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Ontem, dia 26 de Março de 2012, aconteceu nos céus do mundo inteiro um belo alinhamento cósmico. A Lua em sua fase crescente e bem jovem, juntamente com os planetas Júpiter e Vênus proporcionaram um espetáculo magnífico e que graças à tecnologia disponível atualmente foi registrado em larga escala em todo o planeta. Diferente dos eclipses da Lua que ocorrem numa parte do planeta que está na noite e pior ainda do eclipse do Sol que só privilegia poucas pessoas devido à estreita faixa de sombra que é projetada na Terra, as conjunções fazem com que boa parte do planeta Terra possa acompanhar esse fenômeno.

Lógico que em determinados lugares a aproximação é maior que em outros, mas só o fato de se poder olhar para um pequeno trecho do céu e ver ali dois planetas e o nosso satélite natural é algo que faz ou pelo menos devia fazer todos pararem o que estão fazendo e darem uma leve olhada para o céu. Desde o final do mês de Fevereiro e início do mês de Março Júpiter e Vênus veem bailando juntos no céu, chegaram a ficar bem próximos no dia 5 de Março e depois começaram a se afastar, mas logo receberam a visita da Lua, que bem jovem em sua fase crescente não atrapalhou em nada as observações e o registro dessa bela conjunção, muito pelo contrário só compôs de forma maravilhosa um quadro já quase perfeito.

Hoje vivendo na era das redes sociais em minutos somos inundados com fotos maravilhosas, curiosas, de todos os pontos do planeta e que mostram o mesmo fenômeno, variando logicamente o ponto de vista do observador. Nesse mar de informações e imagens fiz uma busca e selecionei no Facebook, Twitter e Flickr algumas das imagens que achei interessantes e que retratam muito bem esse fenômeno. Não teve como colocar a fonte de todas as pessoas que peguei as fotos, pois foram muitas, mas fica aqui o registro, se alguém se sentir ofendido retiro imediatamente a foto. Entre muitas delas têm fotos feitas pelo Gustavo Rojas e pela Kamilly no interior de São Paulo que tiveram a sorte de ter um céu esplendoroso para a observação. Eu também registrei o fenômeno com a câmera do meu celular e observando a conjunção da esquina entre a Av. Paulista e a Rua Bela Cintra aqui em São Paulo onde moro, ou seja, nem o ambiente e nem a tecnologia apropriada, mas mesmo nessas condições o registro foi interessante.

Vocês poderão notar algumas diferenças entre as fotos, as principais são, as fotos feitas no hemisfério sul apresentam a Lua, logo abaixo Vênus e bem abaixo Júpiter, se mudarmos somente a latitude, ou seja, se caminharmos para o norte, Vênus começa a ficar do lado da Lua e depois passa a ficar sobre a Lua. Se mudarmos a longitude, caminhando para leste ou oeste, o planeta se aproxima ou se afasta da Lua também.

Dentre as centenas de fotos que observei nesses dois dias, uma chamou a atenção especial, não só de mim, mas também do site LPOD. É a foto mostrada acima, onde é possível quatro luas na imagem. Três das chamadas luas Jovianas de Júpiter, Io, Ganimede e Calisto e o nosso próprio satélite natural. Europa não pode ser visto diretamente, pois nesse momento se encontrava exatamente sobre o disco de Júpiter gerando uma sombra no planeta gigante. O interessante nessa imagem acima é que Io, por exemplo, tem quase o mesmo tamanho da nossa Lua, mas está 2200 vezes mais distante por isso só aparece como um pequeno ponto de luz. Aproveitem a galeria montada com as fotos da conjunção planetária de Vênus, Júpiter e a Lua.

