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Estreitos Canais Meandrantes em Talude de Cratera da Lua
Crateras lunares jovens sempre apresentam feições nítidas e espetaculares. A imagem acima destaca o talude oeste da cratera Fabbroni localizada na borda norte do Mare Tranquilitatis, perto do local de pouso da Apollo 17. Falhas no talude criaram muitos canais estreitos de material granular que fluiu pelo talude abaixo em direção ao centro da cratera.
A refletância do material muda dependendo de vários fatores, como a composição, o tamanho dos grãos, e a maturidade. O talude da cavidade da cratera é composto de múltiplas camadas e de seus detritos. A mistura desses materiais exibem várias refletâncias, que contrastam de forma nítida com as feições de fluxo.
Fonte:
http://www.lroc.asu.edu/news/index.php?/archives/561-Meandering.html#extended
Ejeção de Material Em Forma de Explosão Estelar É Registrado Em Cratera da Lua
Pequenas crateras de idade copérnica na Lua e sua cobertura de material ejetado as vezes pode parecer miniaturas de explosões estelares. Para crateras jovens como essa, localizada nas coordenadas de 25.876 graus de latitude sul e 136.081 graus de longitude leste, a alta refletância do material ejetado é causada pelo fato dele ter sido recentemente exposto pelo processo de impacto e por ser um material realmente jovem.
Quando nós observamos a cobertura de material ejetado de uma cratera em detalhe, podemos ver que existe uma grande variação em refletância dentro desse material ejetado o que faz parecer que esse material é varrido para fora da cratera em camadas. Durante o evento de impacto, o material é ejetado de uma cratera em crescimento e é depositado por um curto período de tempo. Contudo, a deposição não é instantânea e o material ejetado é expelido da cratera em crescimento em diferentes velocidades e ângulos dependendo de onde dentro da cavidade impactada ele se originou. Uma parte da rocha atingida é derretida e é também espalhada para fora da cratera com material pulverizado. Os dedos escuros e brilhantes de material ejetado podem ser vistos na imagem mais ampla e pode representar materiais granulares e derretidos, respectivamente. Além disso, o material ejetado localizado mais distante da cratera é mais fino e menos contínuo do que o material mais próximo da cratera. Na margem distal da cobertura de material ejetado o contraste observado pode simplesmente ser devido à maturação do material original mostrado entre os dedos de material recentemente ejetado. Com o passar do tempo geológico, o padrão explosivo do material ejetado gradativamente irá desaparecer à medida que o material amadurece e eventualmente no futuro nenhuma cobertura de material ejetado de crateras será visível em imagens da Lua feitas por sondas como a LRO.
Fonte:
http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/529-Ejecta-Starburst.html#extended
A Espetacular Cratera Ryder na Lua
A cratera Ryder na Lua tem uma forma bem estranha. Quando se observa a cratera, uma pergunta vem a tona, ela é uma cratera ou são duas? Ela tem 17 km em sua direção maior e 13 km na direção menor. O interior oeste da cratera está localizada a aproximadamente 1500 metros abaixo do anel oeste, enquanto que a porção leste do anel está a 3000 metros acima do mesmo interior. O escudo leste observado acima está 5000 metros acima do anel oeste.
Como a cratera Ryder ficou desse jeito? Ela se formou num talude íngreme, que certamente contribuiu para a sua estranha morfologia, mas ela pode ter se formado como resultado de um impacto oblíquo. Mas por que a sua forma lembra um boneco de neve? Ela foi formada por um impacto, ou por um asteroide que se dividiu? Como na maior parte dos complicados problemas geológicos, a resposta real é provavelmente uma combinação das duas hipóteses.
A cratera Ryder tem esse nome em homenagem a Graham Ryder um geólogo planetário que fez importantes contribuições para o nosso entendimento atual sobre a Lua. A imagem dessa cratera faz todo o sentido essa semana, pois está acontecendo a Lunar and Planetary Science Conference, onde muitos resultados sobre a Lua, Marte, Mercúrio e outros corpos do Sistema Solar estão sendo apresentados.
A imagem estereográfica feita com a câmera WAC da sonda LRO nos fornece uma impressionante imagem da topografia global dessa cratera. Contudo, para revelar a verdadeira história da cratera Ryder os cientistas precisam de mapas topográficos com linhas de contorno a cada 10 metros ou com uma resolução ainda melhor. Com o progresso da missão LRO a cratera Ryder será imageada em estereografia pela câmera NAC da sonda LRO, fornecendo aos cientistas imagens com melhor resolução e dando assim a oportunidade de modelar como essa cratera única se formou.
The WAC stereo dataset gives an awesome look at global topography. However, to really unravel the history of Ryder crater scientists need topographic maps with 10 meter contours, or better. As the LRO mission progresses Ryder crater will be imaged in stereo by the NAC, providing scientists with a higher resolution look, and thus the opportunity to model how this unique crater formed.
