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Posts Tagged ‘Supernova’

A M95 Com Supernova

quinta-feira, março 22, 2012 posted by sacani

A galáxia espiral barrada M95, tem aproximadamente 75000 anos-luz de diâmetro, ou seja, um tamanho comparável à Via Láctea e uma das maiores galáxias do Grupo de Galáxias Leo I. De fato ela é parte de um famoso trio de galáxias, chamado de Trio do Leão, com as vizinhas M96 e M105, localizadas a aproximadamente 38 milhões de anos-luz de distância. Nesse retrato nítido e colorido dessa ilha do universo, um brilhante e compacto anel de estrelas em formação circunda o núcleo da galáxia. Ao redor da proeminente e amarelada barra estão braços espirais traçados por linhas de poeira, jovens aglomerados estelares azuis e regiões rosadas de formação de estrelas. Como bônus, se você seguir o braço espiral que se abre para baixo e para a direita você poderá em breve ver a última supernova da M95, a SN 2012aw, descoberta em 16 de Março de 2012 e agora identificada como a explosão de uma estrela massiva. Um bom alvo para pequenos telescópios, a supernova pode ser vista no vídeo abaixo comparando uma imagem recente com uma imagem profunda da M95 sem a presença da supernova feita em 2009.

Supernova 2012aw in M95 from Adam Block on Vimeo.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap120322.html

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A Onda de Choque da Supernova 1997 A

segunda-feira, fevereiro 27, 2012 posted by sacani

Há vinte cinco anos atrás a supernova mais brilhante dos tempos modernos foi registrada.  Com o passar dos anos, os astrônomos têm observado esse objeto e esperando pela expansão de detritos originados dessa tremenda explosão estelar até o seu choque como material anteriormente expelido. Um resultado claro dessa colisão de material é demonstrado no vídeo acima, gerado a partir de imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble entre os anos de 1994 e 2009. O vídeo mostra a colisão de uma onda de choque se movendo para fora da supernova com um anel pré-existente de um ano-luz de largura. A colisão ocorreu a uma velocidade de 60 milhões de quilômetros por hora ema onda de choque ao atingir o anel aquecendo-o causou o seu brilho. Os astrônomos continuam a estudar a colisão à medida que ela ilumina o interessante passado da SN 1987 A, fornecendo assim pistas sobre a origem dos misteriosos anéis da supernova discutidos no post de ontem aqui no blog.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap120227.html

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Os Misteriosos Anéis da Supernova 1987A

domingo, fevereiro 26, 2012 posted by sacani

O que está causando esses estranhos anéis na supernova 1987A? Há vinte e cinco anos atrás, em 1987, a supernova mais brilhante da história recente foi vista na Grande Nuvem de Magalhães. No centro da imagem acima está um objeto central que é parte remanescente da violenta explosão estelar que aconteceu ali. Ao redor do centro curiosos anéis externos apareceram e tomaram a forma do número 8. Embora grandes telescópios incluindo o Telescópio Espacial Hubble monitorem os curiosos anéis por anos, sua origem ainda é misteriosa. A imagem acima foi feita pelo Hubble da parte remanescente da SN1987A em 2011. Embora a origem não seja definida com clareza existem especulações sobre a origem desses anéis, entre essas especulações está o fato de jatos estarem sendo emanados de uma estrela de nêutrons outrora escondida, e a interação do vento da estrela progenitora da supernova com o gás emitido antes da explosão.

The outer rings_of_sn1987a
View more documents from Sergio Sancevero

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap120226.html

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No meio do brilho de bilhões de estrelas que compõem a impressionante galáxia espiral chamada de M51, ou Galáxia do Redemoinho, uma massiva estrela encerrou sua vida de forma abrupta emitindo um brilhante flash de luz. O Telescópio Espacial Hubble registrou imagens da explosão da estrela, chamada de supernova (SN) 2005cs, 12 dias depois da sua descoberta. Os astrônomos então compararam essas fotos com imagens feitas pelo próprio Hubble da mesma região antes da explosão da supernova apontando assim qual foi a estrela progenitora da explosão.

