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Archive for julho 26th, 2010

Vale Marineris – O Grand Canyon Marciano

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

O Vale Marineris se expande por um comprimento suficiente para ir desde Los Angeles até Nova York se ele fosse localizado na Terra. Nas figuras aqui reproduzidas o quadrado vermelho mostra um detalhe que possui 90 milhas de largura e mostra um sistema de cânions gigantes. Os canais e os detritos nas paredes dos cânions podem ser vistos com uma resolução de 100 m por pixel.

Uma câmera a bordo da sonda Mars Odyssey da NASA tem ajudado os cientistas a desenvolverem um mapa de Marte o mais preciso possível. Pesquisadores e o público podem acessar o mapa por meio de várias páginas na internet  que disponibilizam as informações sobre a pesquisa em Marte.

O mapa foi construído usando aproximadamente 21000 imagens obtidas pela câmera Thermal Emission Imaging system ou THEMIS a bordo da Mars Odyssey. Pesquisadores na Arizona State University em Tempe em colaboração com o Laboratório de Propulsão a Jato, o JPL da NASA estão compilando as imagens para construção do mapa desde que a THEMIS começou a coletá-las oito anos atrás.

As imagens foram suavizadas, ajustadas, combinadas e cartograficamente controladas para fazerem parte do mosaico gigante. Os usuários podem navegar pelas imagens, ampliá-las até detalhes de 100 metros. Esse mapa fornece a imagem em alta resolução mais detalhada do planeta vermelho construída até hoje.

O mapa pode ser acessado aqui: http://jmars.mars.asu.edu/

Fonte:

http://www.stumbleupon.com/su/2UEHlO/www.dailygalaxy.com/my_weblog/2010/07/image-of-the-day-valles-marineris-the-grand-canyon-of-mars.html

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Cometa P/2010 A2

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

O objeto P/2010 A2 foi descoberto pelo projeto de pesquisa chamado LINEAR em 6 de Jnaeiro de 2010. Observações de serviço feitas pelo ACAM e pelo Telescópio William Herschel em 21 de Janeiro de 2010 mostraram que o objeto apresentava um núcleo “asteroidal” separado da cauda de poeira. Devido a seus parâmetros orbitais e a sua aparência de cometa, o objeto foi classificado como um cometa do cinturão principal, ou seja, um asteróide ativo do cinturão principal de asteróides do sistema solar. A órbita do cometa P/2010 A2 é a mais próxima do Sol conhecida para esse tipo de objeto,  com um semi eixo maior de 2.9 UA.

A modelagem da feição de poeira indica que o asteróide tornou-se ativo no final de Março de 2009 atingindo sua atividade máxima no início de Junho de 2009 com uma taxa de perda de poeira em massa igual a 5 kg/s e finalizou sua atividade em Dezembro de 2009. O tamanho das partículas ejetadas pelo cometa está entre 0.01 e 1 cm, com velocidades compatíveis a atividade de um cometa em sua distância heliocêntrica.

O diâmetro do asteróide é de 220 ± 40 metros, e a sua cauda de poeira, equivale a 0.3% da massa do objeto.

O evento que gerou esse objeto pode ter sido originado por uma colisão, embora as observações não possam confirmar isso, mas de qualquer modo os modelos indicam que o fato da atividade do objeto ter se mantido por oito meses pode ajudar as observações a explicar as origens ainda misteriosas.

O artigo original sobre esse objeto pode ser encontrado aqui: http://tecnoscience.squarespace.com/arquivo/cometa-p2010-a2/

Fonte:

http://www.ing.iac.es/PR/press/2010a2.html

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Vulcão Sabancaya no Peru

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

O vulcão Sabancaya de 5697 metros chamado na linguagem local de Nevado Sabancaya está localizado no sul do Peru a aproximadamente 70 km a noroeste da cidade de Arequipa. O nome Sabancaya significa língua de fogo na língua indígena Quchua, local.

O vulcão Sabancaya é parte do complexo vulcânico que inclui dois outros vulcões mais antigos, sendo que nenhum desses dois tenha tido uma atividade historicamente registrada. Nessa imagem detalhada aqui reproduzida o Nevado Ampato é visível a esquerda da imagem e os flancos mais inferiores do Nevado Hualca Hualca são visíveis no canto superior direito. Os picos nevados dos três vulcões fornecem um grande contraste com a paisagem desértica do Platô Puna.

O primeiro registro histórico de atividade de erupção do Sabancaya aconteceu em 1750. A erupção mais recente desse vulcão aconteceu em Julho de 2003 e com isso depositou poeira no topo do vulcão e no seu flanco nordeste. O vulcanismo no Sanbacaya é abastecido pelo magma gerado na zona de subducção entre as placas tectônicas de Nazca e da América do Sul.

O magma pode surgir na superfície e formar fluxos de lava do topo do vulcão, mas pode também surgir a partir de cavidades nos flancos do vulcão. No caso do Sabancaya a lava tem agido de todas essas formas, formando numerosos lobos cinzas e negros que se estendem em todas as direções exceto para o sul, centro da imagem.

