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Os astrofotógrafos que tiram fotos do Sol estão acostumados a registrar naves e estações cruzando o disco solar. Durante anos, as silhuetas dos veículos espaciais como os ônibus espaciais e da ISS projetadas contra o disco solar produziram belas imagens. Agora um novo objeto se junta a essa constelação, a estação espacial da China, Tiangong-1. Em 11 de Maio de 2012, pela primeira vez, o especialista francês em fazer esse tipo de imagem, Thierry Legault registrou a estação cruzando o disco solar como pode ser visto na imagem acima.

“Orbitando a Terra a uma velocidade aproximada de 16500 km/h, a estação chinesa gastou 0.9 segundos para cruzar o disco do Sol”, disse Legault, que registrou esse trânsito de uma fração de segundo usando um filtro solar acoplado a um telescópio refrator Takahashi FSQ-106 e uma câmera Canon 5D Mark II.

Atualmente a silhueta da Tiangong-1 de 19000 libras é bem menor do que a sua companheira, a ISS que já tem 990000 libras. A Tiangong-1 irá crescer um pouco mais durante o verão de 2012, quando a nave Shenshou 9 irá levar três astronautas chineses para sua primeira visita a bordo da estação. A agência espacial chinesa que esse é só o primeiro passo para o desenvolvimento de uma grande estação espacial, muito maior planejada para ser lançada em 2020. Essa com certeza irá gerar silhuetas maiores contra o disco do Sol.

Você pode ver a Tiangong-1 a olho nu brilhando no céu noturno tão brilhante quanto as estrelas da Ursa Maior, por exemplo. Você pode conectar seu smartphone ao site www.spaceweather.com e receber diretamente o momento em que as estações são visíveis no seu local.

Fonte:

www.spaceweather.com

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O Sol Versus a Super Lua

sexta-feira, maio 11, 2012 posted by sacani

A imagem acima, mostra algo inusitado, na batalha entre a Lua e o Sol em termos de tamanho, a Lua ganhou por pouco. Mas essa vitória aconteceu somente num determinado dia. A foto acima foi feita fotografando a Lua e o Sol no dia 6 de Maio de 2012 com a mesma câmera e com o mesmo telescópio. O dia 6 de Maio de 2012 já está famoso pois nesse dia a Lua Cheia ocorreu perto do perigeu, ou seja, no ponto da órbita da Lua mais próximo da Terra, gerando a chamada super Lua, ou seja, a maior Lua Cheia do ano. Duas semanas depois, no dia 20 de Maio, a Lua estará no apogeu, o ponto mais distante da órbita da Lua ao redor da Terra, o que deve gerar a menor Lua em tamanho aparente. O mais interessante de tudo isso, é que geometricamente falando essa Lua estará na fase Nova e o melhor de tudo é que será fácil de fazer a comparação entre a Lua e o Sol, já que acontecerá o primeiro eclipse solar de 2012 que será visível na maior parte da Ásia, no Pacífico e na América do Norte. Ao longo da sua passagem de 240 a 300 quilômetros de largura o eclipse será anular. Perto do apogeu a menor Lua irá projetar sua silhueta no Sol, mas não irá cobrí-lo totalmente deixando um anel solar brilhante ao redor do Astro Rei.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap120511.html

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A Flare Solar de 16 de Abril de 2012

segunda-feira, maio 7, 2012 posted by sacani

A flare solar de classe M do dia 16 de Abril de 2012, que aparece em destaque na pequena caixa no canto superior esquerdo da imagem acima, foi um evento espetacular. Quando são atiradas em direção à Terra, flares como essa podem corromper de forma séria as redes de energia, e os sistemas globais de comunicação, uma vez que elas atinjam a nossa magnetosfera. Contudo, quando são vistas no limbo do Sol como essa, elas são atiradas para outros cantos do espaço e assim se tornam menos ameaçadoras.