Fonte:

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=2444607174091&set=a.1018188714521.2931.1819258268&type=1&ref=nf

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Eta Carinae: A Prévia de Uma Supernova

segunda-feira, fevereiro 20, 2012 posted by sacani

Na virada do século 19, o sistema estelar binário Eta Carinae era apagado e difícil de ser identificado no céu. Nas primeiras décadas do século, ele tornou-se cada vez mais brilhante, até que em Abril de 1843, o sistema se tornou a segunda estrela mais brilhante no céu noturno, sendo superada somente pela estrela Sirius que está quase mil vezes mais próxima da Terra. Nos anos que se seguiram o sistema foi se apagando novamente e no século 20 ele ficou totalmente invisível a olho nu.

A estrela continuou a variar em brilho desde então, e enquanto embora tenha se tornado visível novamente a olho nu, seu brilho nunca superou o pico de brilho atingido em 1843.

A maior das duas estrelas no sistema de Eta Carinae é uma imensa e instável estrela que está perto do fim da sua vida, e o evento que os astrônomos observaram no século 19 foi uma experiência de quase morte de uma estrela. Os cientistas chamam essas explosões de eventos falsos de supernovas, pois eles são parecidos com as explosões de supernovas mas param pouco antes de destruir completamente a estrela.

Embora os astrônomos do século 19 não tivessem telescópios poderosos o suficiente para ver a explosão de 1843 em detalhe, seu efeito pode ser estudado hoje. As imensas nuvens de matéria expelidas a um século e meio atrás, e conhecidas como Nebulosa do Homúnculo, tem sido um dos alvos favoritos do Hubble desde seu lançamento em 1990. A imagem acima, feita com o Canal de Alta Resolução da Câmera Avançada de Pesquisa é a imagem mais detalhada até hoje já feita desse objeto e mostra como o material da estrela não foi expelido de maneira uniforme, mas sim formando uma imensa forma de haltere.

A Eta Carinae não é só interessante pelo que aconteceu em seu passado, mas também pelo seu futuro. Ela é uma das estrelas mais próxima da Terra que provavelmente irá explodir em uma supernova num futuro relativamente próximo, pensando em escala astronômica, um futuro relativamente próximo é algo em torno de um milhão de anos. Quando isso acontecer, espera-se que nós aqui na Terra possamos ver algo impressionante, algo que pode gerar uma estrela muito mais brilhante do que seu último pico de brilho. Os astrônomos imaginam isso, pois a SN 2006gy, a supernova mais brilhante já observada se originou de uma estrela do mesmo tipo.

A imagem acima consiste de uma combinação de imagens obtidas na luz ultravioleta e visível. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 30 arcos de segundo de diâmetro.

Fonte:

http://www.spacetelescope.org/images/potw1208a/

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A Supernova Mais Antiga Já Registrada

segunda-feira, fevereiro 13, 2012 posted by sacani

Essa imagem combina dados de quatro telescópios espaciais para criar uma visão multi comprimento de onda do que restou da RCW 86, o mais velho exemplo de uma supernova. Os astrônomos chineses testemunharam o evento em 185 A.C., documentando uma misteriosa estrela que permaneceu no céu por oito meses. As imagens de raios-X do Observatório de Raios-X Chandra da NASA e do Observatório XMM-Newton da Agência Espacial Europeia foram combinados para formar as cores azul e verde na imagem acima. Os raios-X mostram o gás interestelar  que tem sido aquecido a milhões de graus  pela passagem de uma onda de choque proveniente da supernova.

Os dados infravermelhos provenientes do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e do WISE, Wide-Field Infrared Survey Explorer, são mostrados em amarelo e em vermelho e revelam a poeira irradiando numa temperatura de algumas centenas de graus abaixo de zero, uma temperatura que embora seja baixa é considerada quente se comparada com a temperatura normal da poeira na Via Láctea.

Estudando os dados obtidos em raios-X e os dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que o que causou a explosão foi um supernova do Tipo Ia, onde uma estrela outrora uma estável anã branca, ou uma estrela morta, foi empurrada além da sua estabilidade quando uma estrela companheira injetou material nela. Além disso, os cientistas usaram os dados para resolver outro mistério por trás da remanescente de supernova, como ela cresceu tanto ficando tão grande em tão pouco tempo. Soprando material  para longe através de seu vento antes de explodir a anã branca foi capaz de limpar uma grande área, ou cavidade no céu, uma região de densidade muito baixa ao redor do sistema. Depois com a explosão acontecendo dentro dessa cavidade gerada a supernova foi capz de se expandir muito mais rápido e ficar muito maior do que qualquer outro objeto do mesmo tipo.

