquidos quando derramados, estão a frente de um fundo colorido de gás brilhante. A região de formação de estrelas NGC 2467 é uma vasta nuvem de gás – na sua maior parte hidrogênio – que serve de incubadora para novas estrelas. Algumas dessas jovens estrelas estão emergindo das densas nuvens onde elas nasceram e agora brilham de maneira intensa, quente e azul nessa imagem, porém muitas outras ainda estão escondidas.

A beleza completa deste objeto além de dicas sobre os processo astrofísicos que ocorrem dentro dele são reveladas nessa imagem do Hubble. Estrelas jovens e quentes que se formaram recentemente da nuvem estão emitindo uma intensa radiação ultravioleta que é a responsável pelo brilho em toda a imagem enquanto ao mesmo tempo o ambiente e de forma gradual causa erosão nas nuvens de gás. Estudos têm mostrado que a maior parte da radiação vem de uma única estrela brilhante e massiva localizada um pouco acima do centro da imagem. Essa radiação tem limpado a região ao redor e algumas das próximas gerações de estrelas estão se formando em regiões mais densas ao redor da borda.

Uma das regiões de formação de estrelas mais conhecida é a nebulosa de Orion, que pode ser vista até a olho nu. A NGC 2467 é similar, porém muito mais distante. Esses berçários estelares por ser vistos em distâncias consideráveis no universo e o seu estudo é importante para determinar a distância e a composição química de outras galáxias. Algumas galáxias possuem imensas regiões de formação de estrelas, que podem conter milhares de estrelas. Um outro belo exemplo de região de formação de estrelas é a região da 30 Doradus na Grande Nuvem de Magalhães.

A NGC 2467 foi descoberta no século dezenove e localiza-se na constelação do sul chamada de Puppis (Popa) que na mitologia representa a popa do navio Argos de Jasão. A NGC 2467 está localizada a 13000 anos-luz de distância da Terra.

A imagem aqui reproduzida foi criada a partir de fotos feitas com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys usando diferentes filtros (F550M, F660N e F658N, mostrados em azul, verde e vermelho, respectivamente). Esses dados foram adquiridos em 2004.

Fonte:

http://www.astronomynow.com/news/n1007/13hubble/

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Bem-Vindo a Terra – Mosaico

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

Bem-vindo ao planeta Terra, o terceiro planeta a partir da estrela chamada Sol. A Terra possui uma forma praticamente esférica e é composta por rochas e 70% da sua superfície é coberta por água. O planeta tem uma atmosfera relativamente fina composta principalmente de nitrogênio e oxigênio. Essa imagem da Terra chamada de Blue Marble foi feita pela Apollo 17 em 1972 e mostra a África e a Antártica. Acredita-se que essa seja uma das imagens mais distribuídas e publicadas no mundo. Em homenagem ao nosso planeta essa imagem foi remontada criando um espetacular mosaico feito de mais de 5000 imagens da Terra e dos espaço. Com essa abundância de água em estado líquido, a Terra permite uma enorme variedade de formas de vida, incluindo espécies potencialmente inteligentes como os golfinhos e os seres humanos.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap100713.html


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Álbum do dia 13 de Julho de 2010

terça-feira, julho 13, 2010 posted by sacani

M27

M16 – Nebulosa da Águia e  NGC 6604

NGC 7000 – Nebulosa da América do Norte

As Pleiades – M45

Júpiter

M20 – Nebulosa Trífida

Rastros Estelares

M8 e NGC 6559

M51


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