Por conta da perspectiva, a imagem mostrada acima foi inserida numa imagem de disco completo do Sol e invertida no dia 13 de Abril. Aproximadamente 109 Terras caberiam no diâmetro angular do Sol, algo em torno de 0.5 graus. Em um tempo de aproximadamente 25 minutos essa flare solar percorreu uma distância equivalente a 40 Terras no limbo do Sol. Assim, colocando em números, 510419 km foram percorridos em 25 minutos. Isso dá uma velocidade aproximada de 1225007 km/h. A atividade inicial da flare foi observada às 17:45 UT, a imagem acima que mostra a extensão da flare foi feita às 18:10 UT. Para se ter uma comparação, a velocidade da luz é de 1079252850 km/h.

Fonte:

http://epod.usra.edu/blog/2012/05/solar-flare-of-april-16-2012.html

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No dia 16 de Abril de 2012 por volta das 17:45 UT, uma flare de classe M1.7 entrou em erupção no Sol, produzindo uma bela ejeção de massa coronal, ou CME, como pode ser visto no vídeo acima. A erupção aconteceu no limbo leste do Sol. No dia 15 de Abril de 2012, a mesma região ativa produziu outra grande ejeção de massa coronal. A flare de classe M1 é considerada de tamanho intermediário. Nem a erupção do dia 15 de Abril de 2012 e nem a erupção de hoje, 16 de Abril de 2012 parecem ter sido emitidas na direção da Terra. Como o mês de Março, Abril também começa a apresentar uma grande atividade do nosso Astro Rei.

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O pequeno vídeo acima mostra uma recente ejeção de massa coronal, ou CME, no Sol que emitiu uma nuvem de plasma na direção da sonda STEREO B da NASA.

As ejeções de massa coronal, ou CMEs, são explosões em forma de balão do vento solar que se levanta acima da coroa solar, expandindo à medida que é soerguida. O plasma solar é aquecido a dezenas de milhões de graus, e os elétrons, prótons e núcleos pesados são acelerados a uma velocidade perto da velocidade da luz. Os elétrons superaquecidos das CMEs se movem ao longo das linhas do campo magnético mais rápido do que o vento solar pode fluir.  O rearranjo do campo magnético e as fares solares podem resultar na formação de uma onda de choque que acelera as partículas à frente do loop da CME. Cada CME lança mais de 10 bilhões de quilos desse material, e a velocidade de ejeção pode alcançar os 1000 km/s em algumas flares. As flares solares e as CMEs são atualmente as maiores explosões do nosso Sistema Solar, tendo a potência aproximada de um bilhão de bombas de hidrogênio.

Crédito: NASA /SDO

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A correlação entre as estruturas do campo magnético observadas perto da superfície do Sol (reveladas nos grãos magnéticos preto e brancos, vistos através do instrumento HMI a bordo da sonda SDO) e o loops e as regiões ativas que são visíveis bem mais alto na coroa do Sol (vistos em luz extrema ultravioleta através do instrumento AIA a bordo da sonda SDO) se revelam de forma impressionante no vídeo acima.

O vídeo acima mostra o Sol durante sua atividade em mais de 4.5 dias, entre 4 e 8 de Abril de 2012. As fortes regiões em preto e branco indicam a forte polaridade magnética. Essas mesmas áreas, quando observadas mais alto na atmosfera solar, mostram como as forças geram os brilhantes loops de material que aparecem girando ao longo dessas linhas extensas de campos magnéticos. Esse vídeo é interessante, em essência, pois mostra digitalmente como se pode descascar as camadas do Sol.

Crédito: NASA/SDO.

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Uma semana de imagens feitas por uma das duas sondas STEREO Heliospheric, usando a sua sonda ‘Behind’ revelou no mínimo meia dúzia de ejeções de massa coronal, ou CMEs explodindo do Sol e sendo enviadas diretamente para o espaço, entre os dias 25 de Março e 2 de Abril de 2012. Esse equipamento tem uma visão grande angular e é um sistema desenvolvido para detectar as CMEs que entram erupção no Sol e que são enviadas em direção a Terra. Nessas imagens e filmes o Sol está à esquerda do campo de visão e não pode ser visível e a Terra está a milhões de quilômetros para a direita. O Sol tem estado ocupado emitindo essas tempestades solares que devem aumentar à medida que o Sol se aproximada do máximo do seu ciclo de 11 anos. O período de atividade máxima do Sol está previsto para acontecer em aproximadamente 1 ano. No vídeo acima pode-se ver que Mercúrio é o objeto brilhante se movendo da direita para a esquerda contra um fundo de estrelas perto do centro das imagens.