Essa é a primeira vez que esse tipo de cavidade tem sido vista ao redor de um sistema de anã branca antes da explosão. Os cientistas dizem que os resultados podem ter importantes implicações para as teorias sobre os sistemas binários de anã branca e as supernovas do Tipo Ia.

A RCW 86 está localizada a aproximadamente 8000 anos-luz de distância da Terra. Com aproximadamente 85 anos-luz de diâmetro ela ocupa uma região do céu na constelação do céu do sul de Circinus que é um pouco maior que a Lua Cheia. Essa imagem foi compilada em Outubro de 2011.

Os créditos da imagem vão para: raios-X: NASA/CXC/SAO, ESA; infravermelho: NASA/JPL-Caltech/B.Williams (NCSU).

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2173.html

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O Objeto Remanescente de Supernova G350.1-0.3

quinta-feira, fevereiro 9, 2012 posted by sacani

Pistas vitais sobre o devastador fim da vida de estrelas massivas podem ser encontradas estudando a consequência de suas explosões. Nesses mais de doze anos de operações científicas, o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, tem estudado muitos dessas partes remanescentes da explosão de supernovas espalhadas através da galáxia.

O último, ou seja, mais recente exemplo dessa importante investigação é uma nova imagem feita pelo Chandra da parte remanescente da supernova conhecida como G350.1-0.3. Esse campo de detritos estelares está localizado a aproximadamente 14700 anos-luz de distância da Terra, na direção do centro da Via Láctea.

Evidências encontradas pelo Chandra e pelo telescópio XMM-Newton da ESA sugerem que um objeto compacto dentro do G350.1+0.3 pode ser o núcleo denso da estrela que explodiu. A posição dessa provável estrela de nêutrons, é bem distante do centro da emissão de raios-X. Se a explosão de supernova ocorreu perto do centro da emissão de raios-X então a estrela de nêutrons deve ter recebido um poderoso golpe durante a explosão da supernova.

Os dados sugerem que essa parte remanescente de uma supernova, como aparece na imagem tem entre 600 e 1200 anos de vida. Se a estimativa da localização da explosão estiver correta, isso significa que a estrela de nêutrons tem se movimentado a uma velocidade de no mínimo 3 milhões de milhas por hora desde a explosão.

Outro intrigante aspecto do objeto G350.1-0.3 é que ele possui uma forma pouco comum. Muitos objetos como esse, ou seja, a parte remanescente de uma supernova têm uma forma aproximadamente circular, mas o G350.1-0.3 tem uma forma totalmente assimétrica como pode ser visto nos dados obtidos pelo Chandra e integrados na imagem acima na cor dourada. Dados infravermelhos do Telescópio Spitzer da NASA, apresentado em cor azul clara, também traça a morfologia encontrada pelo Chandra. Os astrônomos acreditam que essa forma bizarra se deve ao fato do campo de detritos estelares estar se expandindo numa nuvem de gás molecular frio.

A idade de 600 a 1200 anos coloca a explosão que criou o objeto G350.1-0.3 na mesma faixa de idade de outras explosões de supernovas importante e famosas como a que formou a supernova do Caranguejo e a SN 1006. Contudo, é improvável que qualquer um tenha visto essa explosão na Terra devido à existência de gás e poeira que obscurece a imagem do objeto e que está localizado na mesma linha de visão da parte remanescente da supernova.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2168.html

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A Galáxia NGC 3239 e a Supernova SN2012A

sexta-feira, janeiro 27, 2012 posted by sacani

Com aproximadamente 40000 anos-luz de diâmetro, a bela e irregular galáxia NGC 3239 localiza-se perto do centro desse adorável campo de galáxias na constelação rica em ilhas do universo de Leo, o Leão. A uma distância de 25 milhões de anos-luz, ela domina o quadro acima, mostrando estruturas arranjadas de forma peculiar, jovens aglomerados estelares azuis e regiões de formação de estrelas, sugerindo que a NGC 3239, também conhecida como Arp 263 é o resultado de um processo de fusão entre galáxias. Aparecendo perto do topo da bela galáxia está uma brilhante estrela pertencente à Via Láctea que aparece em primeiro plano, quase que diretamente alinhada com o nosso ângulo de visão da NGC 3239. A NGC 3239 ainda é notável por hospedar a primeira supernova identificada em 2012, designada de SN 2012A. Ela foi descoberta no começo do mês de Janeiro pelos caçadores de supernovas Bob Moore, Jack Newton e Tim Puckett. Indicada na imagem abaixo, a SN 2012A está um pouco abaixo e a direita da brilhante estrela de primeiro plano. Claro que com base no tempo de viagem da luz para a NGC 3239, a explosão da supernova ocorreu a 25 milhões de anos atrás, disparada pelo colapso do núcleo de uma estrela massiva.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap120127.html

