Posts Tagged ‘Sistema Solar’
O Veludo Azul da Superfície de Mercúrio
No centro da imagem acima existe uma área de terreno escuro e azul escuro. Os cientistas que trabalham com a sonda MESSENGER referem a esse tipo de terreno como Material de Baixa Refletância, ou LRM do inglês. Além de ser escuro em todos os comprimentos de onda, o LRM reflete menos luz nos comprimentos de onda mais longos do que o material médio na superfície de Mercúrio. Os nossos olhos percebem a luz no comprimento de onda longo no final do espectro visível, como o vermelho, e nos curtos como o azul. Assim, o LRM é dito ter uma coloração azul com relação à superfície de Mercúrio como um todo. Entre as crateras mostradas na imagem acima pode-se citar a Kuiper, a Yeats, a Dominici e a Homer.
Fonte:
http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&gallery_id=2&image_id=849
A Cratera Vibidia em Vesta
Essa imagem feita com a câmera de enquadramento da sonda Dawn está centrada na cratera Vibidia, que tem aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro. Existe uma distinta distribuição de material brilhante e escuro ao redor da cratera Vibidia. Existem raios brilhantes que se estendem por aproximadamente 15 quilômetros em um padrão circular ao redor da Vibidia. Esses raios cortam crateras mais velhas e algumas crateras mais jovens que se formaram no topo delas. Os raios escuros estão na sua maior parte dentro da cratera e alguns se estendem por distâncias menores para fora do anel da cratera.
Essa imagem mostra a região localizada no Quadrante Tuccia do Vesta e o centro da imagem localiza-se nas coordenadas 26.6 graus de latitude sul e 220.4 graus de longitude leste. A sonda Dawn, obteve essa imagem com sua câmera de enquadramento através do seu filtro limpo no dia 21 de Outubro de 2011. A distância entre a sonda Dawn e a superfície do asteroide Vesta no momento da imagem era de 700 quilômetros no momento em que a imagem foi feita e a resolução da imagem é de 70 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase HAMO, ou seja, High Altitude Mapping Orbit, da missão da sonda Dawn em Vesta.
Fonte:
http://dawn.jpl.nasa.gov/multimedia/imageoftheday/image.asp?date=20120312
Fluxo de Arrasto de Regolito Identificado em Mercúrio
Essa imagem de altíssima resolução mostra o interior de uma cratera do hemisfério norte de Mercúrio. Perto da base da parede norte da cratera, nós podemos ver uma sútil linha curva, indicada na imagem acima pelas setas. A linha representa a borda de um lobo do material que provavelmente tem se formado pelo lento movimento do regolito solto descendo pelas partes mais íngremes da parede da cratera pela ação da gravidade. Os geólogos se referem a esse tipo de movimento como fluxo de arrasto.
Fonte:
http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&gallery_id=2&image_id=847
A Lua Brilhante e Refletiva Encélado de Saturno
Um brilhante e refletivo Encélado aparece antes dos anéis de Saturno, enquanto que a grande lua do planeta Titã flutua à distância.
Jatos de gelo de água e vapor emanam do polo sul de Encélado, o que dá pistas da presença de um mar rico em material orgânico em sua subsuperfície, e depósitos de hidrocarbonetos líquidos na superfície de Titã faz dessas duas as mais fascinantes luas do sistema saturniano.
Encélado com seus 504 quilômetros de diâmetro está no centro da imagem. Titã com seus 55150 quilômetros de diâmetro flutua de forma mais apagada no segundo plano na imagem além dos anéis de Saturno. Essa imagem foi feita olhando para a direção oposta de Saturno de Encélado e o lado voltado para Saturno de Titã. O lado norte e iluminado dos anéis é visto um pouco acima de seu plano na imagem acima.
Essa imagem foi feita com a luz visível verde com a câmera de ângulo restrito da sonda Cassini no dia 12 de Março de 2012. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 1 milhão de quilômetros de Encélado com o conjunto Sol-Encélado-Cassini, em fase com ângulo de 36 graus. A escala da imagem é de 6 km por pixel em Encélado.