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Esse enorme tornado entrou em erupção na superfície do Sol e é grande o suficiente para engolir o planeta Terra. De fato, ele poderia engolir cinco Terras.

Descoberto usando o satélite Solar Dymanic Observatory, SDO, da NASA, essa colossal massa em rotação é feita de gás super aquecido com temperatura variando entre 90000 e 3.6 milhões de graus Fahrenheit.

Durante o período de três horas, esse tornado se ergueu da superfície do Sol a uma altura de 125000 milhas, ou algo igual à metade da distância entre a Terra e a Lua. Os gases aquecidos foram ejetados a uma velocidade de 186000 milhas por hora. Só para se ter algo para comparar a velocidade do vento em tornados na Terra atinge 100 milhas por hora.

Os cientistas, anteriormente já haviam visto tornados solares menores com outros satélites de observação do Sol, mas esse, registrado em Setembro de 2011, acredita-se seja o primeiro a ter sido filmado. Desde então, os pesquisadores já observaram no mínimo mais um tornado solar, um tornado do tamanho da Terra que pode ser visto no vídeo abaixo.

Esses tornados normalmente antecedem eventos conhecidos como ejeções de massa coronal, ou seja, grandes erupções de partículas carregadas que explodem da superfície do Sol com uma energia enorme. Acredita-se que essas flares solares estejam relacionadas com interações entre as linhas de campo magnético do Sol, que têm um movimento giratório e que também forma tornados solares.

As imagens apresentadas nesse post e o filme abaixo foram divulgados durante o National Astronomy Meeting de 2012 em Manchester, Inglaterra no dia 29 de Março de 2012.

Fonte:

http://www.wired.com/wiredscience/2012/03/gigantic-solar-tornado/

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Os campos magnéticos de um par de regiões ativas são vistos conectados uns aos outros por centenas de milhares de quilômetros no vídeo acima, feito com dados obtidos pela sonda SDO da NASA entre os dia 14 e 16 de Março de 2012. Como finas videiras retorcidas as linhas de campo se esticam acima do Sol e estabelecem uma conexão com outras. Partículas carregadas estão girando ao longo das linhas de campo fazendo com que elas sejam visíveis na luz ultravioleta extrema. O material que está sendo observado aqui é o ferro ionizado aquecido a milhões de graus e mostrado no comprimento de onda de 171 Angstrom. Os arcos das linhas de campo podem ser vistos acima de cada região ativa, regiões essas que frequentemente são fontes de tempestades solares.

Crédito: NASA/SDO

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Raio Verde No Sol É Fotografado Na Grécia

sábado, março 24, 2012 posted by sacani

A foto acima mostra um Sol pintado de rosa com uma mancha verde em seu topo como foi observado perto de Sparta na Grécia no último verão. Nesse claro e calmo amanhecer, o fotógrafo se posicionou numa cadeia de montanha numa altura de aproximadamente 1830 metros com uma visão desobstruída do horizonte leste e do nascer do Sol. O anel verde aqui é referido como um raio verde simulado. Se as condições estiverem perfeitas, a dispersão atmosférica pode produzir imagens separadas de cada cor do espectro o que resulta num raio verde da parte mais superior do Sol enquanto ele nasce. A miragem do raio verde é causado pela inversão térmica, ou seja, a presença de uma camada de ar quente sobre um ar mais frio. Para aumentar as suas chances de ver um raio verde, como esse, use um pequeno telescópio ou binóculos, mas proteja seus olhos quando olhar diretamente para o Sol.

Fonte:

http://epod.usra.edu/blog/2012/03/mock-green-flash-observed-from-near-sparta-greece.html

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