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Galeria de Imagens – 23 de Março de 2012

sexta-feira, março 23, 2012 posted by sacani

A primeira foto dessa pequena galeria mostra as regiões de Syrtis Major, Arabia e Eden em Marte e foi registrada por um telescópio em Sao Petesburgo no dia 1 de Março de 2012. O fato interessante dessa foto é que ao mesmo tempo que uma névoa cobria a cidade de São Petesburgo aqui na Terra, uma névoa também pôde ser vista nos limbos e na região polar do Planeta Vermelho.

A foto acima mostra o aglomerado aberto de estrelas conhecido como NGC 752 que fica localizado na constelação de Andrômeda, a Princesa. Esse aglomerado brilha com uma magnitude de 5.7, ou seja, brilhante o suficiente para que muitos observadores consigam observá-lo até mesmo a olho nu em locais bem escuros e longe da poluição luminosa. Na mesma imagem é possível ver outro tipo de aglomerado na parte terminal sul do NGC 752. Porém, ao invés de ser um aglomerado de estrelas, esse é um aglomerado de galáxias, conhecido como Abell 262 e que possui algumas dezenas de objetos com magnitude 13 ou mais apagados ainda. A foto acima foi feita com um telescópio Takahashi de 4 polegadas, FSQ-106ED, um refrator apocromático, com uma câmera SBIG ST-2000XM CCD, com filtros LRGB e com exposições de 45, 72, 72 e 72 respectivamente por filtro.

A última foto dessa galeria, mostrada acima, apresenta as galáxias M81 e M82, também conhecidas como Galáxias do Bode e do Charuto. Esse par de galáxias se localiza a aproximadamente 12 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação da Ursa Major, a Grande Concha. A galáxia espiral à direita é a Galáxia do Bode, que também é conhecida como Messier 81 ou NGC 3031. A Galáxia do Charuto, Messier 82 ou NGC 3034 é a galáxia de explosão de estrelas localizada à esquerda. A proximidade da Galáxia do Bode com a Terra, seu tamanho relativamente grande, seu relativo brilho superficial, com magnitude aparente de 6.94, e o seu núcleo ativo que abriga um buraco negro supermassivo, faz dela um alvo popular tanto para astrônomos amadores como para astrônomos profissionais. Um pouco abaixo da Galáxia do Bode, a uma distância de 12 milhões de anos-luz está uma galáxia anã irregular com uma magnitude aparente de 16.5 e conhecida como Holmberg IX, e é uma galáxia satélite da galáxia do Bode. A Holmberg IX recebeu esse nome em homenagem a Erik Holmberg que foi o primeiro a descrevê-la. Acredita-se que essa galáxia tenha se formado nos últimos 200 milhões de anos, fazendo dela a galáxia mais nova perto da Terra. Embora a Galáxia do Charuto, com uma magnitude aparente de 8.41, seja mais apagada do que a Bode, ela é cinco vezes mais brilhante que a Via Láctea e uma centena de vezes mais brilhante que o centro da nossa galáxia. A classificação da M82 como galáxia de explosão de estrelas, significa que ela está atravessando uma fase com alta taxa de formação de estrelas, tanta que em 2005, o Telescópio Espacial Hubble revelou 197 jovens aglomerados massivos em seu núcleo de explosão de estrelas. A M82 foi descoberta junto com a M81 em 31 de Dezembro de 1774 por Johann Elert Bode. Pierre Mechain as redescobriu como manchas nebulares em Agosto de 1779 e relatou essa redescoberta a Charles Messier que mais tarde, em 9 de Fevereiro de 1781 as incluiu em seu famoso catálogo. Halton Arp, incluiu a M82 em seu Catálogo de Galáxias Peculiares como sendo a de No. 337.

