Archive for julho 14th, 2010
Nebulosa do Casulo Oculta Estrela Gigantesca
A impressionante beleza da Nebulosa do Casulo está localizada a aproximadamente 4000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Cygnus (O Cisne). Escondido dentro do Casulo existe o desenvolvimento de um recente aglomerado aberto de estrelas dominado por uma estrela massiva no centro da imagem que abre um buraco na nuvem molecular existente através do qual a maior parte do seu material flui. A mesma estrela, que foi formada a aproximadamente 100000 anos atrás, fornece a fonte de energia para a maior parte da luz emitida e refletida a partir dessa nebulosa.
Fonte:
A Curiosity Gira suas Rodas
As rodas que irão tocar o planeta Marte em 2012 estão algumas voltas mais próximas de tocar as rochas do planeta vermelho.
O vídeo aqui reproduzido mostra os engenheiros no JPL onde o veículo está sendo montado, apreciando o movimento das seis rodas pela primeira vez.
Os engenheiros suspenderam o veículo marciano do mesmo modo que um mecânico levanta um carro convencional para checar os pneus e deram partida no motor para verificar a rotação das rodas. O sistema de mobilidade tem 10 motores nos quatro eixos do veículo e seis outros motores responsáveis pela dirigibilidade. Durante esse teste todos os 10 motores rodaram em todas as direções. Cada roda pode girar para frente ou para trás sem problema.
O próximo passo para a Curiosity é uma série de ajustes finos que precisam ser feitos para que ela possa ser dirigida no solo de Marte.
Engenheiros após instalarem as novas rodas no veículo Curiosity em 9 de Julho de 2010.
Fonte:
http://spacefellowship.com/news/art21378/curiosity-spins-its-wheels-video.html
Dupla Comemoração – Bastilha e Santos Dumont
Quando nós pensamos no início da aviação, invariavelmente o nome dos Irmãos Wrigth vem a mente. Mas existem muitos outros que fizeram contribuições significantes para a realização dos primeiros vôos, entre eles está o brasileiro inventor e pioneiro na aviação Alberto Santos-Dumont.
Nascido no Brasil em 1873, Santos Dumont se mudou para Paris aos 18 anos de idade, onde teve a chance de viver de forma intensa a sua paixão. Logo de cara ele ficou fascinado com a possibilidade de voar, inicialmente com balões e depois com os chamados dirigíveis – aeronaves movidas com motor, baterias elétricas e eventualmente motores a gasolina.
Santos-Dumont fez seu primeiro vôo com sucesso a bordo de um dirigível em 1898, decolando de um jardim botânico a oeste de Paris e pousando depois de 1300 pés. Infelizmente a máquina perdeu pressão do gás e a sua descida foi na verdade um acidente quando o envelope principal perdeu a sua forma. Um ano depois, Santos-Dumont fez seu segundo vôo em um dirigível, que sofreu do mesmo problema do primeiro, perdeu pressão e se dobrou. Destemido como sempre para realizar seu objetivo, Santos-Dumont substituiu a forma de salsicha de sua máquina, por um envelope elíptico que era mais espesso na parte central mantendo assim a sua forma e sustentação durante o vôo.
Um novo incentivo para o sucesso veio no final do ano, quando o chefe do Aero Clube Francês ofereceu um prêmio de 100000 francos para a primeira aeronave que completasse a viagem saindo do Parc d’Aerostation do clube localizado em Saint-cloud fosse até a Torre Eiffel e voltasse ao lugar de partida em menos de 30 minutos. A distância total era de 6.8 milhas, necessitando para isso uma velocidade de 14 mph, uma velocidade que até então nenhuma máquina voadora tinha atingido. Faminto pelo desafio, Santos-Dumont construiu o seu próprio hangar em Saint Cloud para conduzir seus experimentos. Ele construiu sua quarta máquina voadora no final de 1900 e fez alguns vôos de teste com ela no verão seguinte, eventualmente incorporando o que ele aprendeu no desenho de sua quinta máquina. Com isso ele decidiu que estava pronto para tentar o prêmio.
Alberto Santos-Dumont no cesto de uma de suas aeronaves.
Em 12 de Julho de 1901, Santos-Dumont fez três vôos separados sobre a cidade de Paris, conseguindo alcançar a Torre e contorná-la na terceira tentativa. Mas ele foi forçado a pousar em um jardim devido a problemas no leme. No dia seguinte, ele tentou novamente, e conseguiu com sucesso voar sua aeronave de hidrogênio redor da Torre Eiffel e voltar em 40 minutos, dez minutos depois do tempo que valia o prêmio. Em 8 de Agosto ele fez uma nova tentativa novamente circulando a Torre, mas foi então forçado a pousar devido a falta de combustível hidrogênio, caindo sobre um restaurante no Trocadero. O envelope da aeronave se despedaçou e a sua estrutura se posicionou de certa forma contra a parede dos prédios ao redor que Santos-Dumont pôde descer tranqüilamente, são e salvo.
