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A correlação entre as estruturas do campo magnético observadas perto da superfície do Sol (reveladas nos grãos magnéticos preto e brancos, vistos através do instrumento HMI a bordo da sonda SDO) e o loops e as regiões ativas que são visíveis bem mais alto na coroa do Sol (vistos em luz extrema ultravioleta através do instrumento AIA a bordo da sonda SDO) se revelam de forma impressionante no vídeo acima.

O vídeo acima mostra o Sol durante sua atividade em mais de 4.5 dias, entre 4 e 8 de Abril de 2012. As fortes regiões em preto e branco indicam a forte polaridade magnética. Essas mesmas áreas, quando observadas mais alto na atmosfera solar, mostram como as forças geram os brilhantes loops de material que aparecem girando ao longo dessas linhas extensas de campos magnéticos. Esse vídeo é interessante, em essência, pois mostra digitalmente como se pode descascar as camadas do Sol.

Crédito: NASA/SDO.

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Esse enorme tornado entrou em erupção na superfície do Sol e é grande o suficiente para engolir o planeta Terra. De fato, ele poderia engolir cinco Terras.

Descoberto usando o satélite Solar Dymanic Observatory, SDO, da NASA, essa colossal massa em rotação é feita de gás super aquecido com temperatura variando entre 90000 e 3.6 milhões de graus Fahrenheit.

Durante o período de três horas, esse tornado se ergueu da superfície do Sol a uma altura de 125000 milhas, ou algo igual à metade da distância entre a Terra e a Lua. Os gases aquecidos foram ejetados a uma velocidade de 186000 milhas por hora. Só para se ter algo para comparar a velocidade do vento em tornados na Terra atinge 100 milhas por hora.

Os cientistas, anteriormente já haviam visto tornados solares menores com outros satélites de observação do Sol, mas esse, registrado em Setembro de 2011, acredita-se seja o primeiro a ter sido filmado. Desde então, os pesquisadores já observaram no mínimo mais um tornado solar, um tornado do tamanho da Terra que pode ser visto no vídeo abaixo.

Esses tornados normalmente antecedem eventos conhecidos como ejeções de massa coronal, ou seja, grandes erupções de partículas carregadas que explodem da superfície do Sol com uma energia enorme. Acredita-se que essas flares solares estejam relacionadas com interações entre as linhas de campo magnético do Sol, que têm um movimento giratório e que também forma tornados solares.

As imagens apresentadas nesse post e o filme abaixo foram divulgados durante o National Astronomy Meeting de 2012 em Manchester, Inglaterra no dia 29 de Março de 2012.

Fonte:

http://www.wired.com/wiredscience/2012/03/gigantic-solar-tornado/

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Os campos magnéticos de um par de regiões ativas são vistos conectados uns aos outros por centenas de milhares de quilômetros no vídeo acima, feito com dados obtidos pela sonda SDO da NASA entre os dia 14 e 16 de Março de 2012. Como finas videiras retorcidas as linhas de campo se esticam acima do Sol e estabelecem uma conexão com outras. Partículas carregadas estão girando ao longo das linhas de campo fazendo com que elas sejam visíveis na luz ultravioleta extrema. O material que está sendo observado aqui é o ferro ionizado aquecido a milhões de graus e mostrado no comprimento de onda de 171 Angstrom. Os arcos das linhas de campo podem ser vistos acima de cada região ativa, regiões essas que frequentemente são fontes de tempestades solares.

Crédito: NASA/SDO

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Num curto intervalo de tempo uma bela proeminência entrou em erupção no limbo oeste superior do Sol e uma flare de classe M1 foi gerada no limbo leste inferior da nossa estrela.
O vídeo mostra essas manifestações do nosso Sol através de vários comprimentos de onda do instrumento AIA que viaja a bordo da sonda Solar Dynamics Observatory, ou SDO da NASA.

Crédito: NASA SDO

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Manchas e Flares Solares

terça-feira, março 20, 2012 posted by sacani

O Solar Dynamics Obseratory (SDO) da NASA obteve essa imagem de uma flare de classe M7.9 no dia 13 de Março de 2012. Essa flare é mostrada aqui no comprimento de onda de 131 Angstrom, um comprimento de onda particularmente bom para se ver flares solares e um comprimento de onda que é normalmente colorido em verde azulado. Essa flare se originou na mesma região ativa conhecida como AR 1429, que produziu uma série de flares e de ejeções de massa coronal durante a semana passada inteira. A região se moveu através da face do Sol desde 2 de Março, e em breve rotacionará para fora do campo de visão da Terra.

Uma flare solar é uma intensa explosão de radiação vinda do lançamento de energia magnética associada com manchas solares. As flares são os maiores eventos explosivos do nosso Sistema Solar. Elas são vistas como áreas brilhantes no Sol e podem durar de minutos até horas.