A foto acima foi feita com o seguinte equipamento e de acordo com os seguintes dados técnicos:

Telescópio: Stellarvue Raptor SVR105 @ f/7
Accessórios: Stellarvue SFF7-21 flattener; Dew control by Dew Buster; Alnitak Flat-Man
Montagem: Takahashi EM-200 Temma2
Câmera: QSI583wsg CCD @ -25.0C
Guia: Starlight Xpress Lodestar via PHD
Filtros: Astrodon Tru-balance E-Series Generation II LRGB
Exposição: 50 x 6min.(L); 12 x 4min.(R) binned 2×2; 12 x 4min.(G) binned 2×2; 12 x 4min.(B) binned 2×2
Aquisição: ImagesPlus Camera Control v4.3
Processamento: Calibration, DDP in Images Plus v4.5; Registration in Registar
Pós-processamento: ImagesPlus 4.5; Adobe Photoshop CS5
Datas: February 26, March 10, 2012
SQM reading (begin – end): N1:18.90 -19.19; N2:18.89 – 18.43
Temperatura (begin – end): N1:51.4ºF – 41.2ºF; N2:51.1ºF – 39.7ºF
Lua: N1: Waxing Crescent – 23%; N2:Waning Gibbous – 90%
Local: Hendersonville, TN, USA

Fonte:

www.astronomy.com

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No dia 22 de Janeiro de 2012, observadores no hemisfério norte foram recompensados com maravilhosas auroras que apareceram nos céus. A causa dessas auroras foi uma tempestade geomagnética Kp com nível 5.67 que originou a partir de uma atividade solar no dia 19 de Janeiro de 2012, produzindo auroras visíveis em todo o hemisfério norte da Terra e até mesmo moradores do sul e nordeste da Inglaterra puderam observá-las. Aqui uma seleção de imagens e vídeos dessa maravilha da natureza.

Fonte:

http://www.universetoday.com/92855/stunning-auroras-from-around-the-world-january-22-23-2012/


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A nave Soyuz TMA-03M foi lançada desde o Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão nessa quarta-feira, dia 21 de Dezembro de 2011, carregando a bordo a tripulação da chamada Expedição 30 que vai ocupar a Estação Espacial Internacional, ISS. A tripulação é constituída pelo comandante da Soyuz, o russo Oleg Kononenko, o engenheiro de voo da NASA Don Pettit e o astronauta da Agência Espacial Europeia, Andre Kuipers. Eles passarão os próximos 5 meses morando na ISS.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2135.html


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Imagem de Matthew Wastell, Austrália


No último sábado, dia 10 de Dezembro de 2011, aconteceu o último eclipse total da Lua do ano. Infelizmente para nós, brasileiros, não foi possível observar o fenômeno, que dessa vez foi melhor observado para os moradores da Ásia. A parte oeste dos EUA e uma parte da Europa também conseguiram observar o fenômeno perto do amanhecer ou do anoitecer. Aqui uma galeria de fotos e vídeos coletados desde sábado tentando retratar da melhor forma possível esse belo fenômeno que é um eclipse total da Lua. Espero que gostem.

Eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011 fotografado por John Harrison com a Lua eclipsada sobre a ponte Golden Gate em San Francisco.

Humza Mehbub, Lahore, Paquistão.

Anthony Citrano, eclipse sobre Malibu e as Montanhas de Santa Monica.

Daniel Fischer registrou essa imagem do eclipse total da Lua durante sua viagem por Ranihet, Índia

Michael Zeiler fez essa bela composição de imagens do eclipse total da Lua em Los Alamos.

Eclipse total da Lua sobre Las Vegas - Jim Werle.

JoAnne and Michael Schnyder fizeram essa imagem do eclipse total da Lua, direto de Cape Verde, Arizona.

Para alguns moradores dos EUA como Adam Gray, o eclipse pôde ser visto com a Lua bem baixa no horizonte, como mostra a imagem acima.

Lua eclipsada observada através do conhecido Turret Arch no Arches National Park perto de Moab no estado norte-americano de Utah.

Composição de imagens do eclipse total da Lua feita no Griffith Observatory em Los Angeles.

Uma linda imagem, a Lua eclipsada e a famosa placa de Hollywood observados desde o Griffith Observatory em Los Angeles.

