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Uma Nova Visão da Nebulosa da Tarântula
Para celebrar o seu aniversário de 22 anos em órbita, o Telescópio Espacial Hubble lançou uma nova imagem da região de formação de estrelas conhecida como 30 Doradus, também conhecida como Nebulosa da Tarântula já que seus filamentos brilhantes lembram as pernas de uma aranha. Uma nova imagem obtida com os chamados três grandes observatórios da NASA, o Chandra, o Hubble e o Spitzer também foi criada para marcar o evento.
A nebulosa está localizada na galáxia vizinha da Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães, e é uma das maiores regiões de formação de estrelas localizadas perto da Via Láctea. No centro da 30 Doradus, milhares de estrelas massivas estão emitindo material e produzindo intensa radiação juntamente com ventos poderosos. O Observatório de Raios-X Chandra detectou gás que tem sido aquecido a milhões de graus por esses ventos estelares e também por explosões de supernovas. Esses raios-X, coloridos em azul nessa imagem composta veem de ondas de choque formadas pela atividade estelar de alta energia.
Os dados do Hubble na imagem acima são coloridos em verde e revelam a luz dessas estrelas massivas junto com os diferentes estágios do nascimento de estrelas incluindo estrelas embriônicas com poucos milhares de anos de vida e ainda empacotadas nos casulos de gás escuro. As emissões infravermelhas registradas pelo Spitzer, podem ser vistas em vermelho e mostram o gás mais frio e a poeira que que possui gigantescas bolhas escavadas. Essas bolhas são esculpidas pela mesma radiação e fortes ventos vindos de estrelas massivas localizadas no centro da 30 Doradus.
Fonte:
http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2231.html
Chandra: Escutando a Luz
Quando você olha para cima durante a noite você vê um céu repleto de estrelas, lógico se estiver no campo ou num local longe da poluição luminosa. A luz das estrelas, assim como a luz de uma lanterna é uma forma de radiação eletromagnética . A luz é constituída de ondas, e as diferentes cores da luz têm diferentes comprimentos de onda. Por exemplo, a luz vermelha tem um comprimento de onda maior do que o da luz azul. Mas as cores que nós enxergamos com nossos olhos são somente uma parte da história. O espectro eletromagnético se espalha desde as ondas de rádio, com comprimentos de onda maiores que um carro, até os raios gamma com comprimentos de onda menores que o núcleo de um átomo.
Nós podemos aprender muito olhando as coisas com os nossos olhos, ou com os telescópios ópticos orbitais. Mas as diferentes partes do espectro podem revelar imagens e um universo muito diferente do que conhecemos normalmente. O vídeo acima mostra como o Chandra vê o universo com seus olhos especiais e como suas descobertas têm ajudado a entender melhor toda a complexidade do cosmos.
Crédito: NASA/CXC/SAO
Fonte:
http://chandra.harvard.edu/resources/podcasts/hd/index.html
Vídeo Faz Viagem Pelo Quasar 3C 186 Através dos Dados do Chandra
Um aglomerado de galáxias contendo uma estrutura nunca antes vista tão distante da Terra foi observado pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA. O aglomerado é também interessante para os astrônomos pois um brilhante quasar, conhecido como 3C 186 pode ser encontrado no seu centro. A Dra. Aneta Siemiginowska do Harvard Smithsonian Center for Astrophysics liderou a equipe de pesquisa nos resultados e discussões apresentados.
Crédito: Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics
Fonte:
Chandra Mede o Vento Mais Rápido Gerado Por Um Buraco Negro de Massa Estelar
A imagem acima é na verdade um desenho artístico que mostra um sistema contendo um buraco negro com massa estelar chamado de IGR J17091-3624, ou para simplificar (ou nem tanto) IGR J17091. A forte gravidade do buraco negro, na parte esquerda do desenho, está puxando o gás de sua estrela companheira à direita. Esse gás forma um disco de gás quente ao redor do buraco negro e o vento está guinado esse disco.
Novas observações feitas com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA mediram o vento como sendo o mais rápido já observado sendo soprado do disco ao redor de um buraco negro de massa estelar. Buracos negros de massa estelar nascem quando estrelas extremamente massiva colapsam e normalmente pesam entre cinco e 10 massas solares.