Fonte:
http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/546-Ryder-Spectacular!.html
Uma Breve História da Lua
Pode-se passar anos observando a Lua e dificilmente você verá alguma mudança no nosso satélite natural. Sem medo, podemos dizer que todas as crateras e todas as formações que vemos hoje na Lua sempre estiveram ali. Graças a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, ou LRO da NASA, é possível agora se conhecer a evolução do nosso satélite e a história escondida por ele, desde seu nascimento até a atualidade.
A hipótese mais aceita da formação da Lua é que ela se originou como o resultado de um grande impacto, ou seja, um corpo celeste do tamanho de Marte, aproximadamente se colidiu com a jovem Terra, arrancando material dela e colocando esse material em sua órbita, material esse que se fundiu para formar a Lua. Acredita-se que esse tipo gigantesco de impacto era comum no início do Sistema Solar.
A grande quantidade de energia liberada por esse grande impacto e a subsequente fusão do material na órbita da Terra pode ter derretido a camada superficial da Terra, formando um oceano de magma. A recém formada Lua pode também ter tido seu próprio oceano de magma lunar, estima-se que esse oceano tenha tido uma profundidade entre 500 km e todo o raio da Lua.
Fonte:
http://www.totastronomia.com/2012/03/la-historia-de-la-luna-en-menos-de-tres.html
http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2012/03/evolution-of-the-moon-a-nasa-narrated-video-tour.html
Vídeo Mostra Cientista Explicando a “Recente” Atividade Geológica da Lua
Novas imagens adquiridas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA mostram que a crosta da Lua está sendo levemente esticada, formando pequenos vales, no mínimo em algumas pequenas áreas. Imagens de alta resolução obtidas pela câmera LROC fornecem evidências que esses vales são muito jovens, sugerindo que Lua tem experimentado uma atividade geológica relativamente recente.
O cientista sênior do Instituto Smithsonian Tom Watters explica um pouco mais sobre essa “recente” atividade geológica da Lua nesse pequeno vídeo.
Imagem Mostra Em Detalhes a Parede Oeste da Cratera Aristarchus na Lua
O Platô Aristarchus está ancorado num vasto fluxo de lava proveniente do Oceanus Procellarum na Lua. Na borda sudeste do platô localiza-se a espetacular cratera Aristarchus, uma cratera de impacto com 40 km de diâmetro e 3 km de profundidade. Passeando por essa impressionante imagem panorâmica (clicando na imagem você acessa ela em resolução completa) você poderá se deparar diretamente com a parede oeste da cratera. Na parede da cratera você poderá descobrir algumas feições interessantes como os terraços, o material derretido por impacto escuro e depósitos de detritos, além de material brilhante que foi escavado no momento de formação da cratera e pedaços de rocha com até 100 metros de largura. Na sua resolução máxima, o mosaico tem 1.6 metros por pixel de escala, a nítida imagem foi criada a partir das imagens registradas pela câmera de ângulo restrito da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter em Novembro de 2011. O ponto do qual a sonda fez as imagens estava no momento a 70 quilômetros a leste do centro da cratera e a sonda se encontrava a somente a 26 quilômetros acima da superfície da Lua.
Fonte:
http://apod.nasa.gov/apod/ap120217.html
O Interior da Cratera Thales na Lua
Muitas crateras de idade Coperniciana e Eratosteciana na Lua possuem substanciais depósitos de material derretido por impacto tanto dentro como ao seu redor. Como muitas outras crateras na Lua, a cratera Thales localizada na coordenadas 61.732 graus de latitude norte e 50.284 graus de longitude leste, com aproximadamente 31 quilômetros de diâmetro é impressionante devido a diversidade de feições geológicas observadas nas imagens obtidas pelas câmeras NAC e WAC da sonda LROC. Na abertura principal desse post, um fluxo canalizado de material derretido por impacto segue em direção ao interior da cratera desde o alto da parede da mesma. O contato onde o interior da cratera e a parede se encontram é menos distinto, mas a mudança do material derretido por impacto canalizado para um material derretido por impacto fraturado mostra de forma representativa essa divisa. A morfologia desse material derretido por impacto na cratera Thales é excepcional.
É bem provável que os canais de material derretido por impacto se formaram nas paredes das crateras à medida que o material derretido por impacto ainda quente fluía das partes mais elevadas em direção ao interior da cratera, usando fraquezas e fissuras pré-existente nas rochas atingidas, feições geradas pelo violento evento de impacto. Quanto mais material derretido por impacto descia pela parede da cratera, maior ficavam os canais. Na média esses canais tem entre 25 e 40 metros de largura. Alguns canais parecem ser mais rasos do que outros, o que pode sugerir que a maior parte do material derretido por impacto fluiu através dos canais mais profundos, escavando mais material deles. Ou, talvez o material derretido por impacto esfriou e se solidificou nos canais mais rasos antes de alcançar o interior da cratera, isso explica as diferenças nas profundidades aparentes dos canais através dessa pequena região da parede da cratera. De forma comparativa, as fraturas no material derretido pelo impacto no interior da cratera representam o alívio de tensão ocorrido durante o resfriamento, à medida que o material derretido por impacto se solifdificava perto do contato entre o interior da cratera e a sua parede. Essas fraturas podem ter sido geradas pelo fato do material derretido por impacto ter alcançado a porção mais inferior da parede da cratera à medida que ele esfriou, gerando um terreno similar à mistura que se tem quando mistura maizena e água.