O eclipse da Lua e mais um monumento mundial famoso, dessa vez a Sydney Harbour Bridge na Austrália.

A Lua parcialmente eclipsada perto da Tokyo Tower no Japão.

Lua totalmente eclipsada pela sombra da Terra - Tokyo, Japão.

Uma grande Lua eclipsada sobre Indian Peaks no Colorado. Crédito: Patrick Cullis

Eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011, observado sobre o Oceano Pacífico perto de San Diego. Crédito: Paul Miller

O eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011 como observado por Robert Sparks (a.k.a. HalfAstro) no Arizona.

Indian Peaks no Colorado com a Lua eclipsada. Crédito: Patrick Cullis

O eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011 como observado desde British Columbia, Canadá. Crédito: Suraky

A Lua totalmente eclipsada e circundada por estrelas como visto em Ranikhet, UK, Índia. Crédito: Daniel Fischer.

Outra imagem do eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011 em Ranikhet, UK, Índia. Crédito: Daniel Fischer.

A Baía de San Francisco e a Lua Eclipsada em 10 de Dezembro de 2011. Crédito: Alok Singhal

Uma composição de imagens do eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011, como observado desde Ankara, Turquia. Crédito: M. Rasid Tugral

A Lua eclipsada como vista em Oakland, Califórnia. Crédito: Eexelbots

O observador Charles R. Jones II fez essa imagem do eclipse total da Lua de 10 de Dezembro de 2011 em Phoenix, Arizona.


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Galeria de Imagens – 25 de Novembro de 2011

sexta-feira, novembro 25, 2011 posted by sacani


No dia 17 de Novembro de 2011, o Sol estava calmo e por isso, um astrofotógrafo decidiu colocar junto 5 mosaicos que mostravam algumas regiões interessantes do Sol. A imagem acima mostra belas proeminências, filamentos, plages e uma imensa feição denominada de filaprom, ou seja, uma proeminência que serpenteia o Sol no seu limbo e que se espalha a uma grande distância do Sol também.

Os observadores às vezes se referem a esse objeto como sendo o “Grande” aglomerado globular. Dos 10 aglomerados globulares mais brilhantes do céu, somente dois, o M5 (o sétimo mais brilhantes) e o M13 (o oitavo mais brilhantes) se localizam no hemisfério norte. O M13, contudo, localiza-se aproximadamente 35º mais alto no céu que o M5 para os observadores do norte, assim sendo ele é o aglomerado globular mais brilhante e mais familiar para os astrônomos amadores. O astrônomo inglês Edmond Halley descobriu esse aglomerado globular em 1714. Messier o catalogou em 1 de Junho de 1764. A primeira linha de sua descrição original parece atualmente algo cômico: “Uma nebulosa que eu tenho certeza não possui nenhuma estrela”. Nas condições de um céu escuro, é possível identificar facilmente o M13 sem a ajuda de nenhum artefato óptico como uma “estrela” nebulosa a dois terços do caminho da estrela de magnitude 3.0 Zeta para a estrela de magnitude 3.5 Eta Herculis.

Nossa galáxia próxima, depois da Galáxia Anã de Sagittarius, é um dos sinais mais maravilhosos de se ver no céu do hemisfério sul. Observada pela primeira vez pelos astrônomos Persas e depois por Américo  Vespúcio, foi mesmo Fernão de Magalhães em sua viagem de 1519 que deu popularidade a ela. Como muitas outras galáxias irregulares a Grande Nuvem de Magalhães é muito rica em poeira e em regiões HII. Atualmente ela se encontra num intenso processo de formação de estrelas.

A imagem acima foi feita em Novembro de 2011, num local a 108 km de Buenos Aires na Argentina, usando um telescópio refrator, TMB 92 L, e uma câmera QSI 583 WS numa montagem NEQ6 com um tempo total de exposição de 2 horas através de filtros Baader.

