Archive for the ‘Ciências Naturais’ Category
Toda a Água do Planeta Terra
Quanto do planeta Terra é feito de água? Na realidade, muito pouco. Embora os oceanos de água cubram cerca de 70 por cento da superfície da Terra, esses oceanos são rasos se comparados com o raio da Terra. A ilustração acima mostra o que aconteceria se toda a água da Terra fosse agrupada em uma esfera. O raio dessa esfera seria de somente 700 quilômetros, menos da metade do raio da nossa Lua, mais levemente maior do que o raio do satélite Réia de Saturno, o qual como muitas outras luas do Sistema Solar é formado basicamente de gelo de água. Como essa água se formou na Terra e qual a quantidade de água que permanece presa na subsuperfície do nosso planeta ainda são tópicos de muita pesquisa.
Fonte:
Gotas D’Água, Margaridas e Zangões: Uma Aula de Óptica no Reino Animal e Vegetal
A foto acima fornece uma bela demonstração do comportamento físico da luz em gotas de água, bem como a atração das moléculas de água pelas moléculas de plantas e vice e versa. Nesse caso, a gota líquida cai devido a uma chuva ou um orvalho. Uma gota de um líquido se comporta como uma simples lente, como uma câmera. Assim sendo, a imagem refratada é invertida quando vista através da gota. de alguma forma, algumas abelhas, como o zangão mostrado na figura acima entendem perfeitamente essa verdadeira sala de espelhos e são capazes de extrair o néctar das margaridas.
Pode-se notar os diferentes ângulos de contato das gotas nas superfícies das plantas. Em alguns lugares a cúticula das plantas é encerada e o contato tem um ângulo próximo de 90 graus, ou seja, as moléculas da gota são atraídas de forma fraca pelas moléculas da superfície da planta, em outras lugares onde a água umedece a superfície, por exemplo, o ângulo de contato é próximo de zero graus. A molhabibilidade tem um papel importante na atração entre dois materiais e é responsável pelos efeitos de capilaridade. A foto acima foi feita durante o último verão em San Francisco na Califórnia.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/water-drops-daisies-and-bumblebees.html
Ondas Grandes em Catania, na Itália
A foto acima mostra uma grande onda quebrando num quebra-mar natural em Catania na Itália e foi feita durante a tarde do dia 4 de Abril de 2012. O clima estava na verdade tranquilo nesse dia de início de primavera, mas essa onda e outras grandes como essa que quebraram na costa italiana nesse dia foram geradas por uma tempestade distante. Essas ondas tinham aproximadamente 2 metros de altura e quebraram em rochas localizadas a 9 metros acima do nível do mar na região. A linha de costa nessa região é composta de lava basáltica, rochas essas que foram levadas para o mar por erupções do Monte Etna.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/breaking-waves-at-catania-sicily.html
O Stars Valley em Qeshm Island no Irã
A foto acima mostra o Stars Valley profundamente erodido em Qeshm Island no Irã. Essa área foi escavada pelo vento e pela chuva durante o Pleistoceno, aproximadamente a 2 milhões de anos atrás. O cânion está 15 metros abaixo da superfície do platô que foi erodido e está adornado com arcos de formas estranhas, colunas e passagens. O nome dessa formação parece derivar de uma lenda que diz que a região foi formada a partir de uma estrela cadente (meteoro). Para se ter uma ideia da escala, note as pessoas de pé no platô na parte inferior esquerda e dentro do cânion na parte central inferior. A foto acima foi feita no dia 21 de Março de 2012.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/stars-valley-on-qeshm-island-iran.html
O Que É Isso? Uma Boa de Fogo Sobre As Montanhas Rochosas?
A foto acima parece ter registrado uma bola de fogo cruzando o céu no final da tarde. Contudo, o que está sendo observado aqui não tem nada a ver com meteoros ou bolas de fogo, na verdade essa imagem mostra uma nuvem particularmente brilhante. Essa foto foi feita sobre as Montanhas Rochosas na parte sudoeste de Alberta no Canadá, não muito longe de Calgary um pouco antes do pôr-do-Sol em 23 de Abril de 2012. Essa nuvem em particular não havia chamado a atenção de ninguém até ter alcançado a posição 22 graus a esquerda do Sol, na mesma altitude com relação ao horizonte que o Sol. Nessa posição ela ascendeu de forma surpreendente. Essencialmente ela agiu como um parélio esticado. Os cristais de gelo que compõem a nuvem estavam orientados da maneira correta para refratar a luz do Sol através de seus prismas de 60 graus. A luz do Sol entra através das faces laterais dos cristais e sai através da face lateral oposta, inclinada em 60 graus com relação ao ângulo de entrada.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/fireball-over-the-rockies.html
Arco Tangente Inferior Observado Em San Rafael na Califórnia
A foto acima mostra um belo exemplo do chamado arco tangente inferior, ou do inglês LTA. Essa imagem foi registrada enquanto o fotógrafo assistia a um jogo das ligas menores de baseball em San Rafael na Califórnia, às 5:00 pm no dia 19 de Março de 2012. O Sol estava aproximadamente a 30 graus acima do horizonte. O arco colorido é tangente ao halo de 22 graus que pode ser visto de forma apagada na imagem, e está posicionado diretamente abaixo do Sol. O Sol deve estar baixo no céu, mas no mínimo 22 graus acima do horizonte, para que o arco possa ser melhor observado. Os LTAs se formam quando cristais de gelo colunares, que compõem as nuvens do tipo cirros, estão alinhados de forma similar com seus eixos todos horizontais. Note que apesar desses cristas estarem orientados horizontalmente, eles não estão todos alinhados na mesma direção. A luz do Sol entra por uma das faces laterais dos cristais e é refratada através da face lateral alternada. No segundo plano da imagem aciam é possível ver as Montanhas de Coast Range (The Marin Hills). A foto acima foi feita com a câmera de um celular.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/lower-tangent-arc-observed-over-san-rafael-california.html
Especial Campus Party Brasil 2012 Parte I – Mesa Redonda Sobre Blogs de Ciência
A vida da gente realmente é feita de momentos especiais. Eu na minha curta carreira de “blogueiro” tenho muito a agradecer, pois passei nesse ano de 2012, momentos inesquecíveis. Fui escolhido como curador da Campus Party Brasil 2012 da área de astronomia. Foi uma semana espetacular compartilhando informação e experiências com pessoas maravilhosas. Mas como tudo que é bom acaba, a Campus Party passou, mas ainda bem que atualmente temos a chance de rever determinados momentos. O vídeo acima, mostra um desses momentos inesquecíveis, a discussão sobre blogs de ciência que encerrou a parte de astronomia e foi espetacular. Acho que em todos os eventos de internet no mundo deveria ter essa discussão, não por que eu escrevo um blog de ciência, mas sim pelo fato da ciência ser algo sensacional, espetacular e que todo mundo gosta. Bem, eu gostaria, mais uma vez de agradecer aos participantes que fizeram desse evento para mim um dos momentos inesquecíveis da minha vida.