Fonte:

http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=44713

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Estrelas Jovens na Nebulosa de Orion

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

A Nebulosa de Orion é o lugar onde as estrelas estão nascendo em uma taxa espetacular, como já foi escrito aqui inúmeras vezes, essa colônia de novas estrelas, quentes está bem retratada nessa imagem obtida pelo Telescópio Espacial Spitzer e divulgada hoje pela NASA. As jovens estrelas mergulham e ressurgem em brilho, desviando manchas quentes e frias na superfície causando mudanças de brilho em todos os níveis. Em adição a isso, o disco que envolve as estrelas e que pode formar planetas pode obscurecer parte da luz. O Spitzer está vasculhando as jovens estrelas, fornecendo assim aos pesquisadores dados que mostram as mudanças. As estrelas mais quentes na região estão no Aglomerado do Trapézio.

Essa imagem aqui reproduzida foi obtida pelo Spitzer depois que o líquido que resfria o Spitzer se esgotou em Maio de 2009 dando início assim à chamada fase quente da missão.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_1722.html

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Nuvem de Oort – Mistério Próximo da Solução

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

Muitos da maioria dos cometas bem conhecidos incluindo o Halley, o Hel-Bopp e mais recentemente o McNaught, podem ter nascido na órbita de outras estrelas, de acordo com a nova teoria lançada por uma equipe de astrônomos internacionais liderada pelo cientista da Southwest Research institute em Boulder, colorado, que usaram simulações computacionais para mostrar que o Sol pode ter capturado pequenos corpos de gelo de sua estrela irmã enquanto estava nascendo lá atrás no aglomerado estelar que o formou, criando assim um reservatório para os cometas que observamos hoje em dia.

Atualmente o Sol não possui nenhuma estrela companheira, porém acredita-se que ele tenha se formado em um aglomerado contendo centenas de estrelas próximas que estavam mergulhadas numa densa nuvem de gás. Durante esse período cada estrela gerou um grande número de pequenos cometas no disco onde os planetas se formaram. A maioria desses cometas foram gravitacionalmente expulsos de seus sistemas planetários originais devido a formação de planetas gigantes, tornando-se então membros pequenos e que flutuavam livremente nos aglomerados.

O aglomerado do Sol teve um final violento quando o gás foi soprado para fora pela jovem estrela quente. Os novos modelos mostram que o Sol de forma gravitacional capturou uma grande nuvem de cometas que foi dispensada pela nuvem.

“Quando era jovem o Sol ele compartilhou muitos processos de ejeção e fusão de material com outras estrelas próximas. Processos esses que podemos observar atualmente em outras estrelas”, disse Dr. Hal Levison do Southwest Research Institute.

As evidências que apóiam o cenário desenvolvido pela equipe vêm da nuvem esférica de cometas conhecida como nuvem de Oort, que envolve o Sol, estendendo-se até a metade do caminho até a estrela mais próxima. Normalmente assumia-se que essa nuvem foi formada a partir do disco protoplanetário do Sol. Contudo modelos detalhados mostram que cometas do sistema solar produzem uma nuvem muito mais “anêmica”do que a observada, o que sugere outra fonte para a geração dessa nuvem.

“Se assumirmos que o disco protoplanetário do Sol observado pode ser usado para estimar a população da Nuvem de Oort, nós podemos concluir que mais de 90% dos cometas observados na Nuvem de Oort possuem uma origem extra solar”, disse Levinson.

“A formação da Nuvem de Oort tem sido um mistério por mais de 60 anos e nós estamos trabalhando para provavelmente resolver esse problema”, diz Brasser.

Fonte:

http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2010/07/mystery-of-the-great-oort-cloud-comets-solved-a-weekend-classic.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+TheDailyGalaxyNewsFromPlanetEarthBeyond+(The+Daily+Galaxy:+News+from+Planet+Earth+%26+Beyond)

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Cratera Kamil no Egito

segunda-feira, julho 26, 2010 posted by sacani

Pesquisadores estudando imagens disponíveis no Google Earth descobriram uma cratera de impacto dom 45 metros de largura no sudoeste do Egito que parece ter sido criada por um meteorito ferroso a não mais de mil anos atrás.

Embora a descoberta da cratera tenha sido anunciada pela primeira vez no outono de 2008, os pesquisadores já haviam identificado o impacto em imagens de satélites feitas em 1972, diz Luigi Folco, um cosmologista químicoda Universidade de Siena na Itália. A descrição detalhada da descoberta pode ser encontrada aqui: http://tecnoscience.squarespace.com/arquivo/cratera-kamil-no-egito/

O anel da cratera egípcia localiza-se aproximadamente a 3 metros acima do assoalho central da cratera, o qual é parcialmente coberto por material distinto que foi expulso da cratera pelo impacto e se apresenta na forma de raios. Esses raios que emanam a partir do local de impacto chamaram a atenção dos cientistas. Enquanto crateras raiadas são comuns na Lua e em outros corpos celestes do sistema solar, elas são raras na Terra pois a erosão e outros processos geológicos rapidamente apagam essa evidência.

Durante expedições ao local no começo de 2009 e novamente em 2010, os cientistas encontraram mais de 5000 meteoritos ferrosos que juntos pesam mais de 1.7 toneladas. A equipe estima que o pedaço de ferro original pesava algo em torno de 5 a 10 toneladas quando despencou do céu a uma velocidade de 3.5 km/s, sendo que a maior parte do seu material se vaporizou durante a colisão.

Análises preliminares da zona de impacto sugerem que ele aconteceu em algum período entre os últimos 10000 anos, provavelmente não mais do 5000 anos atrás, diz Folco.


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