Fonte:

www.astronomy.com


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Acima o foguete Soyuz TMA-22 é visto na sua base de lançamento durante uma tempestade de neve que marcou o dia 14 de Novembro de 2011 no Cosmódromo de Baikonur no Casaquistão. Nesse dia o foguete Soyuz TMA-22 foi lançado rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) levando os membros da Expedição 29. Abaixo você confere uma galeria de imagens feitas durante o lançamento do Soyuz, pode-se notar que a neve castigou a região sem parar durante todo o momento do lançamento.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2106.html


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Galeria de Imagens – 13 de Novembro de 2011

domingo, novembro 13, 2011 posted by sacani


Uma das galáxias mais ativas do céu localiza-se na grande porém difícil de ser reconhecida, constelação de Cetus, a Baleia. E ainda mais terrível para os observadores é o fato de grande parte da atividade dessa galáxia acontecer fora dos comprimentos de onda da luz visível. Esse fato leva os observadores a começarem a chamar essa galáxia pela sua designação de rádio, à medida que ela foi a primeira forte fonte de rádio identificada nessa constelação, a Cetus A. O astrônomo francês Pierre Méchain descobriu a M77 com magnitude 8.9 mostrada à esquerda na imagem acima em 1780. Seu amigo e caçador de cometas Charles Messier a incluiu em seu catálogo no dia 17 de Dezembro. Os astrônomos classificam a M77 como uma galáxia do tipo Seyfert. O astrônomo americano Carl K. Seyfert, que viveu entre 1911 e 1960 foi o pioneiro na pesquisa de emissões nucleares pelas galáxias espirais. Ele descreveu as galáxias que possuíam um núcleo brilhante que emitia luz com as linhas de seu espectro de emissão e exibiam linhas de emissões mais largas. Essas feições no espectro indicavam que os núcleos das galáxias estavam expelindo gigantescas nuvens de gás a altas velocidades. Além da M77, na imagem acima pode-se ver também a NGC 1055 com magnitude 10.6 na parte superior direita da imagem. Essa foto foi feita usando um telescópio refrator de 10 polegadas Optical Guidance Systems Ritchey-Chrétien em f/9, com uma câmera CCD Atik 11000C, a imagem em RGB foi obtida com uma exposição de 3 horas através de cada filtro.

A Imagem acima mostra a IC 59 e a IC 63, esse par é uma combinação de uma nebulosa de emissão e de reflexão localizada na constelação da Cassiopeia. Localizadas a aproximadamente 600 anos-luz de distâncias, as nuvens não estão na verdade se derrentendo, mas elas estão vagarosamente se dissipando sob a influência da radiação ultravioleta ionizante emitida pela estrela quente e luminosa gamma Cas. A estrela gamma Cas está fisicamente localizada a somente 3 a 4 anos-luz de distância das nebulosas, na parte inferior direita do quadro acima.

Outra atração da constelação da Cassiopeia é a NGC 457, mostrada acima.

Fonte:

www.astronomy.com


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Espera-se que o satélite da NASA de 6 toneladas conhecido como Upper Atmosphere Research Satellite, ou UARS, caia na Terra no final da noite dessa sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, ou no começo do sábado, dia 24 de Setembro de 2011. A entrada do satélite na atmosfera da Terra irá gerar uma chuva de dezenas de grandes pedaços e detritos que atingirão a superfície. Mas nem pense em pegar um pedaço e levar com você.

O público em geral deve encontrar partes do satélite onde eles caírem, ou como as atuais projeções sugerem a queda deve acontecer no oceano, de modo que os pedaços serão capturados depois que chegarem nas costas, e NASA aconselha às pessoas a manterem distância dessas partes, por motivos de segurança e por motivos legais.