Obrigado:
Atila Lamarino (@oatila)
http://scienceblogs.com.br/rainha/
Kentaro Mori (@kenmori)
http://www.ceticismoaberto.com/
http://scienceblogs.com.br/100nexos/
Dulcidio Braz (@dulcidio)
http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/
Rafael Bento da Silva Soares
http://scienceblogs.com.br/rnam/2008/02/mais-um-rosto-em-marte/
Caio Lúcio, Deive Pazos (@azaghal) e Alexandre Ottoni (@alottoni)
Mais uma vez obrigado a todos, foi uma honra para mim ter participado de tudo isso. Valeu!!
A Lua Crescente, O Brilho da Terra e o Brilhante Júpiter Observados em Lisboa

A imagem acima mostra a Lua crescente flutuando sobre uma ponte em Lsiboa, Portugal. Além da Lua, pode-se ver na imagem o planeta Júpiter brilhante logo abaixo da ponte, e a esquerda da Lua. A foto acima foi feita no dia 22 de Abril de 2012, durante o pôr-do-Sol local, às 9:20 p.m. hora local. Nessa foto a Lua estava com somente 1% de seu disco iluminado. O resto do brilho da Lua é conhecido como o brilho da Terra, ou algo como “A Lua Velha nos Braços da Lua Nova” e é resultado da luz do Sol refletida na Lua tanto pela superfície como pela atmosfera da Terra. Esse brilho normalmente só é visível quando a Lua está na sua fase crescente.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/crescent-moon-earthshine-and-jupiter-observed-from-lisbon.html
O Raro Fenômeno Conhecido Como Jato Azul É Regsitrado na Parte Central de Michigan
A foto acima mostra um raro jato azul visível sendo emanado de uma distante nuvem de tempestade observado sobre a cidade de Elsie no Michigan. O jato azul nada mais é do que um jato apagado de cor azulada ou um faixo de luz que pode ser visto logo acima da árvore no lado direito do celeiro. A tempestade também foi fotografada pela testemunha que registrou esse fenômeno e estava a aproximadamente 50 km ao norte da propriedade mostrada acima. No momento o fotógrafo não tinha percebido que ele havia capturado o jato azul até que ele trabalhou nos registros feitos alguns meses depois. Ele então contatou o Dr. Walter Lyons no FMA Research que confirmou que esse era mesmo um raro registro de um jato azul feito desde a terra, já que a maioria dos registros e observações são feitas desde aviões.
Os jatos azuis são um tipo de fenômeno de alta altitude. Esses jatos são ejeções ópticas ocorridas no topo de núcleos eletricamente ativos em tempestades. Após emergirem do topo de uma tempestade, eles são observados como se estivessem propagando para cima em cones estreitos de aproximadamente 15 graus a uma velocidade de 100 km/s. Normalmente eles desaparecem da vista em alturas entre 40 e 50 km.
A foto acima foi feita às 11:41:01 p.m., hora local, no dia 15 de Junho de 2008. A foto foi feita pois o fotógrafo estava registrando sua plantação de milho com a Lua iluminando a cena. A câmera estava apontada para norte, levemente desviada para leste. A constelação da Cassiopeia localiza-se logo acima da árvore e à esquerda do jato azul.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/05/blue-jet-observed-over-central-michigan.html
Os Alpes Cotianos
A foto acima mostra os Alpes Cotianos cobertos pela neve na fronteira entre a Itália e a França. Essa foto foi feita na manhã do dia 17 de Abril de 2012, desde uma altura de 3364 metros. O céu finalmente limpou depois de mais de uma semana de chuvas nos Alpes Cotianos e perto do Vale Susa não muito longe de Torino na Itália. Em elevações acima de 3050 metros, ou os famosos, 10000 pés, a precipitação se transforma em neve e nesse caso cobriu totalmente o talude das montanhas com um pesado pacote. Até essa tempestade, o inverno e a primavera na região estava apresentando uma característica mais seca do que o tradicional. Pode-se observar na imagem acima o rastro de algumas avalanches. As avalanches são comuns quando se tem uma nevasca muito pesada que cai sobre uma camada pré-existente de cristais de neve grandes e soltos, gerando assim condições instáveis para essa deposição. Em primeiro plano pode-se ver o Sacra di San Michele, um monastério construído no topo da escarpa no século onze.
Fonte:
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