Fonte:
http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/512-On-the-Floor-of-Thales.html
NASA Encontra Nave Perdida no Lado Escuro da Lua
Os cientistas da NASA dizem terem encontrado o local de choque de uma sonda com a Lua (imagem acima), acidente esse que ocorreu na década de 1960. Para quem viu o filme Transformers – O Lado Escuro da Lua, pode pensar em alguma semelhança com o início do filme, mas não. Os cientistas acreditam que essa sonda seja a Lunar Orbiter 2 que desapareceu em 1967 durante uma passagem pelo lado escuro da Lua, enquanto a sonda ficou fora dos telescópios e perdeu a comunicação de rádio.
O principal objetivo da sonda Lunar Orbiter 2 era documentar áreas da Lua que seriam mais hospitaleiras para o pouso das missões Apollo e Surveyor. Durante seu período em órbita da Lua a sonda registrou 609 imagens de alta resolução e 208 quadros de tamanho intermediário. Entre essas imagens está a imagem abaixo da cratera Copernicus, tida por muitos como sendo a imagem do século.
Em 11 de Outubro de 1967 a sonda foi desligada de forma proposital, porém o local onde ela caiu até hoje não foi identificado com certeza.
Acredita-se agora que a sonda acidentada tenha sido identificada pela Lunar Reconnaissance Orbiter, ou LRO que atualmente mapeia a Lua com um detalhe sem precedentes na história. Durante a sua missão, a LRO já juntou mais de 192 terabytes de dados, o que é algo equivalente a 41000 DVDs de dados, imagens e mapas. Entre um dos achados mais espetaculares da LRO está a descoberta do ponto mais frio do Sistema Solar, uma cratera perto do polo norte da Lua que tem uma temperatura aproximada de 415 graus Fahrenheit negativos.
Abaixo dois exemplos de imagens obtidas pela LRO para se ter uma ideia do nível de detalhes. Atualizações quase que diárias podem ser encontradas no site do projeto na internet: http://www.nasa.gov/mission_pages/LRO/multimedia/index.html, ou aqui mesmo no blog CIENCTEC.
Fonte:
A Cratera Pytheas na Lua e Seus Depósitos
Dentro do anel sul da cratera Pytheas na Lua, localizada nas coordenadas 20.55 graus de latitude norte e 20.6 graus de longitude leste está uma grande combinação de camadas de basalto de mar, de fluxo granular e de depósitos de talude. No canto inferior esquerdo da imagem é possível ver os detalhes da erosão onde o material granular caiu longe do resto da superfície próxima ao anel. O rebento de alta refletância de material fluiu em uma faixa estreita sobre as camadas de basaltos de mar de refletância mais baixa, então após limpar o basalto, finalmente se dispersou em um cone amplo de depósito de talude. Esses cones de talude são comuns na Terra com alguns belos exemplos (como pode ser visto abaixo) que podem rivalizar com a beleza da Lua. Na Lua esses depósitos de talude são criados inteiramente pela gravidade, mas na Terra o vento e a água possuem um papel importante na sua formação.
Pytheas foi um geógrafo grego e um explorador que viveu na Terra por volta de 325 a.C.. Ele era da colônia grega que hoje é Marselha na França. Ele é especialmente importante para a geologia lunar já que foi ele o primeiro a relatar que as marés oceânicas na Terra eram provavelmente influenciadas pelas fases da Lua.
Fonte:
http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/509-Pytheas.html
A Cratera Dawes na Lua
A parede da cratera Dawes, na Lua, localizada nas coordenadas, 17.21 graus de latitude norte e 26.32 graus de longitude leste contém seções de espetaculares camadas de basaltos de mares. Contudo, a perda de massa, um processo geológico onde o material se move caindo pelas paredes da cratera graças a gravidade, tem iniciou a cobertura parcial desses maravilhosos afloramentos lunares. Fluxos granulares começaram acima do afloramento e então fluíram parede a baixo até o interior da cratera. Como pode ser visto na imagem principal desse post a topografia do afloramento de basalto fez com que o fluxo desviasse em passagens mais estreitas, longe de uma única passagem de fluxo diretamente para o interior da cratera. Como a cratera Dawes tem bilhões de anos de vida, o afloramento de basalto de mar eventualmente será totalmente coberto por material granular devido ao escorregamento das paredes da cratera e também devido à continuidade do processo de perda de massa.
Fonte:
http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/493-Dawes.html
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