O vento está soprando à incrível velocidade de 20 milhões de milhas por hora, ou algo em torno de 3% da velocidade da luz. Isso é aproximadamente dez vezes mais rápido do que o vento mais rápido anteriormente medido e se ajusta com os ventos mais rápidos gerados por buracos negros supermassivos, objetos que milhões ou as vezes bilhões de vezes mais massivos.
Outra descoberta é que o vento, que vem de um disco de gás ao redor do buraco negro pode carregar mais material do que o buraco negro está capturando.
A alta velocidade do vento foi estimada a partir do espectro feito pelo Chandra em 2011. Um espectro mostra quão intenso os raios-X são nas diferentes energias. Íons emitem e absorvem em feições distintas do espectro, o que permite que os cientistas monitorem seus comportamentos. Um espectro do Chandra de íons de ferro feito dois meses antes não mostrou evidências desse vento de alta velocidade, significando que o vento provavelmente é ligado e desligado com o passar dos tempos.
Fonte:
http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2180.html
SXP 1062: O Pulsar Que Intriga os Astrônomos
Com as comemorações de fim de ano se aproximando, uma nova imagem feita a partir de um conjunto de telescópios tem revelado um ornamento cósmico pouco comum. Dados obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA e pelo XMM-Newton da ESA foram combinados para descobrir um jovem pulsar na parte remanescente de uma supernova localizada na Pequena Nuvem de Magalhães. Esse é o primeiro pulsar definitivo, ou seja, uma estrela ultra densa em rotação, descoberto na remanescente de supernova na Pequena Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia satélite da Via Láctea.
Na imagem composta, os dados de raios-X do Chandra e do XMM-Newton foram coloridos de azul e os dados ópticos obtidos pelo Observatório Interamericano de Cerro Tololo no Chile foram coloridos de vermelho e verde. O pulsar, conhecido como SXP 1062, é a fonte branca brilhante localizada na parte direita da imagem, no meio da emissão azul difusa dentro da concha vermelha. Os raios-X difusos e a concha de comprimentos de onda óptico são ambos parte da evidência da existência de uma remanescente de supernova ao redor do pulsar. Os dados ópticos também mostram espetaculares formações de gás e poeira na região de formação de estrela na parte esquerda da imagem. Uma comparação da imagem do Chandra com imagens ópticas mostra que o pulsar tem uma companheira massiva e quente.
Os astrônomos estão interessados no SXP 1062 pois os dados do Chandra e do XM-Newton mostram que ele gira com uma velocidade anomalamente baixa, em torno de um ciclo a cada 18 minutos. Isso é pouco se comparado com a grande maioria dos pulsares que se movem múltiplas vezes por segundo, até mesmo os pulsares mais recentes. A relativa calma do SXP 1062 faz dele um dos mais lentos pulsares de raios-X em rotação na Pequena Nuvem de Magalhães.
Duas diferentes equipes de cientistas estimaram que a supernova remanescente ao redor do SXP 1062 tem entre 10000 e 40000 anos de idade, como ela aparece na imagem. Isso significa que o pulsar é muito jovem, para o ponto de vista astronômico, desde que ele foi provavelmente formado na mesma explosão que produziu a parte remanescente de supernova observada. Assim sendo, assumindo que ele nasceu com uma rotação rápida, é um mistério o por que que o pulsar SXP 1062 tem reduzindo tanto a sua velocidade em tão pouco tempo. Trabalhos já começaram em modelos teóricos que tem como objetivo principal entender a evolução de um pulsar incomum como esse.
Fonte:
http://chandra.si.edu/photo/2011/sxp1062/
Abell 2052: O Aglomerado de Galáxias Que Foi Agitado Como Vinho Em Uma Taça
Como se fosse vinho em uma taça, vastas nuvens de gás quente são sacudidas no Abell 2052, um aglomerado de galáxias localizado a aproximadamente 480 milhões de anos-luz de distância da Terra. Dados obtidos das emissões de raios-X e apresentados em azul do Observatório de Raios-X Chandra da NASA mostram o gás quente em seu sistema dinâmico, dados obtidos da emissão na luz visível e captados pelo Very Large Telescope mostram as galáxias. O gás quente e que brilha em raios-X tem uma temperatura média de 30 milhões de graus.
Uma grande estrutura em espiral no gás quente, se espalhando por quase um milhão de anos-luz, é vista ao redor da parte de fora da imagem, envolvendo uma gigantesca galáxia elíptica no centro. Essa espiral foi criada quando um pequeno aglomerado de galáxias se chocou com um aglomerado maior que circundava a galáxia elíptica central.