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O Caso Do Sumiço da Companheira da Supernova

quinta-feira, janeiro 12, 2012 posted by sacani


Onde está a outra estrela? No centro dessa remanescente de supernova deve estar a estrela companheira da estrela que explodiu. Identificar essa estrela é importante para entender como as supernovas do Tipo Ia são detonadas, o que pode levar a entender melhor por que o brilho dessas explosões são tão previsíveis, que por sua vez é fundamental para calibrar a natureza do nosso universo como um todo. O problema é que mesmo numa inspeção cuidadosa do centro da SNR 0509-67.5 não se encontra qualquer estrela. Isso indica que a companheira é intrinsicamente muito apagada, muito mais apagada do que muitos tipos de estrelas gigantes brilhantes que foram identificadas como candidatas anteriormente. De fato, implica-se que que essa estrela companheira pode ter sido uma apagada anã branca, similar, mas menos massiva do que a estrela que explodiu e formou essa remanescente de supernova. A SNR 0509-67.5 é mostrada acima tanto na luz visível apresentada em vermelho, e obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, e na luz de raio-X, apresentado em verde e obtida pelo Observatório de Raios-X Chandra. A imagem abaixo mostra a posição onde deveria estar a estrela companheira perdida. Os dois vídeos abaixo mostram como seria a formação de uma supernova do Tipo Ia.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap120112.html


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Puppis A – Uma Antiga Supernova Agora Revelada

domingo, dezembro 11, 2011 posted by sacani


Aproximadamente a 3700 anos atrás as pessoas na Terra teriam visto uma estrela nova muito brilhante no céu. À medida que ela foi se apagando e sumindo da vista, ela foi sendo eventualmente esquecida, até que os astrônomos modernos encontraram o que restou dela, a chamada Puppis A. Vista como uma nuvem empoeirada e vermelha nessa imagem feita pelo Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, a Puppis A é a parte remanescente de uma explosão de supernova.

A Puppis A se formou quando uma estrela massiva termino sua vida em uma explosão extremamente brilhante e poderosa. As ondas de choque que se expandiram dessa explosão estão aquecendo a poeira e as nuvens de gás ao redor da supernova, fazendo com brilhem e criem a bela nuvem vermelha que nós podemos observar aqui. Muito do material da estrela original foi violentamente expelido para o espaço. Contudo, uma parte desse material permanece em um objeto incrivelmente denso chamado de estrela de nêutrons. Essa estrela de nêutrons, muito apagada para ser vista nessa imagem, está se movendo a uma velocidade extremamente alta, algo superior a 3 milhões de milhas por hora. Os astrônomos estão perplexos com a absurda velocidade do objeto e apelidaram a estrela de Bala de Canhão Cósmica.

Uma parte do gás e da poeira de coloração verde que é observado na imagem acima é proveniente de outra antiga supernova, a remanescente da supernova da Vela. Essa explosão aconteceu a aproximadamente 12000 anos atrás e numa região quatro vezes mais próxima da Terra do que a Puppis A. Se nós tivéssemos  uma visão de raio-X como o Super Homem, ambas as remanescentes (Puppis A e Vela) seriam os maiores e mais brilhantes objetos que nós veríamos no céu noturno.

Essa imagem foi feita a partir de observações realizadas por todos os quatro detectores infravermelhos a bordo do WISE. A cor azul e ciano (azul esverdeado) representa a luz infravermelha no comprimento de onda de 3.4 mícron e 4.6 mícron, emitida principalmente pelas estrelas, os objetos mais quentes que aparecem na imagem acima. A cor verde e a cor vermelha representa a luz infravermelha com comprimentos de onda de 12 e 22 mícron emitida principalmente pela poeira aquecida na região.

Fonte:

http://wise.ssl.berkeley.edu/gallery_Puppis_A.html



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