Mas o brasileiro era persistente. Ele rapidamente construiu uma aeronave substituta e em 19 de Outubro de 1901 ele estava pronto para a tentativa final. No caminho para a Torre Eiffel o vento estava a seu favor e ele chegou apenas 9 minutos atrasado. Ele quase se chocou com a Torre devido a uma manobra ousada no momento de contornar o monumento e teve uma verdadeira guerra contra o vento durante a viagem de volta para o aeródromo. Ele chegou em Saint Cloud apenas 40 segundos depois do tempo estabelecido como limite e os juízes depois de reconhecerem o feito deram o prêmio a ele que foi generosamente doado para instituições de caridade de Paris. O feito demonstrou que uma aeronave poderia ser um veículo prático e Santos- Dumont se tornou então uma figura familiar. Em 1902 ele tentou cruzar o Mar Mediterrâneo em uma aeronave, mas sofreu um acidente e caiu no percurso.
Santos-Dumont então se voltou para desenvolver e voar as chamadas máquinas mais pesadas que o ar. Em 12 de Novembro de 1906, ele fez um vôo de sucesso em uma de suas invenções por 772 pés em 21 segundos – três anos depois e 150 pés mais curto que o histórico vôo dos Irmãos Wright em Kitty Hawk em 1903. Mas como os Wright trabalharam em segredo para proteger o seu direito de patente, as notícias de suas realizações só chegaram a Paris anos depois. Santos-Dumont era então o terceiro homem a voar uma aeronave motorizada no mundo. Alguns historiadores acreditam que ele foi mesmo o primeiro ser humano a pilotar uma máquina mais pesada que o ar com sua própria impulsão. Existem algumas dúvidas se os irmãos Wright não usaram uma catapulta rudimentar em um plano inclinado para colocar a sua máquina no ar. Aqueles que defendem os Irmãos Wright dizem que o sistema de catapulta não tinha sido inventado até 1904 um ano depois do vôo. Eles começaram a usar esse sistema posteriormente para evitar danos as aeronaves. Uma das aeronaves desenhadas por Santos-Dumont – o Demoiselle inventado em 1900 – tornou-se o progenitor dos modernos ultraleves. Santos-Dumont terminou seus dias voltando para o Brasil, foi atacado por uma profunda depressão quando soube que os aviões estavam sendo usados com finalidade militar. Ele cometeu suicídio em 1932. Mas o seu lugar no hall da fama do Primeiro Vôo da Sociedade está garantido.
O Demoiselle o avião mais conhecido de Santos-Dumont.
Fonte:
http://www.aps.org/publications/apsnews/200407/history.cfm
M20 – Nebulosa Trífida
Objeto Messier 20, também conhecida como Nebulosa Trífida, tem esse nome devido as fendas de poeira negra que atravessam a porção sul da nebulosa e a divide em três partes (trifidus do latim). Ela localiza-se numa rica área da via Láctea e possui tanto componentes de reflexão como de emissão.
Essa imagem foi feita por Salvatore Grasso (Sgastrophotography.zenfolio.com)
Mais do Eclipse de 11 de Julho de 2010
Makemake um Deus na mitologia da Ilha de Páscoa, deve ter sorrido por um momento a medida que as nuvens iam embora do céu para então revelar essa linda imagem do eclipse total do Sol de 11 de Julho de 2010. Em primeiro plano na imagem é possível ver as famosas e grandes estátuas monolíticas (Moai) da ilha dividindo por um instante a atenção com a cora solar e com o céu escuro em pleno dia. Outras oportunidades para se ver a fase total desse eclipse do Sol foram difíceis de serem encontradas. Definido como sendo a passagem da sombra negra da Lua sobre a Terra, a passagem da totalidade passou pela Terra na direção leste através do Oceano Pacífico, atravessando pedaços de terra significantes somente em Mangaia (Ilhas Cook) e na Ilha de Páscoa, finalizando no extremo sul da Argentina e do Chile. Porém a fase parcial do eclipse pôde ser observada numa região bem mais extensa incluindo muitas ilhas do Pacífico Sul e uma boa parte da América do Sul.
Fonte: http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/astropix.html
No sul da Argentina, mais especificamente na Patagonia, pôde-se notar claramente como a sombra da Lua corre através da Terra até encobrir totalmente o Sol. Durante a totalidade nessa alta latitude foi possível observar também o cone de sombra da Lua. Realmente impressionante.
Fonte: A maior parte das imagens publicadas aqui sobre o eclipse de 11 de Julho de 201o foram cortesia de @cosmos4u