À medida que o aglomerado menor se aproximava, o gás quente denso do aglomerado central foi atraído pela sua gravidade. Após o aglomerado menor ter passado pelo centro do aglomerado, a direção de movimento do aglomerado reverteu e ele começou a viajar de volta rumo ao centro do aglomerado maior. O aglomerado então passou novamente pelo centro do aglomerado maior e sacudiu todo o material ali como se faz com uma taça com vinho. No caso do vinho as paredes da taça empurram o vinho de volta ao centro, onde no aglomerado a força gravitacional da matéria nos aglomerados é puxada de volta. O gás agitado acaba tomando um padrão espiral pelo fato da colisão entre os dois aglomerados não ter sido uma colisão central.
Esse tipo de mecanismo de sacudida no Abell 2052 teve importantes implicações físicas. Primeiro, ele ajudou a empurrar parte do gás mais denso e frio localizado no centro do aglomerado, onde as temperaturas são de “somente” 10 milhões de graus, para longe do núcleo. Isso ajudou a prevenir futuro resfriamento desse gás no núcleo e poderia limitar a quantidade de novas estrelas que seriam formadas na galáxia central. Os movimentos de sacudida como esses que aconteceram no Abell 2052, também redistribuíram os elementos pesados, como o ferro e o oxigênio, que são forjados em explosões de supernovas. Esses elementos são usados na futura geração de estrelas e planetas e são necessários para a formação da vida como a conhecemos.
As observações feitas pelo Chandra no Abell 2052, foram relativamente longas, durando mais do que uma semana. Essa observação profunda foi necessária para se detectar todos os detalhes que são visíveis nessa imagem. Mesmo assim, um certo processamento foi necessário para revelar a estrutura espiral mais externa.
Em adição à feição espiral de grande escala, as observações profundas feitas pelo Chandra revelaram detalhes surpreendentes no centro do aglomerado relacionados com explosões de um buraco negro supermassivo central. Os dados do Chandra mostram claras bolhas sendo evacuadas pelo material expelido do buraco negro, que são envolvidas por anéis densos, brilhantes e frios. Como acontece com o movimento de agito, essa atividade ajuda a prevenir o resfriamento do gás no núcleo do aglomerado, impondo assim limites para o crescimento da galáxia elíptica gigante e de seu buraco negro supermassivo.
Esses resultados foram publicados na edição de 20 de Agosto do Teh Astrophysical Journal. Os autores do trabalho foram Elizabeth Blanton da Universidade de Boston, em Boston, MA; Scott Randall do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, MA; Tracy Clarke do Naval Research Laboratory em Washington DC; Graig Sarazin da Universidade da Virginia em Charlottesville, VA; Brian McNamara da Universidade de Waterloo, Canadá; Edmund Douglas da Universidade de Boston e Michael McDonald da Universidade de Maryland em Colege Park, MD.
Fonte:
http://chandra.harvard.edu/photo/2011/a2052/
H2356-309: Descobertas Com Raios-X Apontam Para a Localização da Matéria Perdida no Universo Próximo
Os cientistas têm usado o Observatório de Raios-X Chandra da NASA e o XMM-Newton da ESA para detectar um vasto reservatório de gás localizado ao longo de uma estrutura de galáxias em forma de parede a uma distância aproximada de 400 milhões de anos-luz da Terra. A imagem acima, é uma ilustração e tenta mostrar em detalhe a chamada Parede de Galáxias de Sculptor. Galáxias espirais e elípticas são mostradas ao longo dessa parede juntamente com o gás recentemente detectado, que é parte do chamado Warm Hot Intergalactic Medium, ou WHIM, mostrado em azul. Essa descoberta é a evidência mais forte de que a matéria perdida no universo próximo está localizada em enormes redes de gás quente e difuso.
A emissão de raios-X do WHIM nessa parede é muito fraca e apagada para ser detectada, então a pesquisa foi feita procurando a absorção luz de fontes brilhantes localizadas em segundo plano pelo WHIM, usando observações profundas feitas com o Chandra e com o XMM. Essa fonte de fundo é um buraco negro supermassivo de crescimento rápido localizado muito além da parede a uma distância de aproximadamente dois bilhões de anos-luz. Isso é mostrado nessa ilustração como uma fonte parecida com uma estrela, com a luz viajando através da Parede do Sculptor em direção a Terra. A localização relativa da fonte de fundo, da Parede do Sculptor e da Via Láctea são mostradas em um gráfico separado onde a visão é feita olhando-se para baixo na fonte e para cima a partir da parede.