Fonte:
http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2246.html
Cratera Warhol: A Pop Art Chega em Mercúrio
A imagem acima de Mercúrio foi montada no estilo Pop Art que ficou famoso com o artista americano Andy Warhol. O painel superior esquerdo é a imagem original feita pelo instrumento MDIS obtida em três cores. Os outros três painéis são coloridos para simular a icônica peça artística de Warhol. O nome Warhol foi recentemente aprovado pela União Astronômica Internacional para dar nome à grande cratera de impacto no centro da imagem. A cratera Warhol tem um pico central alongado pouco comum, um interior suave provavelmente formado pelo material derretido por impacto, e uma grande quantidade de cavidades.
Fonte:
http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&gallery_id=2&image_id=836
Sonda MESSENGER Fotografa Massivo Pico Central em Cratera de Mercúrio
O pico central massivo de uma cratera ainda sem nome em Mercúrio com mais de 100 km de diâmetro preenche a cena mostrada acima. Picos centrais se formam quando o material é soerguido das profundezas durante o processo de formação de crateras. Esse pico montanhoso mostrado acima tem cerca de 1 km de altura.
Fonte:
http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&gallery_id=2&image_id=846
Começando a Preencher o Vazio de Informações no Polo Norte de Mercúrio
Uma das novas campanhas do instrumento MDIS instalado na sonda MESSENGER em órbita de Mercúrio é obter imagens da região polar norte do planeta. Durante a missão primária da sonda MESSENGER, a região polar sul de Mercúrio foi repetidamente imageada e áreas que ficam permanentemente na sombra foram identificadas. Durante a missão estendida da MESSENGER, o instrumento MDIS irá fazer um esforço dedicado para obter imagens repetidamente da superfície localizada perto do polo norte de Mercúrio. A órbita altamente excêntrica da sonda MESSENGER que passa perto da superfície de Mercúrio nas altas latitudes do hemisfério norte, fornece uma oportunidade para que imagens de alta resolução sejam feitas da região polar norte do planeta mais próximo do Sol. A imagem acima já mostra um pequeno resultado desse esforço e está sendo usada já para cobrir uma pequena lacuna de imagens e informações perto do polo norte e que permaneceu sem dados depois da missão primária da sonda MESSENGER.
Fonte:
http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&gallery_id=2&image_id=845
Um Sobrevoo Virtual Sobre o Asteroide Vesta
Como seria sobrevoar o asteroide Vesta? Uma equipe de pesquisadores que trabalha com animação no German Aerospace Center recentemente pegou imagens reais e dados topográficos obtidos pela missão da sonda Dawn da NASA que atualmente está visitando o asteroide Vesta e com isso conseguiram gerar esse filme virtual mostrado acima. O vídeo começa com uma sequência sobre a Divalia Fossa, um par incomum de vales que cortam de forma paralela um terreno altamente povoado por crateras. Depois, a nave virtual explora a cratera Marcia com 60 km de diâmetro, mostrando numerosos e vívidos detalhes. Por fim, imagens obtidas pela sonda Dawn foram digitalmente trabalhadas e sofreram um exagero vertical para que pudessem revelar da melhor forma possível a montanha de 5 km de altura de Aricia Tholus. Atualmente, a sonda Dawn está começando a se afastar do asteroide Vesta depois de ter passado perto o suficiente do terreno para obter as imagens mais detalhadas da superfície e medidas de gravidades mais precisas do segundo maior asteroide do cinturão principal de asteroides do Sistema Solar. Em Agosto de 2012, a Dawn está programada para se afastar definitivamente do asteroide Vesta e seguir em direção a Ceres, o maior asteroide do Sistema Solar.
Fonte:
http://apod.nasa.gov/apod/ap120514.html
Artigo da Revista Science: A Forma e a Morfologia do Asteroide Vesta
Missão Dawn da NASA Revela Segredos do Gigantesco Asteroide Vesta – A História Completa
A sonda Dawn da NASA tem presenteado os pesquisadores com as primeiras análises orbitais do gigantesco asteroide Vesta, dando novas ideias sobre a criação e o parentesco com os planetas terrestres e com a Lua.
O Vesta tem se revelado como um fóssil especial do início do Sistema Solar com uma superfície mais diversa e variada do que se pensava originalmente. Os cientistas confirmaram de diversas maneiras que o Vesta lembra mais um pequeno planeta ou até mesmo a Lua da Terra do que outro asteroide. Os resultados estão publicados na edição da revista Science.