“Se você encontrar algo que pensa que pode ser um pedaço do satélite UARS, não toque. Contate um oficial local para a ajuda específica”, escreveu a NASA em sua página na internet há duas semanas atrás quando tornou-se evidente que a queda do  UARS se aproximava.

Os cientistas que estudam os detritos orbitais predizem que mais de 26 partes do satélite de 10.6 metros sobreviverão à reentrada na atmosfera da Terra e tocaram a terra ou mergulharão no oceano. Uma antena de alto ganho, tanques de combustível, baterias e anéis de reação estão entre os componentes que devem atingir a Terra.

No total a previsão é de que os detritos do UARS somem 500 kg, do total de 5.7 toneladas do satélite sendo que os fragmentos mais massivos devem ter um pouco mais de 150 kg.

O UARS foi descomissionado em 2005 depois de 14 anos de serviço, não tendo mais combustível ou nenhum outro material ameaçador à primeira vista, o público deve entrar em contato com seus detritos. Nenhuma dessas partes deve estar pegando fogo quando estiver na terra.

“Os pedaços do UARS que pousaram na Terra não estarão muito quentes. O calor se dissipará a uma altura de 20 milhas da Terra”, escreveu a NASA em seu canal no Twitter nessa sexta-feira, dia 23 de Setembro de 2011.

Do ponto de vista da segurança, a principal razão para não tocar nos detritos, diz a NASA, é que existe a chance de se machucar no metal afiado. Não é algo pouco comum que bordas afiadas se formem à medida que o satélite se desintegre na reentrada e então caia na Terra.

Mas mesmo se você tomar todos os cuidados ao tocar as partes do satélite, existe outra razão por que a NASA quer que o público chame as autoridades: cada peça do UARS pertence aos EUA.

“Pelo fato dele ser um satélite do governo americano, qualquer objeto que atingir a Terra e que deverá ser encontrado ainda é propriedade dos EUA”, disse Nick Johnson, cientista chefe do Orbital Debris Program Office da NASA no Johnson Space Center em Houston. “Nós não temos a intenção de tentar vender as peças no eBay”.

Pedaços do satélite UARS devem cair nos EUA e nesse caso não tem problema, pois as leis americanas serão aplicadas. Qualquer parte encontrada será devolvida ao governo. As pessoas que guardarem peças como lembranças estarão violando leis propriedade do governo.

Se os detritos caírem fora dos EUA, ou se chocar com o oceano, e depois aparecer nas costas de países estrangeiros, então o tratado Outer Space Treaty das Nações Unidas assegura aos EUA a opção de requerer os pedaços do UARS. Qualquer uma das 100 nações que fazem parte da convenção de 1967 pode ser requerida para ajudar, e os EUA serão responsáveis pelos custos de transporte.

O interesse da NASA em recuperar as partes do UARS tem mais a ver com a proteção público do que um desejo de estudar os fragmento, apesar de que os cientistas de detritos espaciais dizem que as menores partes que serão encontradas podem ser usadas para eles entenderem o que pode sobreviver a uma reentrada na atmosfera controlada e não controlada.

Para acompanhar  o que está acontecendo com o UARS acesse: http://reentrynews.aero.org/1991063b.html

Fonte:

http://www.space.com/13064-falling-satellite-debris-uars-nasa-property.html 


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Um foguete Ariane 5 partiu da base de lançamento na América do Sul durante o pôr-do-Sol da quarta-feira, dia 21 de Setembro de 2011, o lançamento foi um sucesso com o foguete chegando até a sua órbita de transferência geocincronizada para lançar o Arabsat 5C e o SES 2, ambos satélites de comunicação que irão cobrir o Oriente Médio e a América do Norte.

Essas fotos foram feitas desde a plataforma de observação Toucan localizada a aproximadamente 3 milhas ao sul da plataforma de lançamento. As fotos foram feitas por Stephen Clarck para o site Spaceflight Now.

Fonte:

http://www.spaceflightnow.com/ariane/va204/toucan/index.html

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