Um espectro de raios-X da fonte de fundo é mostrado no detalhe, onde os pontos amarelos no gráfico mostram os dados do Chandra e a linha vermelha mostra o melhor modelo que ajusta os pontos do espectro após se ter incluído todos os dados do Chandra e do XMM. A inclinação no raio-X em direção ao lado direito do espectro corresponde à absorção feita pelos átomos de oxigênio no WHIM contido na parede do Sculptor. As características da absorção são consistentes com a distância da parede do Sculptor, bem como com a temperatura e densidade prevista do WHIM. Esse resultado dá aos cientistas confiança que o WHIM também poderá ser encontrado em outras estruturas de grande escala.
Esse resultado apoia as previsões de que metade da matéria normal no universo local é encontrada em redes de gás quente e difuso que compõem o WHIM. Matéria normal, que é diferente da matéria escura, é composta de partículas, como prótons e nêutrons, que são encontradas na Terra, nas estrelas, no gás e em todos os lugares. Uma variedade de medidas têm fornecido uma boa estimativa da quantidade dessa chamada “matéria normal” presente quando o universo tinha somente poucos bilhões de anos de vida. Contudo, um inventário do universo próximo tem identificado somente metade da matéria como sendo a matéria normal, uma queda muito grande e o surgimento assim da chamada matéria perdida.
Fonte:
http://chandra.harvard.edu/photo/2010/h2356/
Vídeo Com Dados do Chandra Faz Uma Viagem Pelo Buraco Negro de Cygnus X-1
Por mais de três décadas atrás, Stephen Hawking vem travando uma batalha e eventualmente perdendo contra a existência de um buraco negro em Cygnus X-1. Hoje, os astrônomos estão confiantes de que o sistema de Cygnus X-1 contém um buraco negro. De fato, uma equipe de cientistas combinou dados de rádio, ópticos e de raios-X de telescópios incluindo o Chandra, para determinar a rotação, massa e distância do buraco negro com uma precisão nunca antes conseguida. Com essas informações cruciais, a história do buraco foi reconstruída. Essa nova informação dá aos astrônomos fortes pistas sobre como o buraco negro nasceu, quanto ele pesa, e qual a sua velocidade de rotação. Isso é importante, pois os cientistas sempre querem saber cada vez mais sobre como nasce um buraco negro. O vídeo acima conta um pouco da história da pesquisa em Cygnus X-1.
Telescópios da NASA Ajudam a Desvendar o Antigo Mistério de Uma Supernova

Esta imagem combina dados de quatro telescópios espaciais diferentes para criar uma visão multi-comprimento de onda de tudo o que resta do mais antigo exemplo documentado de uma supernova, a chamada RCW 86.
Um mistério que começou a aproximadamente 2000 anos atrás, quando os astrônomos chineses testemunharam o que seria uma explosão estelar no céu, está sendo resolvido. Novas observações infravermelhas feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA e pelo Wide-field Infrared Survey, ou WISE, revelam como a primeira supernova que se tem conhecimento ocorreu e como ela espalhou sua parte remanescente a grandes distâncias.
As descobertas mostram que a explosão estelar aconteceu numa cavidade, permitindo que o material fosse expelido pela estrela e viajasse muito mais rápido e muito mais longe do que aconteceria se esse não fosse o ambiente.
“Essa remanescente de supernova é muito grande e muito rápida”, disse Brian J. Williams, um astrônomo na Universidade Estadual da Carolina do Norte em Raleigh. Williams é o autor principal de um novo estudo que detalha as descobertas e que foi publicado no Astrophysical Journal. “Ela é entre duas a três vezes maior do que seria esperado para uma supernova que foi testemunhada a aproximadamente 2000 anos atrás. Agora, nós somos capazes de finalmente apontar a causa”.
Em 185 A.C. os astrônomos chineses notaram uma estrela “convidada” que misteriosamente apareceu no céu e ali ficou por 8 meses. Nos anos de 1960, os cientistas determinaram que o misterioso objeto foi a primeira supernova documentada na história. Mas tarde eles apontaram a RCW 86 como sendo uma remanescente de supernova localizada a aproximadamente 8000 anos-luz de distância. Mas os mistérios continuavam. A parte remanescente circular da estrela era muito maior do que se esperava. Se essa parte pudesse ser vista no céu em luz infravermelha, ela ocuparia uma região maior que a nossa Lua Cheia.
