Archive for the ‘Geologia’ Category
O Pico Prutas em Montenegro
A foto acima mostra a face sul do talude do Pico Prutas com 2392 metros de altura, localizado em Montenegro, e coberto com uma leve grama de cor verde esmeralda. Do Pico Prutas é possível se ter uma visão panorâmica do Vale Todorov Do além de ser um dos cumes mais proeminentes do Maciço Durmitor localizado na parte sudeste da Europa. As marcas verticais observadas na imagem acima são na verdade camadas de material sedimentar. As camadas de rocha originalmente horizontais se depositaram ao longo das eras, e foram dobradas de modo a assumirem uma posição quase que vertical. Mais recentemente, entre 20000 e 12000 anos atrás, as Montanhas Durmitor foram moldadas por geleiras. Na base do cume, podem-se encontrar rochas que riscaram a superfície e que se formaram em leques aluviais. Podem-se notar na imagem pedaços remanescentes da neve de inverno. O Parque Nacional Durmitor foi estabelecido em 1952 e inscrito na lista de patrimônio da humanidade da UNESCO em 1980. A foto acima foi feita no dia 7 de Maio de 2008.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/04/prutas-peak-montenegro.html

A Paisagem Cárstica e os Lapiás da Albânia
A foto acima mostra um interessante terreno cárstico conhecido como uma lapiá nos Alpes Dináricos da Albânia. Terrenos cársticos são caracterizados pela dissolução de embasamento carbonático. Os lapiás se formam quando a água corre pelo talude rochoso, ou pela face da rocha, dissolvendo a superfície por onde ela corre. Em paisagens expostas dos terrenos cársticos, os lapiás são as feições mais destacadas. Na Albânia, as feições cársticas de subsuperfície são particularmente abundantes e podem ser expressas, por exemplo, como cavidades bem desenvolvidas, correntes desaparecidas e cavernas.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/04/karst-and-karrens-in-albania.html
Imagem Destaca O Vulcão Monte Baker
O Monte Baker com seus 3285 metros de altura é um dos grandes vulcões estratificados no estado norte-americano de Washington. Parte do Anel de Fogo do Pacífico, aceita-se que os vulcões nessa região são o resultado da subducção da placa tectônica Juan de Fuca sob a placa Norte Americana. Vulcões estratificados são conhecidos por suas erupções extremamente violentas, algumas vezes com efeitos distantes. A última erupção notável do Monte Baker e conhecida aconteceu a mais de 150 anos atrás. Um campo de milho pronto para a colheita se destaca em primeiro plano na imagem acima. Essa foto foi feita no dia 8 de Outubro de 2011.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/01/mount-baker-in-filtered-sunlight.html
Imagem Mostra Afloramento de Brecha no Vale da Morte
A foto acima mostra um imenso afloramento de brecha e foi feita em Fall Canyon no Parque Nacional do Vale da Morte na Califórnia. Brechas normalmente se formam quando fragmento angulares, com mais de 2 mm de diâmetro, de rocha se acumulam no leito de depósitos aluviais. Os pedaços ficam acoplados por minerais cimentados ou são fixados por partículas muito menores que preenchem os espaços entre esses pedaços angulares. Um fluxo de detritos é uma das condições onde a ligação dos fragmentos pode acontecer. Outra condição é uma cratera formada pelo impacto de um meteoro. A brecha é similar ao conglomerado, só que no conglomerado os fragmentos são mais arredondados, indicando que eles viajaram mais longe, ou seja, são mais erodidos, antes que a cimentação acontecesse. A foto acima foi feita em 26 de Novembro de 2011.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/01/breccia-in-death-valley.html
Artigos Revista Nature – 19 de Janeiro de 2012
Imagem da ISS Mostra As Estruturas Geológicas de Emi Koussi e Aorounga
A bela foto acima foi feita desde a Estação Espacial Internacional (ISS), mostra dois exemplos de feições circulares na superfície da Terra, marcadas como crateras que foram produzidas por processos geológicos muito diferentes.
Na parte direita da imagem, o imenso vulcão de escudo cinza esverdeado Emi Koussi é marcado por três caldeiras sobrepostas que foram formadas por erupções. As caldeiras formam uma grande depressão oblonga no alto do cume do vulcão a 3415 metros de altura. Uma cratera menor se localiza dentro da depressão da caldeira maior. Como nenhuma atividade vulcânica foi observada, nem mencionada em registros históricos, uma área de atividade termal pode ser encontrada no flanco sul do vulcão.
Na parte esquerda da imagem está a Cratera de Impacto Aorounga localizada a aproximadamente a 110 quilômetros a sudeste do Emi Koussi só que se formou por forças vindas de cima e não de baixo (a imagem acima está rotacionada, com o norte para baixo). Acredita-se que a estrutura de Aorounga registre o impacto de um meteoro que se chocou com a Terra entre 345 e 370 milhões de anos atrás. A cratera na imagem pode ser mais uma das três crateras formadas pelo mesmo evento de impacto, as outras estão enterradas pelos depósitos de areia. As feições lineares (na parte inferior esquerda da imagem) que se arqueiam ao redor do Emi Koussi e se sobrepõem à Aorounga e com a rocha de embasamento, são conhecidas como yardangs, cadeias de rocha formadas pela erosão do vento.