“A visita da sonda Dawn ao asteroide Vesta tem confirmado nossas vastas teorias sobre a história desses asteroides gigantes, ao mesmo tempo que tem vem nos ajudando a preencher os detalhes que seriam impossíveis de se saber à distância”, disse Carol Raymond, vice pesquisadora principal do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “A residência da sonda Dawn no Vesta por aproximadamente um ano têm feito com que as qualidades do asteroide parecido com um planeta óbvias e nos mostrado a nossa conexão com esse pedaço de fóssil cósmico no nosso céu”.
Os cientistas agora enxergam o Vesta como um bloco fundamental planetário, cheio de camadas com um núcleo de ferro, o único conhecido a sobreviver aos dias iniciais do nosso Sistema Solar. A complexidade geológica do asteroide pode ser atribuída ao processo que separou o asteroide em uma crosta, um manto e núcleo de ferro com um raio de aproximadamente 110 quilômetros a aproximadamente 4.56 bilhões de anos atrás. Os planetas terrestres e a nossa Lua se formaram de uma maneira semelhante.
A sonda Dawn, observou um padrão de minerais expostos pelas profundas cicatrizes criadas pelos impactos de rochas espaciais, que podem apoiar a ideia de que o asteroide em algum momento da sua existência teve um oceano de magma na sua subsuperfície. Um oceano de magma ocorre quando um corpo se derrete quase que completamente levando à geração das camadas de blocos fundamentais que podem formar os planetas. Outros corpos com oceano de magma acabaram fazendo parte da Terra e de outros planetas.
Os dados também confirmam um distinto grupo de meteoritos encontrados na Terra que em teoria se originaram do Vesta. As assinaturas do piroxênio, um mineral rico em ferro e em magnésio, nesses meteoritos se ajustam com essas rochas na superfície do Vesta. Esses objetos somam cerca de 6% de todos os meteoritos observados caindo na Terra.
Isso faz do asteroide uma das maiores fontes únicas de meteoritos da Terra. As descobertas também marcam a primeira vez que uma sonda foi capaz de visitar a fonte de amostras identificadas na Terra.
Os cientistas sabem agora que a topografia do Vesta é bem variada e acidentada. Algumas crateras no Vesta se formaram em taludes bem inclinados e tem escorregamentos aproximadamente verticais, com deslizamentos ocorrendo de maneira mais frequente do que o esperado.
Outra descoberta inesperada foi o fato do pico central do asteroide na Bacia Rheasilvia no hemisfério sul do asteroide ser muito maior e mais largo com relação ao tamanho da cratera do que os picos centrais das crateras encontradas em outros corpos do Sistema Solar como a Lua. O Vesta também apresenta semelhanças com outros mundos de baixa gravidade como as pequenas luas geladas de Saturno, e a sua superfície tem marcas claras e escuras que não se ajustam aos padrões previstos na Lua da Terra.
“Nós sabemos muito sobre a Lua e só estamos começando a aprender as coisas agora sobre o Vesta”, disse Vishnu Reddy, um membro da equipe da câmera de enquadramento da sonda Dawn no Max Planck Institute for Solar System Research na Alemanha e da Universidade de Dakota do Norte em Grand Forks. “Comparando os dois temos uma linha de tempo e a história de como esses gêmeos se desenvolveram no início do Sistema Solar”.
A sonda Dawn tem revelado detalhes das colisões que estão acontecendo no Vesta através de toda a sua história. Os cientistas da sonda Dawn agora podem datar os dois impactos gigantes que atingiram o hemisfério sul do Vesta e criaram a Bacia Veneneia a aproximadamente 2 bilhões de anos atrás e a Bacia Rheasilvia a aproximadamente 1 bilhão de anos atrás. A Rheasilvia é a maior bacia de impacto no Vesta.
“As grandes bacias de impacto na Lua são bem antigas”, disse David O’Brien, um cientista participante da sonda Dawn no Planetary Science Insitute em Tucson no Arizona. “O fato de que a maior bacia de impacto no Vesta é bem jovem é algo surpreendente”.
Fonte:
http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2012-132&cid=release_2012-132&msource=12132#7
`


