A solução para os mistérios veio através de novas observações infravermelhas feitas com o Spitzer e com o WISE e com dados anteriormente obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA e pelo Observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia.
As descobertas revelam que o evento é uma supernova do Tipo Ia, criado por uma morte relativamente tranquila de uma estrela como o Sol que se transformou em uma densa estrela chamada de anã branca. Acredita-se que a anã branca tenha posteriormente explodido em uma supernova, após sugar matéria ou combustível de uma estrela próxima.

Imagens infravermelhas do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e do Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) são combinadas nesta imagem da RCW 86, o empoeirado resto do mais antigo exemplo documentado de uma estrela que explodiu, ou supernova. Ela mostra tanto a luz da remanescente por si só como a luz de fundo relacionada à nossa Via Láctea.
“Uma anã branca é como a cinza de um incêndio”, disse Williams. “Se você colocar gasolina ela explode”.
As observações também mostram pela primeira vez que uma anã branca pode criar uma cavidade ao redor antes de explodir em um evento do Tipo Ia. Uma cavidade explicaria por que a remanescente RCW 86 é tão grande. Quando a explosão ocorreu, o material ejetado teria viajado sem impedimento de gás e poeira e dessa forma se espalhando rapidamente.
O Spitzer e o WISE permitiram que a equipe de astrônomos pudessem medir a temperatura da poeira que constitui a RCW 86 que é de aproximadamente 325 graus Fahrenheit, ou -200 graus Celsius. Eles então calcularam quanto gás precisaria estar presente dentro da remanescente para aquecer a poeira a essas temperaturas. O resultado aponta para um ambiente de baixa densidade por muito tempo durante a vida da remanescente, essencialmente uma cavidade.
Os cientistas inicialmente suspeitaram que a RCW 86 era o resultado de um núcleo colapsado de uma supernova, o tipo mais poderoso de explosão de uma estrela. Eles haviam visto pistas de uma cavidade ao redor da remanescente, e, nessa época, essas cavidades só eram associadas com núcleos colapsados de supernovas. Nesses eventos, uma estrela massiva sopra material para longe antes de explodir, cavando assim buracos ao seu redor.
Mas outras evidências argumentam contra o núcleo colapsado da supernova. Dados de raios-X do Chandra e do XMM-Newton indicam que o objeto consiste de uma grande quantidade de ferro, um sinal de uma explosão do Tipo Ia. Juntamente com as observações infravermelhas, uma imagem de uma explosão de supernova do Tipo Ia dentro de uma cavidade emergiu.
“Os astrônomos modernos revelaram um segredo de um mistério cósmico de dois milênios somente para revelar outro mistério”, disse Bill Danchi, cientista do programa Spitzer e WISE na sede da NASA em Washington. “Agora, com vários observatórios estendendo nossos sentidos no espaço, podemos apreciar plenamente a física notável por trás da morte agonizante de uma estrela, e ainda poder admirar de forma espetacular o cosmos como os antigos astrônomos.”
Fonte:
http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2011-329&cid=release_2011-329
Aglomerado de Estrelas Tem Segredo Revelado na Constelação de Corona Australis
Radiação em forma de raios-X provenientes de estrelas jovens e radiação infravermelha proveniente de estrelas e da poeira cósmica foram combinadas nessa imagem de cores falsas para mostrar a região de formação de estrelas em Corona Australis, a Coroa do Sul. O pequeno agrupamento de estrelas é conhecido como Aglomerado da Pequena Coroa. Localizado a apenas 420 anos-luz de distância da Terra, o aglomerado oferece uma visão relativamente próxima das estrelas e protoestrelas se desenvolvendo com uma grande variedade de massas. As observações sugerem que raios-X energéticos são provenientes das atmosferas estelares quentes e estendidas ou das coroas das estrelas localizadas no aglomerado. A imagem multiespectral se espalha por aproximadamente 2 anos-luz e foi produzida usando dados obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra e pelo Telescópio Espacial de Infravermelho Spitzer, ambas missões da NASA. Abaixo além de uma imagem que mostra o contexto de localização desse aglomerado numa região do céu repleta de objetos interessantes pode-se ver também as imagens obtidas pelo Chandra e que foram usadas para compor a imagem principal, mostrada acima.
Fonte:
http://apod.nasa.gov/apod/ap070921.html
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