Fonte:
http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=76894
A Geleira Perito Moreno
A foto acima mostra o gelo azul esculpido da Geleira Perito Moreno no sul das Montanhas dos Andes, perto de Santa Cruz na Argentina. Essa geleira é a principal atração do Parque Nacional Los Glaciares. Ela é uma das aproximadamente 50 geleiras que são abastecidas pelo Campo de Gelo do Sul da Patagônia. Embora a recessão da geleira tenha sido notável no sul da Patagônia durante as últimas três décadas, a Geleira Perito Moreno tem na verdade crescido de tamanho, ou seja, a formação de gelo no alto das montanhas é maior que a ablação nas regiões menos elevadas e do que o desprendimento de gelos no Lago Argentino.
O gelo em primeiro plano aparece na coloração turquesa pois os comprimentos de onda maiores da luz, ou seja, a luz vermelha e laranja, extinguidos pelo gelo espesso, desse modo, somente os comprimentos de onda menores, ou seja, as cores azuis e verdes emergem. Quanto mais espesso o gelo mais azul ele é, a luz com comprimento de onda mais longo viaja através dele. A neve fresca quase não tem coloração, ao contrário do gelo espesso, a luz do Sol penetra muito pouco na superfície. A foto foi feita no dia 17 de Novembro de 2011.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/01/perito-moreno-glacier.html
O Lago Powell no Rio Colorado
O Lago Powell no Rio Colorado foi criado com a conclusão do Glen Canyon Dam em 1963. Em termos de volume de água, esse é o segundo maior reservatório nos Estados Unidos e armazena uma grande porção das reservas de água doce para sete estados do Sudoeste Americano. Esse lago recebeu esse nome em homenagem ao geólogo John Wesley Powell, um veterano da Guerra Civil que foi o primeiro a descer as trincheiras e os cânions do Rio Colorado em 1869 onde agora está o estado de Utah.
A viabilidade econômica da maior parte das áreas do Sudoeste Americano tem sido ameaçada nas décadas recentes pelas tendências de aquecimento, em alguns casos reduzindo de forma considerável o suprimento de água doce. A transposição das águas do Rio Colorado tem assustado os planejadores urbanos nessa região árida dos Estados Unidos. Nos anos recentes, o Lago Powell teve sua capacidade reduzida em 46 metros, aproximadamente 50%. Contudo, as nevascas que caem nas Montanhas Rochosas, onde está a cabeceira do Rio Colorado, foram abundantes no inverno de 2010-2011. Quando essa neve derrete no final da primavera e no verão, o nível do lago volta a subir novamente. Para exemplificar isso, a imagem da esquerda mostra uma pessoa no Arco La Gorce no chamado Braço Escalante do Lago Powell em 2008. Já a fotografia da direita foi feita no mesmo lugar em 2011. Pode-se notar que boa parte da rocha visível na imagem da esquerda está submersa na imagem da direita. Será que em 2012 o Lago Powell continuará a recuperar a sua capacidade de volume de água?
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2012/01/la-gorce-arch-lake-powell-utah.html
A Cachoeira Eugenia na Escarpa Niágara
A Escarpa Niágara é parte da Bacia Michigan, uma feição geológica com 440 milhões de anos de idade que se estica num grande arco desde Nova York, através de Ontário e Michigan para leste do Wisconsin. A Queda Eugenia, mostrada acima, fica no Rio Beaver, aproximadamente a 116 km a noroeste de Toronto e é uma das muitas quedas d’água localizada na Escarpa Niágara. A área perto da queda d’água foi um local de corrida pelo ouro nos anos de 1850 e que rapidamente tornou-se uma Fool’s Gold Rush quando se descobriu na verdade que o ouro, não era ouro e sim pirita de ferro. Pouco tempo depois as quedas tornaram-se fonte de energia para alguns moinhos da região. Depois, uma planta hidrelétrica foi construída para fornecer energia para a indústria local e também para fornecer energia para as cidades próximas. Hoje a estação gera continuamente 6.3 megawatts de energia para o leste da América do Norte. Grande parte da água do Rio Beaver é usada para a geração de energia, aproximadamente 1 km de quedas. Isso faz com que no final do verão pouca água fique no rio, como mostra a foto acima feita em 28 de Agosto de 2011.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2011/12/eugenia-falls-and-niagara-escarpment.html
As Extraordinárias Quedas D’Água do Yosemite National Park
A foto acima mostra a Queda D’Água de Yosemite e foi feita desde o local conhecido como Four Mile Trail no Yosemite National Park na Califórnia. Essas quedas d’água estão entre as mais altas do mundo e são consideradas as mais altas da América do Norte. Desde o topo até a base da formação, ou seja, do topo da chamada Upper Falls até a base da Lower Falls, são 740 metros de queda d’água. A Upper Falls cai por 436 metros e a Lower Falls por 98 metros com uma série de cascatas entre elas de 206 metros. O Four Mile Trail tem na verdade 4.6 milhas desde o Vale de Yosemite até o Glacier Point. Apesar de não ser uma trilha muito longa, a mudança de elevação é extraordinária, variando 975 metros do início até o fim da trilha. O Yosemite National Park foi considerado Patrimônio Mundial em 1984. Essa foto foi feita no dia 8 de Outubro de 2011.
Fonte:
http://epod.usra.edu/blog/2011/11/upper-and-lower-falls-at-yosemite-national-park.html
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