Os cientistas classificam as flares solares de acordo com seu brilho em raios-X. Existem basicamente 3 categorias: X, M e C. As flares de classe X são os maiores desses eventos. As flares de classe M são de tamanho intermediário e podem causar breves quedas nos sistemas de rádio nas regiões polares da Terra. Se comparadas com as flares de classe X e M, as de classe C são pequenas e com pouca consequência notada na Terra.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2201.html

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O vídeo acima mostra a região AR 1429 no Sol, região essa que gerou as grandes tempestades solares recentemente. O vídeo cobre o intervalo entre 4 e 12 de Março de 2012. Pode-se notar como a mancha está quase sempre mudando à medida que seu campo magnético se realinha. As imagens foram feitas com a luz branca e medem gramas de intensidade.

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Após alguns das de um Sol tranquilo, a atividade solar agora está alta novamente. A grande mancha solar AR1429, que emergiu no dia 2 de Março de 2012, está agora estalando com fortes labaredas. Na manhã de hoje, dia 5 de Março de 2012, uma erupção da classe X1, a mais forte que existe, ocorreu no Sol as 0413 UT.

Essa labareda gerou uma brilhante Ejeção de Massa Coronal no espaço, que provavelmente vai errar a Terra, mas deve acertar Mercúrio e Vênus.

 Mesmo se essa CME errar a Terra, os observadores localizados nas altas latitudes do planeta devem estar atentos para a formação de belas auroras nas noites seguintes. Uma erupção de classe M2 de a mesma mancha solar no dia 4 de Março de 2012 produziu outra CME mais larga que pode sim atingir a Terra. Espera-se que a nuvem chegue com toda a sua intensidade ao campo magnético da Terra no dia 6 de Março de 2012 as 0430 UT (+/- 7 hr).

Se você tiver interesse em seguir o clima espacial como é chamado, veja as previsões feitas por cientistas da NASA no Goddard Space Weather Lab, visitando o site: http://iswa.gsfc.nasa.gov/downloads/20120305_085600_anim.tim-den.gif

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Satélite SDO Observa Eclipse Parcial do Sol no Espaço

segunda-feira, fevereiro 27, 2012 posted by sacani

A Lua apareceu entre o satélite Solar Dynamics Observatory (SDO) e o Sol (visto aqui em luz extrema ultravioleta) e produziu um eclipse parcial do Sol visto do espaço. Por 1 hora e 41 minutos a equipe do SDO observou o trânsito da Lua. Esse evento acontece algumas vezes por ano, e ele dá a oportunidade para a equipe entender melhor o instrumento AIA a bordo do SDO fazendo com que ele seja  ajustado de maneira fina. A borda muito bem definida do disco lunar ajuda os pesquisadores a medirem as características na órbita do telescópio, como por exemplo, como a luz difrata ao redor da óptica do telescópio e como o filtro suporta o gride. Uma vez que ele esteja calibrado é possível corrigir os dados do SDO devido a efeitos instrumentais fazendo com que as imagens fiquem cada vez mais nítidas.

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O vídeo acima mostra um pequeno grupo de manchas solares rapidamente se fundindo e se transformando num substancial grupo de manchas solares em menos de 2.5 dias, entre 9 e 11 de Fevereiro de 2012. Com seus instrumentos de alta resolução, o SDO pode seguir a ação do grupo com um detalhe impressionante. Manchas solares são regiões mais escuras e mais frias geradas por forças magnéticas abaixo da superfície do Sol. Elas são as vezes os locais onde nascem as tempestades solares, embora esse grupo em particular, mostrado no vídeo acima, não produza qualquer tempestade. Para se ter uma ideia de tamanho, as manchas maiores e mais desenvolvidas são maiores que a Terra.

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A mancha solar 1402 continua a liberar labaredas no Sol com muita intensidade. Às 18:37 UT dessa sexta-feira, dia 27 de Janeiro de 2012 essa região ativa produziu uma labareda classificada na maior das categorias das labaredas solares, ou seja, uma labareda da classe X. Para ser mais exato uma X2.

Como essa região ativa estava em rotação no limbo do Sol, a erupção não foi lançada diretamente para a Terra. Mas os prótons energéticos acelerados pela explosão estão agora ao redor do nosso planeta e uma tempestade de radiação de classe S1 está em progresso.

A tempestade de radiação de classe S1 é a mais baixa de todas numa classificação que vai de S1 até S5 e não tem nenhum impacto biológico, nenhuma operação de satélite será impactada mas alguns efeitos menores em rádios de alta frequência podem ser notados. O vídeo acima foi feito com imagens obtidas pela sonda SDO da NASA e mostra detalhes dessa erupção solar. 

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